domingo, janeiro 16, 2011
*0 SOM DAS ÁGUAS
sábado, dezembro 18, 2010
*NATAL 2010
domingo, outubro 31, 2010
* O INFINITO

O Infinito
O grito ecoou na hora primeira
Surgiu a vida parecendo infinito
Sabendo da finitude ira obreira
Tremi vendo da natureza o rito
Infinito é o sonhar na esperança
Parecendo magia contra o tempo
Perpetuando o gene como herança
Espécime vorace em contratempo
Deitei na imensidão contei estrelas
Tantas parecendo pingo em chuva
Não sei se infinitas, porém singelas
A mente desfigurada ficou turva
O amor, tema imortal, creio infinito
Ovação dos amores nasce e fenece
Rápido como gemido de tão finito
Fenece, renasce perdoa como prece
Eu vi no infinito teu culto olhar
Em tanta profundidade me perdi
Espelho transbordante ao mirar
Deus, que infinito, nunca esqueci
*
SoniaNogueira
Classificada nas três primeiras colocadas
No Concurso Poesias Encantadas, 2010,
Mogi Guaçu SP. Coordenador Luciano Becalete
*
Texto de Sonia Nogueira, no jornal O povo
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domingo, outubro 10, 2010
* DIA DA CRIANÇA
Não pediste para nascer, criança
Mas, pediste pra viver e ser feliz
Ter saúde e cultivar esperança
Abolir da infância a palavra infeliz
Na mesa alimento à sobrevivência
Educação, moradia em lei impressa
Nos passos a firmeza sem carência
Do carinho, a certeza e a promessa
Da colheita da mão que te plantou
Do sorriso sempre farto todo dia
Da emoção do abraço que faltou
Da mão que te conduza em alegria
A bênção logo cedo, ao amanhecer
Na condução entre espinhos e flores
Haja mais flores para agradecer
Haja mais zelos, carinhos e amores
O elo entre as mãos seja constante
Mãos que reunidas forma o lar
Não deixe neste toque edificante
Apagar na distancia o seu sonhar
Criança, neste doze de outubro
Sereno, promessas fartas, poesias
Vendo-te hoje no sol de amanhã
Envio-te felicidades todos os dias
sexta-feira, outubro 01, 2010
*ANTAGONISMO
*A PALAVRA
*A Palavra
Guardo-te limpa com tanto zelo
Tratamento de rainha, excesso
Às vezes, dos acentos desprezo
Por descuido, por não ter acesso
Procuro não ultrapassar o encanto
Para não ferir, envolver no pranto
Mas, teima desobedece, e, sincera
Fazes à mágoa, o inimigo emperra
Como entender-te noutra mão ali
Pensamentos seus em convicção
Pensamentos meus falando aqui
Vontades diversas em devoção!
Meus olhos te louvam dia e noite
Nos contos, crônicas, poemas brios
Oculto ao meu olhar, alguns afoites
Que fazem da palavra vãos desafios
Nos palavrões que dás espaços
Ao erotismo não tenho enlace
Para que! Soa todos em percalços
Fere, embota, torna-te fugace
E do amor quando o olhar te deita
De tanto encanto que a alma agita
Mente e corpo em ti se deleita
Parece chama em verdade eleita
Mas, quando a lógica se conflita
E, nas falácias o campo se aprimora
Ah, meu ego em ti, te mortifica
E vejo tua força noutra mão afora
Da eloquencia sou cativa ativa
Aos “homens” leio e fico enleva
Na mesma eloqeuncia a mão criva
Mata o coração, luz apaga a treva
A página silenciosa réu confessa
Cancioneiros, aprendiz, doutores,
Como confessora nata que se presa
Reserva leitura segredos redentores
Nasceste, palavra, para unir nações
Como a faca que serve para o corte
Tu cortas amigos, famílias, relações
Serás imortal, mas sou de ti consorte
Ao dom da palavra que faz encanto
Da mesma palavra que apaga a luz
Eu que dela uso e também desencanto
Prostro-me redentora levo minha cruz

