quinta-feira, junho 21, 2007

*MEU MUSO QUERUBIM*


*Meu Muso Querubim*
(Cleide Yamamoto)
*****
Dos impuros versos fiz-te minha perfeição
E Muso inspirador... E Querubim de Amor!
Elegendo-te dos meus versos dono e Senhor
E das minhas poesias meu próprio coração.

E sempre clamarei a tua presença em mim
Pois deveras sabes o quanto eu preciso de ti.
Para que tu, a inspiração que um dia perdi
Devolva-me dia e noite até chegar meu fim.

Minh’alma tua será ao romper de cada dia
E meu corpo tu terás na essência mais pura
Pra que tu proves uma a uma minhas juras
E saibas que a poeta-mulher em ti é poesia.

Guarde contigo os meus secretos segredos
Comigo há de morrer todos os teus silêncios
E nossas lágrimas no amanhã serão o rocio
Em versos novos de um tempo sem medos.

E enquanto meu coração ousar ainda bater
E meus olhos a tua alma eu puder alcançar
Saberás que meus versos são o meu te amar
E que és o Meu Muso enquanto vida eu tiver.
*****
Homenagem a amiga

*A QUEM O POETA AMA??


**A Quem o Poeta Ama?**
*****
Ao poeta é dado um sentimento, magia,
Concentrando na mente que cria, delira
Em versos, prosas, nas palavras irradia
Toda emoção contida qualquer hora inicia

Ama a tudo que a visão na imagem inspira
Cada olhar esmiúça com detalhes percebidos
O que outros olhos simplesmente só vagueia
Ao poeta é tema decifrável e desmedido

Embeleza a vida, floresce jardins sem cores
Faz da lua, sol, astros, belos multicores
Descreve sua musa a mais bela das flores
Ama a natureza com as letras e sabores

Uma simples folha esvoaçando no ar
Uma porta que se abre, uma ave a voar
Uma pedra no caminho, sorriso enviado
A caneta já desliza pra o seu canto entoar

No coração do poeta, o amor sorrir e chora
Misto de fantasia temperado de realidade
Padece, sofre, esbanja lágrima, liberdade
A cada tema, alegria, dor, uma saudade
*****
Sogueira

*ALMAS GÊMEAS*


**Almas Gêmeas**
*****

Procurei-te por lugares os mais longínquos
Metade esperança, outra metade desvelo
Nossos passos nunca se cruzaram, cansaram
Qual alma no espaço livre em pesadelo

Eras a miragem na imensa areia deserta
Que a sede não sacia, sol queima, irradia.
Os desejos desprendidos ruíram feneceram
Duas mentes opostas pousaram em simetria

Na metade incompleta, pássaro sem ninho
Casa sem teto, ao relento, ao sabor do frio
Jarro sem flores, roseira sem espinhos
É vida sem desfecho, final caminho findo

Mas, se a cumplicidade for meu confessor
Comungar do mesmo sentimento, e dor
Partilhar, proteger, no mesmo compasso
Serás minha alma gêmea em vida e esplendor

É como a abelha que não vive sem o mel
A rainha sem o trono é mísera escrava
A flor não regada, murcha, vai despetalar
Sem a alma gêmea é a vida sem estrada
*****
Sogueira

domingo, junho 03, 2007

*HOJE SEM MANDAMENTOS*


*Hoje, Sem Mandamentos*
*****
Hoje eu quero uma lua clara
Uma luarada com amigos
Muita risada rasgada
Pra espantar inimigo
Que ouse impedir a estrada

Hoje quero um samba quente
Pra suar a roupa molhada
Sair pelos poros úmidos
As mágoas ali conservadas
Voltar pra casa lavada

Hoje quero um abraço apertado
De corpos bem desejados
Carícias ao pé do ouvido
Sussurros de enamorados
Sorriso largo e folgado

Hoje quero um sol deslumbrante
Na praia os corpos queimando
Ao bronze desta cidade gigante
Olhando as ondas do mar
Poetando a noite ao voltar

Hoje quero um mundo feliz
Pelos menos alguns segundos
Mesmo pensando profundo
Como uma lei, que só é lei
Jurada em palavras de rei.
*****
Sogueira

*FAXINEI MEU CORAÇÃO*


**Faxinei Meu Coração**
*****
Faxinei meu coração cansado
Com carinho e bem cuidado
Pra não despedaçar seu orgulho
Sensato, exigente, descuidado.

Vasculhei bem nos cantinhos
Saudades longas, infindáveis.
Momentos indefinidos fugazes
Conquistas raras, invioláveis.

Amores mal resolvidos findados
Também amores bem conquistados
Que se perderam no tempo
Pra longe os ventos levaram

Seletista em demasia e liberdade
Voa neste espaço buscando paz
Já pediu aposentadoria ao amor
Mas, teima desobedece quer mais.

Ah! Coração desleal e amigo
Dos dois não tenho certeza
Protege-me com tanto desvelo!
Ou se me engana com esmero!
*****
Sogueira

sexta-feira, maio 25, 2007

* VORAGNES DO PECADO*


**Voragens do Pecado**
*****
Não tocarás no fruto proibido
E terás o bem ou mal como pecado
Expulso deste paraíso é teu legado
Pela desobediência és castigado
*
Do suor do teu rosto assim será
O trabalho como sustento constante
Maldita será e terra por tua obra
E ao pó voltarás sob teu pranto
*
Pela serpente seduzida oh! Mulher
Multiplicarei os trabalhos dos teus partos
Ambos viverão em liberdade e julgo
Mãe dos viventes levará teu único fardo.
*
Pecado que suborna a humanidade
Espreita cada olhar, cada desdize.
Infecta quem dele abre os braços
Conflitos entre bem ou mal persiste
*
No abismo de certezas e maldades
Engana com artimanhas cada passo
Oh! Pecado que tanto és tentado
Perdoa este teu servo neste espaço
****
Sogueira

*SONHOS DE AMOR*


**Sonhos de Amor**
*****
Sonhos tão pungentes me enlouquecem
Num redemoinho em densas disparadas
Cavalgando a passos galopantes
Pra alcançar tua mensagem enviada
*
As estrelas que iluminam a amplidão
Cintila por ver tanto amor oferecido
Inúmeras neste imenso infinito
Soltando risos ao poeta tão querido
*
Nossos laços de amor assim surgido
Num emaranhado de palavras e moções
Caminham de mãos dadas em ilusões
*
O amor continua simples, fortemente.
Criando o cada dia mais veemente
Dar sem restrições amor plangente
*****
Eu quero o teu amor em devaneios,
Na noite agalopada, mil monções.
Tomada por delírios e emoções,
Já sem meias palavras ou rodeios.
*
Numa explosão fantástica; os anseios,
Invadem sem limite, aos borbotões,
Refazem dia a dia as ilusões
Tocando fortemente bocas, seios...
*
Um mágico caminho se desvenda,
Em todo bom pedido que se atenda
Quem vive insano amor, sorte bendita.
*
No emaranhado, soltos os cabelos,
Desejos se misturam, são novelos
Desta vontade plácida, infinita.
***
SOGUEIRA
Marcos Loures

*ACONCHEGOS DO AMOR*


**Aconchegos do Amor **
*****
Momentos que invadem a alma
Na busca do alimento que sacia
O corpo vibra sempre em alforria
Libertando o amor com maestria
*
E navega rumo ao desconhecido
Sem saber que a aventura percorrida
Sufoca as esperanças desgarradas
Ou nutre de amor todo pecado
*
E nasce o amor em longo prazo
Pensamentos unidos e bem firmados
Num elo de enlevo desfrutado
*
Vivendo qual bandeira desfraldada
Voando, respirando ao som do fado
Corpos e mentes unos num só ato
***
Sogueira

* O AMOR ESTAR NO AR*


** O Amor Está no Ar
****
O amor está em todo lugar
Na canção de uma melodia
No teu jeito meigo de olhar
No silêncio ao me fitar
*
Nas ondas que o mar balança
Mostrando ritmo e compasso
Quando o coração badala
Desejando um grande enlace
*
Nas noites enluaradas
Nos corpos unidos deitados
Contando as estrelas do Céu
Com teu sussurro ao lado
*
Nos passeios de mãos dadas
No vento soprando os cabelos
No regozijo ao tocar-se
No gozo de um desvelo
*
No silêncio da madrugada
No aconchego do beijo
Na confiança esperada
Na porta aberta e chegada
*
Numa rosa cedo ofertada
Com perfume de saudade
Na ânsia incontida esperada
Pra conquista da amizade
*
Quando o pensamento vagueia
As mãos trêmulas abraçam
As palavras titubeiam
O tempo perde o espaço
*
O amor está sempre no ar
Quando os corações se completam
Os sentimentos comungam
Do mesmo respeito e afeto
*****
Sogueira

quarta-feira, maio 09, 2007

**A MÃE DAS MÃES**

**A Mãe das Mães**
****
Bendita sois vós
Entre as mulheres em igual
Por gerar dentro do seio
Jesus filho universal
Mistério pros imortais

Mãe jovem e submissa
Aceitou destino incerto
Viveu humilde, resignada.
Pelo esposo abandonada
Por um sonho, perdoada.

Minha protetora e guia
Exemplo de mulher abnegada
Elevo as preces aos céus
Ensina-me a ser feliz
Cobre-me com vosso véu

Quando as forças decaírem
A resistência fraquejar
A certeza fenecer
O caminho encurtar
A mente se desviar
O pecado me sondar
Segura na minha mão
Envolve-me com vosso manto
Guia os passos meus
Ao caminho que é Deus
*****
Sogueira

** SIM EU AMO VOCÊ**

*Dueto*
**Sim, Eu Amo Você**
*****
Surjo na agonia do teu ser
Para dar vida as tuas belas ilusões
Embalar-te numa rede sertaneja
Acariciando tuas doces recordações

A fome que sacia tua boca
O veneno que a vida derramou
Apagará com a chuva benfazeja
E a fome saciará teu louco amor

Revivo o coração agonizante
Ressurgindo nesta aurora divinal
E o sangue voltara em tuas veias
Mais vivas que a aurora virginal

Nos olhos da ilusão que mostram luzes
Sinceras de esperança mais gentil.
Os medos esquecidos foram cruzes
O tempo da colheita enfim surgiu.

Na chuva tão macia deste amor
Que é tudo o que mais quero e faço caso,
Vontade de pegar e recompor
A vida que se fora num ocaso...

O coração ferrenho carpinteiro
Que faz uma alegria em cada mote.
Vibrando toda cor deste tinteiro,
Na vagareza eterna mantém pote.

Teu sangue errando a veia sem perdão,
Encontra bem feliz meu coração...
*****
SOGUEIRA
Marcos Loures

terça-feira, abril 17, 2007

** DIA DO LIVRO **

** Dia do Livro **
18 de abril
***
Sou teu caminho
na descoberta do abc.
Teu guia diário
na escola do saber.
A luz dos teus olhos
no conhecimento do ser.

Usa-me na cabeceira
como um talismã
inseparável e útil.
Ao ler-me, descobres
nas minhas páginas
mudanças, sabedoria,
engrandecimento, luz,
para firmar teu caráter
no caminho que te conduz.

Leva-me a todo lugar
como uma arma que
será disparada sempre
que a solidão te encontrar,
uma dúvida surgir,
uma informação desejar,
uma curiosidade instigar,
um aprendizado necessitar.

Conserva-me criança
novo e limpo, porque
velho e sujo as letras
não se define.
Usa-me e abusa.
Sou tua musa.
***
Sogueira

sexta-feira, abril 13, 2007

* FORTALEZA 281 ANOS *

Fortaleza

** Fortaleza 281 Anos **
*****
Conhecida desde 1500
Vicente Pinzón me apelidou
De “Rostro Hermoso” encantadora
Partiu pra Espanha, me abandonou.

Tive vários fortes: São Tiago,
São Sebastião, na barra do Ceará
Por Martim Soares moreno
Personagem de José de Alencar

Fui tomada por piratas
Espanhol, português, holandês,
Com o forte de Schoonenborch
Originou-se meu povoado de vez.

Geraram-me afinal, mas o nome mudou
Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção
Na décima Região Militar, originou
Fortaleza surgiu a povoação conquistou

Nasci afinal em 1726
Vila pequena dependente
Capitania de Pernambuco
Em 1823 liberdade finalmente.

Cresci sou adulta, vaidosa
De caráter forte, independente
Sou mãe de braços abertos
Modernizo-me constantemente

Sou bela, acolhedora
Com praias extensas a ofertar
Um sol que bronzeia a pele
Aos turistas e moradores do lugar

Hoje estou de festa
Há comemorações variadas
Agradeço a toda gente
Tanta dedicação na jornada
*****
Sogueira



domingo, abril 08, 2007

** PARAÍSO **


** Paraíso **

***
Paraíso dos meus sonhos
Eram seus olhos em mim
Tantas mensagens risonhas
Quanto às rosas do jardim

Abre a janela e olha
Se seu coração palpita
Se o pensamento recorda
Das lembranças, dos dias idos.

Lembra do sol que aquecia
Do vento no rosto soprado
Da música que envolvia
Dos sonhos todos roubados

O coração é mistério
Engana, simula, seduz,
Oras está vislumbrando
Oras a incerteza o conduz

*****

Sogueira

quarta-feira, março 14, 2007

* DIA INTERNACIONAL DA POESIA*


** Dia da Poesia**
14 de março
***
O que dizer da poesia!
Arma versátil e forte
Que inunda nossos dias
Quando da mente é consorte

Esta arte de escrever
É milenar, irrestrita
Guiando os seresteiros
Nos seus versos de conquista

A composição poética
Inspira vários estilos
Cobre-se de várias formas
Ritmado ou tema livre

Quando a inspiração desperta
O sentimento flutua
A beleza é campo certo
A mensagem corre nua

A arte da expressão escrita
De essência coletiva
Engrandece nossas letras
Quando usada com estilo.
*****
Sogueira

segunda-feira, março 05, 2007

DIA NACIONAL DA MULHER


** Dia Nacional da Mulher **
08 de Março
***
Mulher menina em botão
Juventude em construção
Graça que encanta, seduz,
Que faz badalar corações.

Mulher, parte da metade,
Que juntas constrói a nação
Floriu, cresceu, libertou
O mundo estendeu sua mão

Mulher mãe, multiplicadora,
Sustentáculo em todo lar
Forte, meiga, corajosa.
Ousadia e bravura pra lutar

Mulher que a lágrima faz cair
Na alegria, na saudade, no amor.
Caminha procurando a paz
Com o mesmo sorriso ou na dor.

Mulher, musa dos amantes,
Repleta de amores e prantos
Amada, erma ou desprezada.
Segue altiva em seus encantos
*****
Sogueira

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

** JOGUEM FORA **


** Joguem Fora **

***
Dizem que é hoje
Que o ano inicia
Depois do carnaval
Após a grande folia
Do cansaço em demasia

Revire suas gavetas
Olhe nas prateleiras
Bem no fundo do baú
No cantinho escondido
Lá no seu esconderijo

Jogue fora suas mágoas
Desejos mal resolvidos
Sonhos que se perderam
Ódio bem reprimido
A mágoa ali contida

Espane, lave o local
Com a alma purificada
Com o sabão do perdão
Com detergente branquinho
Dê lustre ao seu coração

Renove seus pensamentos
Com um olhar acolhedor
Um sorriso de alegria
Com a consciência tranqüila
Ao caminhar nos seus dias

Assim, mais anos terás.
A vida lhe sorrirá.
Se o amor não brotar
Ofereça seu amor
O que ofertamos retornará

*****

Sogueira

domingo, fevereiro 18, 2007

** ESCREVES ... II **


Escreves... II
***
Aonde a mente exigir
No livro, na areia do mar,
No caderno escolar
Só não deixas tua mente
Atrofiar teu pensar

Escreves em todo lugar
Na canção, na poesia
Fala da vida, do lar
Do amor, do mundo
Dos problemas do lugar

Das flores, da lua
Do seu perfume a exalar
Do sol brilhante no ar
Do mar revolto, imponente
Só não vale, não pensar

Registras tua escrita
Na prosa, na poesia
Com sentimento, saudade
Amizade, dor, alegria
À noite, à tarde ou de dia

Só não deixas que o vazio
Que os sonhos impossíveis
Os desenganos sombrios
A saudade impertinente
Tome conta dos teus dias

Se alguém não gostar
Do tema escolhido
Do teu modo de pensar
Outro alguém irá gostar
Há gostos e gostos, há!...
*****
Sogueira

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

** AS CICATRIZES***


** As Cicatrizes **
***
Vestígios que o tempo deixou
Marcas, oculta na mente,
Sopradas ao vento corrente
Desfaz-se em pó levemente

Às vezes corte profundo
Outras, riscos na pele.
O sentimento registra
Fenece, declina bem leve

São carimbos impressos
Que o tempo restitui
Distintivo ao alcance
A cada fenda que flui

A tinta a ser marcada
Escolha a que desbota
Assim uma tênue lavagem
Arrasta, nem marca s’nota.

Pincele todas as marcas
Com o branco do perdão
Seu coração pousa leve
Viaja noutro refrão
*****
Sogueira

** MEU REFLEXO **


** Meu Reflexo **
***
Mirei-me no espelho, de frente.
Para o perfil não ofuscar
Metade de mim descontente
Refletida no olhar, a indagar

Tempos despóticos, inquisição no ar
Anseios afogados, sem desfechos
Turbilhão de contentamentos vagos
Desfeito na plenitude dos desejos

Face marcada pelo tempo
Revivendo anos decorridos
Lembranças não distantes, sombrias
Espelhada nos espaços percorridos

Passividade navegada dia a dia
Inércia de mãos dadas seguia
Indiferente ao brilho passageiro
Da juventude ofuscada em demasia

O que vale ser vivido!
No imaginário que nos guia
Na realidade que domina
No futuro indefinido?

Futuro é sempre o presente
Cada minuto, momento velado
No espelho que reflete
Sem resgate do passado
*****
Sogueira