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sábado, julho 11, 2020

 

 Quando a Chuva Parar 
 
A terra úmida acolhe a semente
Espera a flor brotar, frutificar
Sorrisos fartos e sorridentes
Mãos se apertarem para brindar
 
A vida, em sufoco passageiro
Portas se abrirem em comunhão
O vento continuar seu roteiro
O sol acolher a todos sem furacão.
 
Não vai demorar, tudo tem começo
Meio e fim, nessa vida de incertezas
Coração em esperança tem apreço
Pelos seres que lutam em defesa
 
Da vida, presente de Deus, criador
Basta ter fé e devoção velada
Segurar as rédeas do agressor
O tal Colvid 19, na vencível jornada
 
O momento requer oração e paz
Mente sã, não deixar cair o amor
Aquietar esse momento fugaz
Com as mãos postas ao pai Redentor


Sonia Nogueira 


domingo, fevereiro 19, 2017

*0LHOS INFANTIS




*Olhos Infantis 


Ao ver-te assim tão triste e solitária,
de olhar sombrio inda que haja sol,
vi na tua imagem descalça, sem sandália,
buscando a luz ofusca de um farol.

A tristeza rondava cabisbaixa
na hora que a luz do sol dormia,
teus olhos castanhos em tom de queixa,
rezava com o ângelus a Ave Maria.

Pobre criança que veio sem pedir
será da vida musa  sem orquestra,
e da agonia silêncio que liberta.

O mudo é bom, mas cria com maldade,
alerta na defesa e guarda a lealdade,
nos olhos infantis  mira o porvir.

Sonia Nogueira

quinta-feira, novembro 29, 2012

*NO NADA




No Nada

Quando percebi, estava ali, no mar
Olhando o luar, tímido, calado
Pasmei. Fiquei pequena a meditar
A grande obra divina, o inacabado.

Entrei no abismo, dádiva da mente
No rastro, nada eu vi, tudo obscuro
Janelas batiam vazio consistente
Senti no nada a soma do futuro.

Desperdiçado, quase que sofri
A lágrima cadente, o mal persiste
Regado pelo bem, ao mal que vi.

Quisera ter a força dos extremos
Pintar amor, que ao tempo não resiste
Nutrir do nada, o tudo que não vemos

Sonia Nogueira

No Portal CEN



domingo, dezembro 25, 2011

*ALÔ, 2011

Alô, 2011

O sol amanheceu olhando o dia
Colhendo em cada olhar a emoção
Mirei, pensei que a felicidade irradia
Plantando sonhos, regando o coração,

De amor, perdidos em vãos minutos
Correndo, atropelando dias, horas
Tempo perdido, atônito, e segundos
Cortando a esperança o mal aflora.

A rua está deserta tudo é silêncio
O pensamento pousa nas lembranças
E vi que o tempo corre nos milênios
Quiçá, num ano cheque em fianças.

Roguei aos Céus por proteção diária
O mundo está em crise, a mão dispara
Os homens não entendem a culinária
A fórmula da paz, a mão que ampara.

Pudesse eu domar a rebelde criação
Faria em cada lar um sólido abraço
No mundo um só discurso de união
Amor e fraternidade no mesmo laço.

Um ano onde o bem vencesse o mal,
As portas fossem abertas ao irmão
Caíssem os muros e a bênção Divinal
Fizesse do amor pacote de afeição.

Sonia Nogueira

domingo, setembro 04, 2011

*A FORÇA DO ABRAÇO



A Força do Abraço

O abraço nasce no primeiro grito
No colo materno a calma se aconchega
Escuro e claridade no espaço infinito
Impacto confuso abraço se abriga

Quando a solidão navega no profundo
A oferta do abraço cura a dor da alma
Em cada abraço nasce um novo mundo
Em cada emoção a vida sopra calma

O abraço da criança move esperança
É gota umedecendo em cada choque
Pureza e doçura em sã aventurança
Amor regando abraço em cada toque

De repente o amor se faz presente
Na ânsia do abraço o corpo se deleita
Na pele o contato qual rio afluente
Dois braços num abraço persistente

A força do abraço vence a dor
Dor que mora na escassez do abraço
Não deixe que o abraço seja delator
Da falta do amigo, do amor sem laço

Sonia Nogueira

sábado, maio 21, 2011

O UNIVERSO EM CADA OLHAR



*O Universo em Cada Olhar


Vejo-te obra prima da natureza
Mãos hábeis de supremo artesão
Que e tela se reveste de nobreza
Eixo pendular em gravitação

Astros em equilíbrio permanente
Moldam o Universo, pinta de azul
Ocupam meu olhar quase indigente
Engano óptico nu de norte a sul

Deitando no pensamento inquieto
Vem o luar luzente em magnitude
Nódoas vagas perecem em absolto
Tomando a vaga ao temporal rude

Quieto não está girando em roleta
Dunas andantes, chuvas afoitadas
No clima iludindo sem gorjeta
Ao mestre de estudos vãs noitadas

Flutuantes sonhos giram sob a mente
De inculta erudição olhar aferidor
Inferior é o humano fraco, coagente
Diante do artista e mãos do Criador

O amor veio aflorar como indagação
Pudesse eu moldar tal sentimento
Faria do abraço porto exportação
Ilesa a terra ao mal, do vil tormento


Na Antologia Ecos Castroalvinos

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

*VIAJANTE DO TEMPO




Viajante do Tempo

Vejo-te assim sem obstáculo, limite
Varrendo horas semeando segundos
Mesmo que no poço não haja fundos
De ti, oh, tempo nunca estamos quite

O maior oráculo de consultas tantas
Curador dos males, do esquecimento
Tudo apagas dos rastros és ungüento
Tudo em ti é espera e esperas quantas!

Dei-me a ti passageira incansável
Debrucei-me na leitura do saber
Quanto mais te lia pra compreender
Mais confusa me deixavas aliável

Consolando a alma fragmentada
Os insanos sonhos que em furor
E nas horas que me roubas o amor
És de mim meu único mediador

Bem sei que a vida é armadilha
As portas abertas, o tráfego livre
Mesmo que insana seja a trilha
Sou de ti cativa oh, tempo rude

Sonia Nogueira

Leia minha posse na Academia





sábado, fevereiro 06, 2010

*DEUS


*Deus*

Oh, Deus da Divina criação
Os teus mistérios fogem a mim
Sou tão pequenina e num refrão
Peço uma rosa em cada jasmim

Que exale no ar o meso aroma
Abra a porta que não tem chave
Multiplique, divida e na soma
Una irmãos derrube entraves

Não sei explicar com tal dimensão
O mal com tanta força e poder
O bem no contrapeso e ação
Numa luta corpo a corpo a crer

As águas lavando a terra bruta
O grito sem proteção, conflito
Olho na natureza que astuta
Domina para equilíbrio contrito

Dá-me sabedoria nada sei
O homem cria, inventa, escreve
Às vezes rio do dilema lei
Convincente pra tudo prescreve

De tão imenso a força universo
Que as letras somem na multidão
Como reles pontos em reverso
Cabisbaixo Deus rir da ilusão

SoniaNogueira

quarta-feira, dezembro 02, 2009

*OLHANDO O MAR

Em comemoração aos 4 anos da Rádio Claretiana FM,
foi realizado o I Concurso de Poesias. Foram recebidas
poesias de várias cidades do Brasil e as mesmas foram
julgadas pelos jurados:
-Odenir Ferro: escritor e poeta
-Prof. José Antônio Carlos David Chagas: professor, jornalista,
consultor em educação, cultura e comunicação social e especializado
em literaturas em língua portuguesa e educação
-Renato Tobaldini: gerente da franquia Livraria Siciliano em Rio Claro


1° lugar
Título: Olhando o Mar
Autora: Sonia Nogueira

Olhado as ondas em igual tortura
O pensamento pousa embevecida
No sonho mudo de eterna mistura
Contemplação outrora indefinida

A visão fixa acompanha o bailado
Do líquido ondulado que flutua
Num vai e vem em hino copulado
De letra e canção sonata e lua

O sol declina no ocaso indiscreto
Na ânsia incontida de perenizar
Ao menos o fito da lua enamorada
Platônico amor da sina ao ocultar

Do sonho pretérito, acobertado
Distando o coração campo exilado
Deserto de miragens sono e fado
Roçando o coração frágil cansado

Toda emoção envolta na penumbra
Dormita num suave pesadelo
Abrindo confissão em vão desaba
Lágrima e riso flutuam em duelo

O vento uiva na imensidão do ocaso
Na face, a brisa ativa sonho infantes
Sem validade vencida em curto prazo
De paixões que nunca foram amantes

À noite dormitando disfarçada
Murmura em oração qual romeiro
A voz no meu peito se amordaça
No tempo infiel trágico traiçoeiro


Sonia Nogueira

sábado, junho 06, 2009

*PASSAGEIRA DO TEMPO*

*Passageira do Tempo*

Debruço-me aqui na contemplação
Na janela do olhar pequena fresta
Que fotografa em minuciosa ação
O desfilar da vida a página deserta

Sopra o vento sem prever obstáculos
Chora a chuva sobre a cidade confusa
Na reprodução dos animais imáculos
Gira o Planeta sem propaganda difusa

Gorjeia a ave postada no ninho
Põe-se o sol sem sair do plano alinho
Multiplica-se o cantar som indefinido

Que ornamenta o luar adormido
Na vigília o beijo dos enamorados
Rendo-me a emoção do tempo alado
I
Rendo-me a emoção do tempo alado
E viajo na amplidão do pensamento
Confessando ao coração despojado
Que a vida passa, urge alinhamento

Dos passos que procuram outro abraço
Da nudez da alma oculta em desalento
Pudera eu roubar-lhe o sopro dar o laço
Apagar da tela o rabisco em vazamento

Desenhar no quadro a paz como lema
A plenitude do amor que a terra clama
Lavar todo planeta dizimar a falena

Sem perder da estrada a reta, o prumo
Não deixar apagar da vela a chama
Preservar o amor, alumiar o rumo
***
Poema selecionado para a Coletânea
Ecos Machadiano, verso e prosa
Bahia - Salvador
***
Sonia Nogueira *sogueira*

quarta-feira, abril 01, 2009

*SILÊNCIO*


*Silêncio*

Ficou o silêncio enamorando a alma
O vento calmo sussurrando ao ouvido
O galho sem viço desprendeu a palma
Rolou no chão, sem piedade banido

O encanto ocultou-se no mistério
A chuva beijou a janela disfarçada
Banhou o coração num refrigério
Que sossegado vigia a retomada

O dedilhar das páginas estão lentos
A inspiração como um lampejo rápido
Vagueia sonâmbulo abobamento
Sem o toque da voz de gosto sápido

Nas incertezas que da vida é lema
Só corações enamorados leem o tema

Sonia Nogueira *sogueira*

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

*SOBRE O HOMEM*

*Sobre o Homem*

Um tratado sobre o homem?
Quem há de desvendá-lo bem
Com capa de lobisomem
Na sexta-feira sempre vem
Feri-lo é ânsia dos humanos
Aboná-lo mira dos enganos

O que está detrás desta porta
Trancada com as sete chaves
Há correntes que não deporta
De todo tamanho e entraves
Nos genes, há força oculta
Na educação o cerne da culpa

Dos medos que vem da raiz
Na força o poder patriarcal
Do povo a sentença- juiz
Na palavra o poder Divinal
Em cada nação a história
Nos erros a culpa inglória

Qual a máxima da verdade
Nem os credos contradizem
Da criação em intensidade
Os modelos sempre dizem
Apenas o EU os olhos veem
Onde encontrar os que creem

Na multidão do anonimato
Os homens fazem-se deuses
Na palavra um réu caricato
Ou no passado dos adeuses
Vive o homem socialmente
Como um vidente carente

Faz das suas extravagâncias
O jantar perfeito com velas
Apagam todas as fragrâncias
Sem o colorido das telas
Ai do amor que sem destino
Perdeu-se na vaga desatino

Perdi os passos na multidão
Senhor mereço teu perdão
Construí uma história banal
Perdeu-se sob um vendaval
Na sabedoria das evidências
Fugi, sem asas, resistências
***
Sonia Nogueira *sogueira
-Eu Poesia Contos e Crônicas
-No Reino de Sininho, Infantil
-Livro Técnico

domingo, julho 06, 2008

**GRATUIDADE**


*Gratuidade*
***
Na gratuidade sou destarte
Numa visão real da vida
Deixo aqui meu caro aparte
Reconhecimento, provida:
Da certeza que a natureza
É Baluarte e altiveza.

Na beleza das paisagens
O desfile no vôo das aves
Do oásis sublimes miragens
No espaço as aeronaves
No espetáculo dos rios
Na poluição perdendo brios

O Homem criatura mortal
Passageiro destino incerto
Ser corrupto abnormal
Tem domínio diz-se esperto
Altera o gene nasce o câncer
Cura, mata e o anticâncer?

Milhões de astros no espaço
Suspensos em movimentos
Deslocam-se sem cansaço
Em gravidade provimento
Gratificante ao meu olhar
Sol e luar beijando o mar

A fauna está dizimada
Na flora as árvores choram
Animais, em jaula ilhada
As toras da madeira rolam
Amazonas pulmão do mundo
Na calada qual moribundo

Esta beleza santa, rara
Desfilando em passarela
Uma criação Divina cara
Destruir tão nobre tela
Só ganância dos mortais
Estão visíveis, seus sinais
***
Sogueira
Eu Poesia, Contos e Crônicas
Lançamento este mês

segunda-feira, março 17, 2008

* AVIDA É SONHO*


**A Vida é Sonho!**

No início o túnel apenas um vão
Solitária a mente vagando incerta
Nove meses uma luz um vulcão
O grito à vida onde estou? Desperta

Vozes penumbra nada sei, nada sou
O seio materno é tudo que sinto
Primeiros passos, disperso ainda estou
Brinquedos festanças tudo pressinto

Amor vem chegando abraços, lua
A vida é assim? Paraíso sem fim
E aquela menina pedinte na rua
O Éden pra uns pra outros o fim?

Escolas amores festas passeios
A lágrima rolando sumiu a donzela
A saudade a dor o amor é recreio
Virou rotina desfilou em passarela

Amor vem chegando coração palpitou
Os laços entrelaçam a semente vingou
O gene multiplicou o ciclo determinou
A raiz foi lançada com limite com dor

A passagem é rápida onde aqueces!...
O real era sonho? Ah! Que descuidados...
Perdes-te a lição, mais um dia tivesses
Amarias bem mais com os olhos vendados
Sogueira

Eu Poesia, Contos e Crônicas
Livro, no prelo

sexta-feira, dezembro 07, 2007

*SEGREDOS DA ALMA*


*Segredos da Alma*
*****
Nesta obscuridade me vejo destarte
Segredos com traçados sinuosos
Fixo o olhar numa escolha tortuosa
Numa imensa galeria belas artes

Labirinto de corredores confusos
Onde encontrar claridade prevista
A alma silencia embota a vista
Como dissipar o óbvio do difuso

O pensamento latente angustia-se
O amor grita silencioso e frio
Prende as asas recusa desvio
Sucumbe vagueia desalenta-se

O tempo corre a alma cala indecisa
A temperança toma espaço certo
Sem contemplar a vida amor quieto
Há! Se soubesse o quanto se precisa
*****
Sogueira

*PENSAMENTOS GESTOS E ATITUDES*


*Pensamentos Gestos e Atitudes*
*****
Voa o pensamento ao infinito
Mais rápido que a força do vento
Bem mais veloz que a ingênua luz
A força misteriosa que conduz

É o berço dos desejos incontidos
O guia que eleva ou degreda
É a altivez do intelecto ativado
Ou a libertinagem do desregrado

E do pensamento surgiu o gesto
Com braços abertos em regozijo
O abraço que o corpo necessita
A mão que estendida quer abrigo

As atitudes... Ah! As atitudes
Falam mais alto que o pensamento
Mais verdadeiro que a luz o vento
Tranqüiliza doa é o amor portento
*****
Sogueira

*NEM TUDO MUDARAM*


**Nem Tudo Mudaram**
*****
A tecnologia está a passos largos
A medicina passou do canivete
Para o bisturi, a plástica é um fato
E a humanidade evolui no estrago
Destrói-se por um par de sapatos

A barbárie é a mesma dos primitivos
Só o modelo ganhou mais astúcia
Destruíam-se cidades em nome do poder
Aniquilam-se a juventude negociando o pó
Mas a força maior continua a vencer

Os costumes... Estes transformaram-se
Abriram as janelas sem pouca cautela
Em seguida as portas livres tutelas
A liberdade seguiu rumo, nova estrada
Mas a essência do ser continua intacta

A inconsciência tomou largo espaço
O ápice permanece inabalável
A população aumentou sua escala
Sua subida só com uma mão estendida
O mundo continua girando é a vida.
*****
Sogueira

domingo, novembro 11, 2007

*ENSINA-ME A VIVER*

**Ensina-me a Viver **
*****
Sou criança quero ser feliz
Ensina-me os primeiros passos
Numa estrada de curvas retas
Sem desvio, pé firme neste espaço

Quero olhar o mundo esta dádiva
Com a gratidão dos ensinamentos
Recebidos pelos meus genitores
Pela consciência ativa dos educadores

Ensina-me a sorrir amar sonhar
Amar a vida que ao bem conduz
Sorrir por ser feliz em caminhar
Sonhar o sonho da realização da luz

Nunca desprenda sua mão da minha
Que o abraço seja de paz e glória
Que a imagem da minha juventude
Carregue sempre comigo como vitória

A maldade nunca invada meu coração
A inveja seja minha inimiga em potencial
Que esteja sempre em meu coração
A paz a crença na força de um ser Divinal
*****
Sogueira

*UM NOVO DIA*

**Um Novo Dia**
*****
Há em cada dia um novo dia
Uma esperança que não apaga
Um olhar que indaga silencia
Uma força interior que aplaca

Há um sol com o mesmo brilho
Envia para todos a mesma luz
Pra alguns a claridade fugiu do trilho
Não culpe o sol não ele não te conduz

Se o espaço tragou teu tempo
Nada conseguiste em teu favor
Tudo fluiu contrário ao vento
Arruma a casa espalha o amor

Há tanta amargura nos corações
Em qualquer ponto desta terra
Em qualquer idade há desilusões
Como sanar a dor nesta guerra

Hoje é um novo dia para todos
Tendo a vida como direito sagrado
Não façamos da água límpida, lodo.
Sejamos um passageiro de vôo alado
*****
Sogueira

sábado, outubro 06, 2007

** A PRIMAVERA **


** A Primavera **
*****
O beija-flor cedinho bailando no ar
Sugando o néctar mais puro da flor
Fiquei mirando-o, estática ao olhar
Sorrir à primavera luz claridade calor

Sugando o néctar mais puro da flor
Vai polinizando a vida é todo amor
Sorrir à primavera luz claridade calor
Para meu jardim onde renego a dor

Vai polinizando a vida é todo amor
Espalhando na terra aurora e vida
Para meu jardim onde renego a dor
Ressurjo inteira, tempo certo e medida

Espalhando na terra aurora e vida
Leva o grão para o estigma salvar
Poliniza meu bem na estrada seguida
O beija-flor cedinho bailando no ar
*****
Sogueira