quinta-feira, julho 01, 2010

*POETRIX

* Saudade

Quando vi estava chorando

Lembrando do que não veio

O pensamento fez esteio


*Dádiva

Frio no sul dos agasalhos

Sol no nordeste da terra luz

Dádiva bendita que seduz


* Fogo

Fogo é amor ardendo

Fogueira que nunca acaba

Paixão ardendo na brasa


* Noite

A noite finge que dorme

O coração faz vigília

O amor sozinho se recolhe


* Ventania

O vento soprava mudo

Coração sentia saudade

Na noite sombria teu vulto


* Amor

O amor é como relâmpago

Aparece no temporal

Cessa a chuva morre de sede

***

SoniaNogueira

quinta-feira, junho 03, 2010

*ROSAS AO AMOR



Dia dos Namorados, 12 de junho

* Rosas ao Amor
*
Envio na vermelha a paixão viva
Correndo veias, abrindo vulcões
Chama contínua que sobreviva
Às marés altas, grandes dimensões
*
No ouro amarelo da flor dália
Firmeza e união serão eternas
Grandeza do amor sem represália
Chama do baú mina em caverna
*
Olhando a violeta em lealdade
Os laços intercalam harmonia
Sonho amordaça em suavidade
O sonho nunca acorda em agonia
*
Rosácea vem acácia na constância
Neste ramalhete aos pés eu deito
Como juramento, e na distância
Envio enamorada, ao meu eleito
*
A brancura da camélia vem à paz
Rompendo toda a treva embutida
Lavando coração que a alma faz
Luz rara, transparente e comovida
*
Eu Procuro a flor azul no infinito
Encontro no poema como hino
Não deixa fenecer sonhado grito
Conserva o sonhar, preserva o tino
*
SoniaNogueira

terça-feira, maio 25, 2010

*DIGITAL DIVINO

Digital Divino


Quando percebi na tela a digital

Não decifrei a marca em cada feito

Várias leituras de um olhar abismal

Todas as telas a marca sem defeito

*

O olhar atento revia a mão do eleito

Num toque pessoal e sem igual

Quando percebi na tela a digital

Não decifrei a marca em cada feito

*

A mesma marca, a mesma, afinal

Era o autor da Divina criação

Todo universo em refino triunfal

Fizeram-se crer para cada emoção

Quando percebi na tela a digital

*

Sonia Nogueira

domingo, maio 16, 2010

*AMOR


* Amor


Pudesse eu ter força no amar

Faria da vidraça meu painel

Da vida só encanto e no farnel

Levava toda sorte em meu olhar

*

A vida enxurrada de emoções

Nas letras todo amor e galhardia

Nunca a solidão em mim valia

Apenas partilhar cantos rincões

*

Formava nas palavras a poesia

De amor sem empecilhos dia a dia

No álbum só sonetos e alforria

*

Liberta da coragem que se foi

Levando a sós saudade a cobardia

Voando feito o pássaro albatroz

SoniaNogueira


Amor como albatroz traz liberdade

Alçando em mares tantos seu destino

E quando nos seus brilhos me alucino

Permito a claridade que ora invade


E toma com real felicidade

O templo sem o qual me desatino,

Amor, por quem jamais se dobre um sino

Traduza além de tudo eternidade.


Coragem de gritar nossa alforria

Vivendo sem temor a poesia

Que cedo se irradia deste canto,


Abençoada luz, nosso farol,

Domina com certeza este arrebol,

Em suas tramas mágicas, me encanto...

Marcos Loures

sexta-feira, maio 07, 2010

À MIMHA MÃE




*Á Minha Mãe

Quando em ti penso, mãe, ausência viva,
Cada lembrança é saudade pura e terna,
Coração fragiliza a mente ativa,
A lágrima retém, força reserva.
*
Guardada para aliviar a lembrança,
Do olhar, que não me seguiu no tempo.
Subiu, e, nas alturas não sei se avança,
O porquê da partida, ao órfão relento.
*
Tivesse eu a força da criação,
Faria das mães a última redentora.
Mães amantes e fiéis na gestação,
*
Em laços de união, filho e protetora.
A cada dia, mãe, a lembrança cresce.
E Deus nas alturas te louve em prece.

SoniaNogueira

segunda-feira, abril 26, 2010

*OS PRIMEIROS OLHARES DO BRASIL


Os Primeiros Olhares, Brasil

22 de abril de 1500
*
Escrevo Vossa Alteza dom Manuel
Sobre esta terra de belezas mil
A vista alcança paisagem a granel
Sem contar palmo a palmo neste abril
*
Talvez vinte e cinco léguas, eu percebo
Ao longo da bela terra a beira amar
No verdor das árvores deste enlevo
Meus olhos contemplam o cantar
*
De pássaros variados, multicores
O céu mostrando um belo achado
Novas paragens olhares promissores
Sem afirmar se há ouro neste lado
*
Em tudo se planta por estas bandas
Ao afirmar na certeza das palavras
Pelas águas imensas e espalhadas
Suavizando o clima nestas plagas
*
Uma gente de corpos nus, curiosos
Promessa de labuta num porvir
Fruto promissor mãos laboriosas
Encontro na humildade pra servir
*
Ao porto será nome de Porto seguro
Quiçá uma Ilha de Vera Cruz fincada
Erguendo a fé pela terra sem muro
Nesta sexta-feira de maio resguardada
*
Do pau vermelho o nome vem propício
Na imensidão deste céu azul de anil
Nasce uma terra que Cabral em ofício
Iniciou bem distante, teu nome, Brasil
*

SoniaNogueira

sexta-feira, abril 09, 2010

*IX BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO


-IX Bienal Internacional do Livro terá início no dia 09 de abril,
Sexta-feira e se estenderá até o dia 19 de abril. No Centro de
Convenções. Fortaleza Ceará
-No dia 14 de abril o lançamento do livro, “Datas Comemorativas
em Poesias” Da autora Sonia Nogueira. Horário 15:00h
Ficarei contente com sua presença.
-Quer lê um poema? Ao chegar lá abra o livro, escolha um poema
vá ao microfone e recite uma poesia.
Local, Bloco C, Estande 40 em frente ao Hull do auditório central

* “Em homenagem ao Centenário Rachel de Queiroz, encenaremos
a peça, “Não me Deixe” numa meta linguagem, do Livro “O Quinze”,
de Rachel de Queiroz. Será no dia 17/04/2010, (sábado) no horário
de 18:30h às 19:30h. no Centro de Convenções. (Hall do Auditório
Central) Especial do Abraço Literário do SESC. Com o Grupo
Cresce. Direção de Eurico Bivar Não percam.

Haverá recital de poesias: Grupo, Abraço Literário, SESC Na Bienal
Abs.
SoniaNogueira

sábado, fevereiro 06, 2010

*DEUS


*Deus*

Oh, Deus da Divina criação
Os teus mistérios fogem a mim
Sou tão pequenina e num refrão
Peço uma rosa em cada jasmim

Que exale no ar o meso aroma
Abra a porta que não tem chave
Multiplique, divida e na soma
Una irmãos derrube entraves

Não sei explicar com tal dimensão
O mal com tanta força e poder
O bem no contrapeso e ação
Numa luta corpo a corpo a crer

As águas lavando a terra bruta
O grito sem proteção, conflito
Olho na natureza que astuta
Domina para equilíbrio contrito

Dá-me sabedoria nada sei
O homem cria, inventa, escreve
Às vezes rio do dilema lei
Convincente pra tudo prescreve

De tão imenso a força universo
Que as letras somem na multidão
Como reles pontos em reverso
Cabisbaixo Deus rir da ilusão

SoniaNogueira

quarta-feira, dezembro 30, 2009

*DOIS MIL E DEZ

Dois Mil e Dez

Criaram os meses e os anos
Para marcar no calendário
Sonhos, alegrias desenganos
Também na mala o abecedário

É assim, no passado, presente
No futuro o mesmo rosário
De tão gasta as contas prende
A mente no mesmo diário:

Riso que traz felicidade
Dor entrando sem licença
Amor com gosto de saudade
Saúde mendigando presença

Criança esbanjando alegria
Outras sem saber a que veio
Pedinte nascendo todo dia
Mendigo, droga e devaneio

Deus dividindo os cristãos
Guerras que nunca apagaram
Do homem o poder das mãos
As terras doadas esmagaram

O conserto perdeu direção
Não sabe que rumo tomar
Vamos agora à comunhão
Cada qual seu papel planejar

Limpar o lixo das entranhas
Amar como se fosse dever
Abraçar as causas tamanhas
Que faça a mente crescer

Caminhar numa nova era
Fazer do bem uma armadilha
Pra que no sopro da atmosfera
Respiremos a mesma partilha

Chegamos dois mil e dez
Passamos mais uma ponte
Banhadas da cabeça aos pés
Na esperança de ir à fonte

Do amor redentor da paz
Dos amigos como esteio
Desejo a todos, ano eficaz
Saúde, carinho e bolso cheio

Feliz 2010

SoniaNogueira

quarta-feira, dezembro 02, 2009

*OLHANDO O MAR

Em comemoração aos 4 anos da Rádio Claretiana FM,
foi realizado o I Concurso de Poesias. Foram recebidas
poesias de várias cidades do Brasil e as mesmas foram
julgadas pelos jurados:
-Odenir Ferro: escritor e poeta
-Prof. José Antônio Carlos David Chagas: professor, jornalista,
consultor em educação, cultura e comunicação social e especializado
em literaturas em língua portuguesa e educação
-Renato Tobaldini: gerente da franquia Livraria Siciliano em Rio Claro


1° lugar
Título: Olhando o Mar
Autora: Sonia Nogueira

Olhado as ondas em igual tortura
O pensamento pousa embevecida
No sonho mudo de eterna mistura
Contemplação outrora indefinida

A visão fixa acompanha o bailado
Do líquido ondulado que flutua
Num vai e vem em hino copulado
De letra e canção sonata e lua

O sol declina no ocaso indiscreto
Na ânsia incontida de perenizar
Ao menos o fito da lua enamorada
Platônico amor da sina ao ocultar

Do sonho pretérito, acobertado
Distando o coração campo exilado
Deserto de miragens sono e fado
Roçando o coração frágil cansado

Toda emoção envolta na penumbra
Dormita num suave pesadelo
Abrindo confissão em vão desaba
Lágrima e riso flutuam em duelo

O vento uiva na imensidão do ocaso
Na face, a brisa ativa sonho infantes
Sem validade vencida em curto prazo
De paixões que nunca foram amantes

À noite dormitando disfarçada
Murmura em oração qual romeiro
A voz no meu peito se amordaça
No tempo infiel trágico traiçoeiro


Sonia Nogueira

segunda-feira, novembro 02, 2009

* O MELHOR LUGAR


*O Melhor Lugar*

É quando estou contigo ao luar
Nas noites de sonhares colorido
Mesmo que o Céu roube o estrelar
Meu sonho está de leve investido

No lar que faz da casa o segredo
Revela em cada canto uma emoção
Silêncio que emudece num enredo
No olhar do objeto em comunhão

A praça vento e som pernoitando
Na sinfonia evocação e saudade
O coração ritmado recordando

O tempo que deixa em cada ida
Rastro de penitência e confrade
Da volta que nunca foi preterida
***
SoniaNogueira