Mostrando postagens com marcador *DEDICATÓRIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador *DEDICATÓRIA. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, agosto 15, 2018

*AO MEU PAI




*Ao Meu Pai

É saudade diária sempre presente
A cada dia relembra o pensamento
Do pai, irmãos, sobrinho ausente,
O destino nos dá por uns momentos

Difícil aceitar esse universo
De poder tamanho incontestável
Que o coração aceita no meu verso
Sem força, mas aceita o inevitável,

Foi tão bom à convivência diária
Que cada recordar traz um sorriso
Mesmo sabendo que a medalha
Da vida é tramada sem improviso

Lembro-me da vida simples, o sertão
Do cheiro do gado, o peixe sadio
A plantação, a colheita do algodão
O rio correndo o nado em desafio.

Guardo pai, irmãos, sobrinho, amados  
O registro em cada hora do sorriso
E rogo em oração ao Deus adorado
Que estejam contigo com o mesmo riso.

À MINHA MÃE




*À minha Mãe 

Quando em ti penso, mãe, ausência,
Cada lembrança é saudade terna,
Coração fragilizado, a mente ativa,
Na lágrima retida força e reserva.

Na foto desbotada sina e tempo,
A alma desolada em são momento
Arquiva dor suave presa ao vento
Trazendo angústia e tormento.

Foram frios meus verões, mãe,
Faltou a mão para me aquecer,
Gesto protetor da supermãe,
O zelo do olhar no alvorecer.

O vento soava triste e lento,
Em murmúrio de consolação,
O sonho pernoitava no relento,
A vida viajava em turbilhão,

De buscas, de uma explicação,
Mas como entender a lei do alto
Que não pergunta ao coração.
Pode-se resistir tamanho assalto!

Assim é a vida na terra, que fornalha.
Uns choram pela mãe que agoniza,
Outras dão a vida na batalha,
Pobre mãe lança o filho à enxurrada.

Sobrevivi a chuvas e trovoadas,
Sentimentos voando em agonia
Nas noites frias sob as rajadas,
Nos relâmpagos, senti tua falta.

Sou órfã nas horas de saudade,
Nas horas de carência sou poesia,
Sou triste, nas horas de bondade,
Lembro-me da mãe que foi um dia.

A cada dia, mãe, a lembrança cresce.
E Deus nas alturas te louve em prece.

Medalha de Prata, junho 2014, RJ



sábado, agosto 12, 2017

*AO MEU PAI

  


Ao Meu Pai -

............. / .\. \......A-Aqui saudades guardadas
........... / . . \ ..\ ...O-O tempo nunca apagou
......... / . . . `\ ..\...M-Memória que se projetou
........ |. . . . . |. ..|..E-Em cada pedaço, adubadas
......... \ . . . ./ . ./..U-Uma raiz firmada que dura
........... `=(\ /.=....P-Pai, em  momentos de amor
............. `-;`.-'.....A-Ainda conserva em verdor
................ || _.-'..I-Imagem que tempo não cura
............. ,_|| \_,/..S-Sentado na velha calçada
........ , .... \|| .' ....A-A tarde com o sol findo
...... |\ |\ ,. ||/ ......U-Um olhar que se vestindo
....,.\` | /|.,|Y\, ....D-Da árdua labuta alçada
.....'-...'-._..\||/ ....A-Aonde a paz e a pureza
......... >_.-`Y| .....D-Davam ao corpo morada
.............. ,_|| ......E-E como flor que perfuma
................ \||.......S-Serve de canto e ternura
................. || ......S-Sim, pai em Deus a pousada

Sonia Nogueira


domingo, maio 08, 2016

*Á MINHA MÃE



*À Minha Mãe 

Todo dia a mesma saudade viva
Dos anos que os anos não apagam
Da mãe que fez da luz cada vida
Gratidão terna que os anos propagam.

Vejo-te noutras mães de bondade
Aquelas que o afago é constante
Orgulho da cria, e na saudade,
Contemplação, a cada olhar rasante.

Cada lembrança que a mente pousa
Recolhe-se no obscuro pensar
Guarda no deserto que repousa
Pra não apagar da lembrança o olhar.

Da foto desbotada sina e tempo
A alma desolada em são momento
Arquiva dor suave presa ao vento
Trazendo na angústia dor, tormento.

Sou órfã nas horas de saudade
Nas horas de carência sou poesia
Sou triste, nas horas de bondade,

Lembro da mãe que se foi um dia.

Sonia Nogueira



quarta-feira, agosto 04, 2010

*AO MEU PAI

*Ao meu Pai

*

Quando me lembro de ti mocidade

Labuta diária, planos no futuro

Ultrapassando muros, tempestade

Recordo teu olhar verde, aflito e puro

*

Memorizei teu passo firme, inteiro

Na pressa para o tempo não apagar

Os anseios guardados no canteiro

Na flor branca que vinhas ofertar

*

Foram anos plantados cada dia

De amor, zelo, carinho e proteção

Embrulhados no jardim coração

Que a saudade terna acaricia

*

Saudades são tantas catalogadas

No álbum que a mente recorda

Como raiz estendida, arraigada

Cresce de dia a noite transborda

*

A ruga quase não veio na face

Sorriso franco o final sem ação

A mão sem força fez-se fugace

Guardo de ti, pai, toda emoção

*

SoniaNogueira

sexta-feira, agosto 07, 2009

*AO MEU PAI*


*Ao Meu Pai*
............. / .\. \.....A-Aqui saudades guardadas

........... / . . \ ..\ ..O-O tempo nunca apagou

......... / . . . `\ ..\..M-Memória que se projetou

........ . . . . . . ..E-Em cada pedaço, adubadas

......... \ . . . ./ . ./.U-Uma raiz firmada que dura

........... `=(\ /.=.....P-Pai, em momentos de amor

............. `-;`.-.....A-Ainda conserva em verdor

................ _.-'..I-Imagem que tempo não cura.

............ ,_ \_,/..S-Sentado na velha calçada

........ , .... \........A-A tarde com o sol findo

...... \ \ ,. /......U-Um olhar que se vestindo

....,.\` /.,Y\,......D-Da árdua labuta alçada

.....'-...'-._..\/.....A-Aonde a paz e a pureza.

........ >_.-`Y........D-Davam ao corpo morada

.............. ,_......E-E como flor que perfuma

................ \.....S-Serve de canto e ternura

................. ......S-Sim, pai em Deus a pousada

***

SoniaNogueira *sogueira*

domingo, agosto 10, 2008

*AO MEU PAI*


*Ao Meu Pai*
***
Que lançou o sêmen fértil
Semeou a vida como lei
Colheu o fruto em tempo hábil
Multiplicou a espécie, fez-se rei

Mesclado de altivez e doçura
Meu herói, minha mãe, sina...
Do exemplo firmou sua estrutura
Era o sertão sua raiz, sua estima

Convivemos aqui longo tempo
A mente conserva os hábitos diários
O olhar verde, sorriso, o passo lento
Que embalou meu coração perdulário

Já sôfrego triturando a saudade
Oferta-te esta página amor lealdade
***
Sonia Nogueira
**
Do livro
Eu Poesia Contos e Crônicas
Livraria Livro Técnico

sábado, agosto 02, 2008

*NOITE INESQUECÍVEL*


*Noite Inesquecível *

***
Noite de autógrafo de rara grandeza
Do tamanho da minha simplicidade
Da altivez do abraço amigo em firmeza
O coração levará além o afeto, a bondade

Dos amigos que ofertaram o sorriso
A família que trouxe em fraternidade
A fortaleza de um coração desprovido
Do improviso imaturo na casualidade

Na inércia da ânsia contida sem vez
Omiti dos presentes, a palavra facultada
Na inexperiência destronei a solidez

Na noite inesquecível, da arte emoção
Primeiro filho nas profundezas visceral
Rasgou o útero eclodiu fiz-me real
***
Sonia Nogueira

Eu Poesia Contos e Crônicas
Livraria Livro Técnico


sábado, julho 26, 2008

*ENCONTRO DE ESCRITORES*

*Encontro de Poetas*
26/07/2008
***
Centro Cultural Oboé à tarde
Escritores e poetas a distância
Contato sem abraço que invade
Os amigos com laço em estância

O protocolo resistiu à rotina
Da palavra facultada despojada
Como se a palavra fosse sina
De uns poucos e ainda foi negada

Fez-se leitura d’outros poetas
Num sorteio e dádiva de livros
Teatro e aplausos que em festas
Falam numa ovação de estribilhos

A frieza da sala condicionada
Aliou-se ao individualismo, sós
Cada um contido sob a espada
E a palavra ocultou-se entre nós

Parece-me que o valor da cultura
Fugiu sem o enlace da união
Vagou como órfão na aculturação
A mão do saber rejeitou outra mão

Onde está a palavra em construção
O diálogo, a igualdade sem status
Valores são raízes sem demolição
Os saberes ali de aconchegos nus
***
Sonia Nogueira
***
Eu Poesia Contos e Crônicas
Centro de Arte e Cultura
Dragão do Mar
Dia 31/07/2008
Livraria Livro Técnico

sexta-feira, julho 11, 2008

*O PÁSSARO QUE VOOU*

*O Pássaro que Voou*
I
Nasceu sem as asas para voar
Sem o berço caro dos afortunados
Sob a choupana frágil do vagar
Indefeso sorte dos fracassados

O ninho a mercê das tempestades
Como alimento o mais vil dos pratos
Nas vestes ofertas das caridades
A miséria rondava os tempos fartos

Foram tantas mazelas recebidas
Que o coração como sina prevista
Sonhou alto no campo das conquistas
Valeu-se do maior bem à desventura

As “letras” o caminho sem fronteira
Na ruptura ilumina cai barreiras.

II
Na ruptura ilumina cai barreiras.
Força do saber rasgando os trilhos
Viagem que aos poucos sorrateira
Vai navegando, cada porto o brilho

É a arma valiosa em construção
Faz da palavra o culto do domínio
Eleva ao mais sublime uma nação
Ou no desfecho o muro do declínio
*
Foi nesta tela com esmero pintada
Que o pássaro criou asas e voou
Fez da palavra refúgio e morada
Divulga a arte, seu canto atuou.

Abriu a ponte, das trevas veio a luz
Poeta Valdeck Almeida de Jesus
***
Sogueira
A página do poeta baiano

sábado, maio 10, 2008

À MINHA MÃE*


**À Minha Mãe**
***
Onde estiver uma flor despetalada
Sem o orvalho para matar a sede
Está aí minha saudade revelada
Por tua ausência, há muito desde...

À infância carente de afeto, abraços
Do zelo que protege com desvelo
Do olhar que acompanha os passos
Das mãos unidas em perfeito elo

Que seja este dia inteiro consagrado
Apenas as mães que do amor é mister
Para fazer da semente o fruto sagrado
Da vida a passagem do bem viver

Não deixar que a semente plantada
Seja na terra produto consumido
Da farta sede da ambição ceifada
Sem amor, do sentimento despido

Mãe, todas as certezas tenho já
Que ao mundo vieste destinada
À grande missão de amar, educar
Mas, o Céu te levou em revoada

E a saudade guardada permanece
Sem nenhum abalo à tua ausência
O coração solitário em uma aprece
Reza por ti com amor, dor e carência.

Saudades sem fim, Mãe...
***
Sogueira

Eu poesia Contos e Crônicas

No prelo

sexta-feira, março 14, 2008

*MAIS UM FILHO NA CASA*

Ubiratan Aguiar novo membro
da Academia
***
**Mais um Filho na Casa**
***
Noite de Solenidade, treze de março
A Academia Fortalezense de letras
Abre os braços acolhe sem cansaço
Um filho poeta, traz no saber as cetras.

No ambiente do negrume a paz ecoa
Das vestes blacky em sinuoso estilo
A espera do titular da cadeira em proa
Trazendo o sorriso o saber tranqüilo

Do grande poeta Ubiratan Aguiar
Que adentra sem o alarde costumeiro
Dos que conquistam com simplicidade

Os aplausos, as conquistas e no olhar
Aprecia o gorjear do discurso altaneiro
Em cada degrau da subida integridade
Sogueira

Ubiratan Aguiar titular da cadeira nº 34
da Academia Fortalezense de Letras
13 / 03/2008
-Eu Poesia Contos e Crônicas
-No Reino de Sininho, infantil

sexta-feira, março 07, 2008

*EU MULHER EM HOMENAGEM*



Centro de Cultura Dragão do Mar
*Eu Mulher em Homenagem*
***
Amo-me tanto com tal zelo sensatez
Que nada farei contra os desenganos
Estarei alerta no jogo do xadrez
Vasculho na memória eixo cartesiano

Amo o seio que alimenta para a vida
O mesmo seio que é fonte da conquista
Da arte no olhar, do menear atrevida
Do deslumbramento que o macho avista

Amo ser mulher que ama sem ver época
Que ama o amor sem risco ao desamor
Amo o homem que me ama com amor

Que num rebanho disperso em harém
Conhece quem apascenta o coração
Amo o poeta ao poetar minha canção

II

Amo o poeta ao poetar minha cançâo
Poetizo o amor espalho a emoção
Para que as mulhares em comunhão
Espalhem amor na terra em devoção
*
Quando embalam no berço o filho
E a lágrima cai ao mais simples beijo
Do rebento que no olhar traz o brilho
*
*Do aprendizado na escola sucesso
Dos braços que estão sempre abertos
Para o abraço, o perdão, o regresso
Se no caminho houve apenas deserto
*
Mulher, mistura de lágrima e emoção
Que faz do sofrimento arma, solução
Recomeçar é sempre seu refrão
***
Sogueira

terça-feira, setembro 18, 2007

* O PODER DA PALAVRA*


** O Poder da Palavra **
*****
O que fazer com a palavra
Esta força universal poderosa
Ousada na poesia que encanta
Na mesma poesia desencanta

No discurso de oradores potentes
Conquista multidões nos palanques
No canto, alento aos ébrios nos bares
Nas serestas é conquista dos amantes

É de uma força tamanha e audaz
Que apaixona corações recatados
Explode na loucura do pecado
Destrói lares arremessando aos ares

Conforta o agonizante no último suspiro
Educa e deseduca com a mesma extensão
Para o paciente o ultimato do médico
Para o surdo a linguagem das mãos

Com os diplomatas acordo negociação
Para os vendedores o grito de atenção
Na criança descoberta, alfabetização
Para a professora o poder da educação

Tem a palavra poder e reconciliação
Com o mesmo poder a triste separação
Para Deus o chamamento à oração
Ao que crer o pedido de perdão

Aos privilegiados do dom da palavra
Comunicadores em geral, aos poetas
Faça deste poder de conquista
A condução do mundo vida em festa
*****
Sogueira

sexta-feira, dezembro 15, 2006

QUANDO AS LUZES APAGAM


*Quando as Luzes Apagam*
*****
A cortina cai
O show termina
O palhaço se recolhe
O sorriso acaba
A platéia se retira
Os problemas retornam
O sentimento aviva
A cidade se agita
Fecha o sinal da esquina
O coração palpita
O delinqüente aproxima
O guarda apita
O desfecho é rotina
O pedestre desvia
A multidão transita
A criança observa
Desperta pra vida
Indaga da mãe
Por que tanta sina?
São coisas da vida
O homem é cruel
Na origem da vida
É o pior animal
Sem civilização
Sem estima
Aprenda a defesa
Creia em Deus
Continue o caminho
*****
SonaiNogueira *sogueira *

Por pura coincidência, ontem à tardinha, estava
fazendo este poema e as luzes do Dr. Valdo Pessoa ,
apagaram. Ele foi baleado por dois assaltantes, na
clínica a pouca distância da minha residência.
Era oftalmologista e Presidente do Instituto dos
Cegos em Fortaleza. Deus o tenha.