sexta-feira, março 30, 2018

*PÁSCOA



Tela minha

Páscoa 

Quando uma flor desabrocha,
Quando uma criança sorrir de alegria,
Quando as pessoas se confraternizam,
Quando não há ódio, nem rancor no coração.
É Páscoa quando acreditamos que:
Cristo nasce em cada gesto
E quando durar nossa capacidade,
De amor e de perdão.
Pensemos então a partir de agora:
Todos os dias será Páscoa
Todos os dias haverá renovação
E não precisa de 365 dias
Para que sejamos solidários
Com o próximo e com Deus.

Sonia Nogueira

quarta-feira, fevereiro 14, 2018

*VOU GRITAR AOS QUATRO VENTOS





* Vou gritar aos quatro ventos
Mairton Menezes Menezes 


Com toda força da alma
Que a Sonia aniversaria
Que os poetas batam palma
Para esta Mulher tão culta
Tão modesta e muito calma

A Sonia foi um presente
Que o Giqui nos ofertou
Esta  MENINA-TALENTO
Escreveu verso e gostou
Só respira poesia
O SESC nela apostou

Deus te abençoe oh "Garota"
Detentora  de talento
Você é iluminada
Foi um grande investimento
Estamos de parabéns
É verdade eu não invento 

Fazer poema é divino
É preciso competência
Mas quando nasce o poeta
Ele traz na sua essência
Compromisso com as musas
E bastante inteligência.

Parabéns Sônia, pelo seu aniversário! 

Obrigada grande poeta, pelo carinho

quinta-feira, novembro 16, 2017

*NA REVISTA VIU



Na Revista VIU

Entre os dias 28 e 31 de outubro de 2010, Itabira MG, respirou literatura, cultura, música e gastronomia. No ano em que o poeta Carlos Drummond de Andrade completaria 115 anos, a prefeitura da cidade recebeu várias personalidades, entre as quais se destacaram as internacionalmente premiadas as escritoras Rita Guedes, Maria José Esmeraldo Rolim, Sonia Nogueira, Maria do Carmo Aragão e Eugênia Sales.



sábado, novembro 04, 2017

*TROFÉU EM ITABIRA - MG, 2017



* Quem há de Resistir

As frases tão loquentes, nestes versos,
Palavras que murmuram silenciosas,
O coração contente das bravuras
Dormita, sonha e baila no universo.

Os olhos lacrimejam de emoção,
Perfume vai correndo longe além
E, na lembrança a diva em oração
Eleva teus versos aqui no aquém.

Que hora divinal a mente emana,
O ego contagia planta e colheita
Por Deus, senhor, se eu fosse esta diva.
O amor seria um Romeu e Julieta.

Mas sonhos são vontades que alimentam,
E a dura realidade em vã tormenta.

Sonia Nogueira

Recebendo troféu em Itabira MG






sábado, agosto 12, 2017

*AO MEU PAI

  


Ao Meu Pai -

............. / .\. \......A-Aqui saudades guardadas
........... / . . \ ..\ ...O-O tempo nunca apagou
......... / . . . `\ ..\...M-Memória que se projetou
........ |. . . . . |. ..|..E-Em cada pedaço, adubadas
......... \ . . . ./ . ./..U-Uma raiz firmada que dura
........... `=(\ /.=....P-Pai, em  momentos de amor
............. `-;`.-'.....A-Ainda conserva em verdor
................ || _.-'..I-Imagem que tempo não cura
............. ,_|| \_,/..S-Sentado na velha calçada
........ , .... \|| .' ....A-A tarde com o sol findo
...... |\ |\ ,. ||/ ......U-Um olhar que se vestindo
....,.\` | /|.,|Y\, ....D-Da árdua labuta alçada
.....'-...'-._..\||/ ....A-Aonde a paz e a pureza
......... >_.-`Y| .....D-Davam ao corpo morada
.............. ,_|| ......E-E como flor que perfuma
................ \||.......S-Serve de canto e ternura
................. || ......S-Sim, pai em Deus a pousada

Sonia Nogueira


quinta-feira, julho 06, 2017

*MEU DESERTO MEU CHÃO



Meu Deserto, Meu Chão.

Passei as primaveras sem colher
As flores esmaecidas murcharam
Quando as olhei num entardecer
Não mais sorriram, oh, amarelaram.

Olhei o espelho, o deserto na mira
Pegadas firmes, sonho ventureiro
Como enganar sem marcas curupira
A esperança com o fito primeiro

Revirei páginas folheei o tempo
Horas regando os rijos segundos
Em cada despertar em passatempo

A máquina não carecia de conserto
Não havia no cofre capital, fundos
Apenas a canção aspirando acerto.

Nas teclas tristes da rude mensagem
Desviei o piano em pleno concerto
Da inadequação de sons miragens.

Escrava do porvir tracei rabiscos
A mão ingrata descoloriu a tela
Dispersa na emoção e tons ariscos
Perdida a direção à emoção duela.

Mesmo que a tinta roube o tinteiro
Na cor descolorida e na alma nua
A vida caminha no sonho arteiro.

Posso colher agora é só querer
Em cada alvorecer de olhar veleiro
Barca e vontade rumam ao estaleiro

Passei as primaveras sem colher.
***

Selecionada nos cinco primeiros colocados
na VII coletânea Século XXI 2017 - PoeArt.
organizador Jean Carlos

quinta-feira, maio 18, 2017

*ONTEM


Tela minha - meu sertão


*Ontem

Eu sonhei,
Mas sorri,
E revi
Meu luar
Do sertão
Das noites
Em açoites
Do frio,
Sem brio,
Do homem
Pescando,
Do peixe
Gostoso,
Saboroso,
Que comi.

Eu vejo
No sonho,
Componho,
Revejo,
Não nego
Saudade
Ficou...

Pudesse
Voltar
Ao sertão
Com muita
Emoção
Coração
Feliz
Sem dores
Com flores
-Pra quem?
Ofertar
No lugar,
Não sei,
Nunca vi.

Eu vejo
No sonho,
Componho,
Revejo,
Não nego
Saudade
Ficou...

Da mãe
Que se foi,
Que partiu,
Sem adeus.
Só restou:
Lembrança,
Cobrança,
Angústia,
Vontade
De ter
Mãe assim:
Bondosa
Sem fim
Olhando
Pra mim.

Eu vejo
No sonho,
Componho,
Revejo,
Não nego
Saudade
Ficou...

Saudade?
Revive,
Persiste,
Insiste,
Sem força
Eu vivi.