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quinta-feira, novembro 16, 2017

*NA REVISTA VIU



Na Revista VIU

Entre os dias 28 e 31 de outubro de 2010, Itabira MG, respirou literatura, cultura, música e gastronomia. No ano em que o poeta Carlos Drummond de Andrade completaria 115 anos, a prefeitura da cidade recebeu várias personalidades, entre as quais se destacaram as internacionalmente premiadas as escritoras Rita Guedes, Maria José Esmeraldo Rolim, Sonia Nogueira, Maria do Carmo Aragão e Eugênia Sales.



domingo, dezembro 28, 2014

*ÂNGUSTIA



*Angústia 

Um olhar furtivo, um corpo vago,
ás vezes inerte, ás vezes impulso,
embora o sonho insistisse intacto,
um pensar sombrio, outro sem rumo.

O vento soa frio, solidão atroz,
susto, quem sabe, prevê agonia,
se em cada  labirinto há magia
em chama o coração grita, algoz.

Geme a onda na manhã tranquila
dois olhares se perdem na cruz
nenhum sorriso e a palavra sem dó.

Duas mãos sequiosas em vigília
tocam-se, uma noite, apenas reluz
sonho imenso feito céu, imenso e só.

Sonia Nogueira

Menção Honrosa, XVI Prêmio Estadual
 Ideal Clube de Literatura -20/02/2014


quarta-feira, julho 23, 2014

À MINHA MÃE


*À minha Mãe

Quando em ti penso, mãe, ausência,
Cada lembrança é saudade terna,
Coração fragilizado, a mente ativa,
Na lágrima retida força e reserva.

Na foto desbotada sina e tempo,
A alma desolada em são momento
Arquiva dor suave presa ao vento
Trazendo angústia e tormento.

Foram frios meus verões, mãe,
Faltou a mão para me aquecer,
Gesto protetor da supermãe,
O zelo do olhar no alvorecer.

O vento soava triste e lento,
Em murmúrio de consolação,
O sonho pernoitava no relento,
A vida viajava em turbilhão,

De buscas, de uma explicação,
Mas como entender a lei do alto
Que não pergunta ao coração.
Pode-se resistir tamanho assalto!

Assim é a vida na terra, que fornalha.
Uns choram pela mãe que agoniza,
Outras dão a vida na batalha,
Pobre mãe lança o filho à enxurrada.

Sobrevivi a chuvas e trovoadas,
Sentimentos voando em agonia
Nas noites frias sob as rajadas,
Nos relâmpagos, senti tua falta.

Sou órfã nas horas de saudade,
Nas horas de carência sou poesia,
Sou triste, nas horas de bondade,
Lembro-me da mãe que foi um dia.

A cada dia, mãe, a lembrança cresce.
E Deus nas alturas te louve em prece.

Sonia Nogueira

Medalha de Prata, junho 2014, RJ


quarta-feira, abril 10, 2013

*MULHERES NOTÁVEIS


         



 *Mulheres Notáveis

Itabira, cidade de Belo Horizonte em minas Gerais, mais um ano oferece troféus com solenidade de grande gala em âmbito Nacional. As pessoas são indicadas, em seguida terão uma análise da vida profissional e literária Cecília Meireles, para escritores. (Já recebi Cecília e Drummond), Carlos Chagas, para profissionais da saúde; Pedro Aleixo para, jornalistas, políticos notáveis, professores e outras categorias merecedoras.
Este ano eu fui convocada para receber o troféu “Mulheres Notáveis Categoria Especial”. Indicação do colunista e promoter Eustáquio Felix. Apenas seis pessoas receberam.
 A solenidade ocorreu em Itabira, dia 06/04/2013 terra de Carlos Drummond de Andrade, escritor de grande destaque para os itabiranos. Visitei a casa de Drummond, o memorial, projeto feito por Oscar Niemeyer, a residência, a fazenda do pai de Drummond, a senzala em baixo da casa, reconstruída com toda madeira original.
Encontrei colegas virtuais do Recanto das Letras. Todos recebendo troféu. Rita Velosa, organizadora do Prêmio Buriti, do qual ganhei medalha com o poema “Cotidiano”; Odenir Ferro, revisor do concurso de poemas em Rio Claro SP, pela Rádio Claretiana, fui vencedora do primeiro lugar, com o poema “Olhando o Mar”. Recebi um livro de escritor Geraldo Fernandes. Amei conhecê-los dentro do mesmo contexto cultural, na divulgação do escritor, o mundo dos troféus.

Sonia Nogueira

quarta-feira, março 06, 2013

*COTIDIANO



*Cotidiano 

Silêncio nas madrugadas mudas,
só a voz do vento bate a janela.
A chuva tímida rabisca a lágrima,
lágrima triste que a mim se anela.

Voo na imensidão do pensamento
sem empecilho adentro tua alma
vazia, eu vi no olhar por telepatia
a melancolia, sina que me acalma.

Está aí no templo dos teus ventos
Regando a sintonia no cotidiano,
seria só ventura, mas os teus rebentos
ocultam as tormentas, vem o minuano.

Vento que varre, mas inda não limpa
a solidão que teu suor imprime.
Quisera fazer de ti à ressonância
das ondas sonoras partícula sublime.

Filtrar em cada emoção o teu pulsar
colando o ouvido no teu peito,
decifrar  horas e minutos do oculto
em cada pulsação vivendo o deleito

dos dias, dos segundos, dos encantos
que por aventura tiveste na passagem
dos anos peregrinos, dos desencantos
sem mim, escondidos  na bagagem.

Retorno à madrugada dos silêncios,
o sonho sucumbiu sem teu olhar.
Em cada despertar no meu cotidiano
Esta angústia louca em te ocultar...

Sonia Nogueira

3º lugar, Prêmio Buriti, São Paulo, 2012
Coordenadora, jornalista e escritora Rita Velosa


quinta-feira, março 15, 2012

*CECÍLIA MEIRELES




 *Cecília Meireles

Origem portuguesa, nasceu brasileira.
Silêncio e solidão levava consigo.
“Essa foi sempre a área de minha vida”
dizia nos versos e trago comigo,

a mesma tristeza que em mim dorme
e nos versos a saudade me consome,
da mãe que levou consigo a alegria,
divago ainda vivendo a mesma agonia.

A vida, porém, reservou-me aqui
Cecília Meireles - Mulheres Notáveis,
 na “Ativa” de encantos, me perdi
Itabira de esplendores viáveis.

Ao Deus da sabedoria, deste espaço,
A Delasnieve e a Fátima meu abraço,
Ao promoter meu saudar inesquecível,
Dr. Eustáquio Felix de gosto irretocável.

Sonia Nogueira

Troféu Cecília Meireles, em Itabira Minas Gerias
10 de março de 2012

domingo, junho 05, 2011

*ANOITECENDO



Anoitecendo

Sentada na areia da praia deserta
O vento corria, a onda se agitava
Grãos de areia meu rosto tocava
A mente contrita sonhava deserta

Vi tua imagem sem rosto, sem nome
Sorrindo sem face em névoas sombrias
O peito aflito em vãs utopias
Buscava um rosto um só sobrenome

O som das ondas em canto e silêncio
Domava a noite soltando gemido
E veio suave em tom comovido
Tocou meu semblante com sapiência

À noite chegando tranqüila sem véu
Abrindo os braços sem luz do luar
Fingiu que a pureza vem repousar
No sonho tormento que é só meu

Pingos da neblina roubaram emoção
As horas não alteraram o ponteiro
O sonho se afogou no nevoeiro
A imagem distorcida sumiu no clarão

SoniaNogueira

Menção Honrosa na Antologia Poesias Encantadas, 2011

domingo, janeiro 16, 2011

*0 SOM DAS ÁGUAS


O Som das Águas

Cada pingo umedecendo a terra
Cada gota na face que caminha
Aquela aliada aos tufões e serra
Aqui lágrima no peito se aninha
Olhando a cachoeira vejo o som
O mesmo ritmo descendo, anistia
Vencendo a gravidade vem o tom
Fazendo melodia em eufonia
Chorando a chuva no meu telhado
A madrugada recolhe-se comigo
O pensamento viaja estremecido
Juntando o sonhar, do eu contigo
 *
Nas ondas o gemido faz poesia
Bilhões de pingos em orquestra
Cantam, e eu absorta em harmonia
Entrego-me solidária nesta sestra
O rio nas enchentes toma espaço
Inunda feito mar, e o som final
Baila na correnteza e no mormaço
Qual música e serenata divinal
Entrego-me nesta hora matutina
O sonho despojado, o sono aflito
E no encontro da hora vespertina
O corpo confabula amor contrito

SoniaNogueira

Terceiro lugar no Vi Concurso Poesias sem Fronteira
Salvador Bahia, 20 de janeiro de 2011. Coordenador 

Marcelo de Oliveira Souza