domingo, maio 08, 2016

*Á MINHA MÃE



*À Minha Mãe 

Todo dia a mesma saudade viva
Dos anos que os anos não apagam
Da mãe que fez da luz cada vida
Gratidão terna que os anos propagam.

Vejo-te noutras mães de bondade
Aquelas que o afago é constante
Orgulho da cria, e na saudade,
Contemplação, a cada olhar rasante.

Cada lembrança que a mente pousa
Recolhe-se no obscuro pensar
Guarda no deserto que repousa
Pra não apagar da lembrança o olhar.

Da foto desbotada sina e tempo
A alma desolada em são momento
Arquiva dor suave presa ao vento
Trazendo na angústia dor, tormento.

Sou órfã nas horas de saudade
Nas horas de carência sou poesia
Sou triste, nas horas de bondade,

Lembro da mãe que se foi um dia.

Sonia Nogueira



sexta-feira, março 25, 2016

DIA NACIONAL DA POESIA




*Dia Nacional da Poesia
14 de março 

Estou aqui despida da palavra
Descobrindo a alma, olhares risonhos,
Abrindo as portas, retirando a trava,
Sou poesia compartilhando sonhos.

Quisera ter a força dos atalhos,
Arrancar a angústia dos solitários,
Juntar pedaços na colcha de retalhos,
Proibir os adeuses unir solidários.

Gritar bem alto, eclodir meu eco,
Fazer da lei um poema decreto,
Mas nunca registrado em livreco,
Nem aboná-lo em descaso, abjeto.

Aos poetas deste recanto de encanto,
Quer sejam líricos ou modernistas,
Meu saudar e para cada canto
Seja a explosão do campo ativista.

Que escrevamos a vida, a saudade,
Amor, alegria, a tristeza, o exotismo,
O sertão, a cidade, o luar, a liberdade
Façamos todos, da poesia o lirismo.


Aos poetas que cantam o amor,
Meu saudar neste recanto e graça,
Que a vida seja glória e louvor,
A inspiração com vinho e taça.

Ao meu poeta que canta o amor
Meu saudar no teu recanto silêncio,
Saudades aqui no sigilo abrasador,
Que roga ao criador saúde em milênio 

A ti poeta que canta o amor diário
Faz dos teus versos uma sinfonia
Que haja muitos dias no calendário
Meu abraço ao poeta que irradia. 


terça-feira, março 08, 2016

*DIA INTERNACIONAL DA MULHER


*Dia Internacional da Mulher
08 de março

Quando em ti vejo mulher
A mãe rezando em um altar
Lembro a mãe santa de Jesus
A contemplar, seu filho, a chorar.

Uma roga pela saúde  do filho
Que a divina providência cure,
A outra pela cruz que fez a dor
Ambas que o sofrimento não dure.

São duas mães e a mesma lágrima
E sentem a mesma amargura
No mesmo ventre que a vida gera
Com a mesma emoção e ternura.

Que força suprema recebe a mulher
Para  missão de o mundo povoar,
Educar e  proteger, doar o amor,
Ensinar a fé dá exemplo, abençoar...

O mundo cresceu, a mulher subiu,
Fez da profissão sua liberdade
E na dupla jornada nunca recuou
De ser a mulher-mãe dualidade.

Todos os dias é dia de mulher
Mas hoje neste dia  especial 
O  grito da igualdade ecoou
A mulher conquistou seu pedestal.


Parabéns benditas mulheres!

domingo, dezembro 27, 2015

*NATAL



Natal

Vem o Natal se aproximando
Festejos unindo nossas mentes
As luzes das cidades brilhando
No comércio barulhos frementes.

O Céu canta a glória esperada
Com o aniversário de Jesus
Lapinhas as mais variadas
No coração acende uma luz.

Repensemos o passado agora.  
Festejemos o presente urgente
O futuro é hoje tente agora
Louvemos amigos e parentes.

É tempo de fraternidade, perdão,
Tranquilidade e reconciliação,
Coração esbanjando amor-união,
Gratidão pelo que temos à mão.

Mais um louvor ao aniversariante
Que mendiga pelo nosso olhar.
Não me esqueçam neste instante
Unamos as mãos vamos orar.

Sonia Nogueira


No Livro: Datas Comemorativas em Poesias

Natal   - Vídeo

segunda-feira, dezembro 14, 2015

*DORME SAUDADAE

Tela minha

Dorme Saudade



Saudade aqui tranquila, repousa, 
No peito olhando a longa distância,
Da palavra que apagou sobre a lousa,

Do olhar que não fitou em constância, 


Da caminhada entre a selva perdida, 
Dos passos indecisos rumo incerto, 
Na devoção que o coração fez guarida 
No silêncio, rejeitou, sucumbiu ao certo. 

Do abraço que não abriu os braços, 
Da palavra que se fez desventura, 
Na discrição encobriu-se sem laços,
Do coração que não ditou a ventura.

Saudade da mão que indecisa trava, 
Dos sonhos que voaram sem lavra, 
Na procura de um não sei onde está, 
Aonde, em qual lugar encontrar ...

Fica aqui comigo saudade pertinente, 
Já sou de ti uma escrava permanente, 
Oras jogo-te no porão com veemência, 
Outras o coração aflito pede clemência.

domingo, novembro 15, 2015

*SOMOS POETAS


 *Somos Poetas
04 de outubro

Vemos poemas no encanto de amar
Desvelo da alma que o sonho agita
Sem num momento sequer abdicar
Do penar, e do eu que o conflita.

Cada palavra revelando a emoção,
Muitas vezes dividida com o leitor,
O mesmo sonhar, o mesmo coração,
No silêncio disfarçado qual ator.

Os estilos viajaram em cada época,
O lirismo sucumbiu no modernismo,
Como fênix renasceu, firmou estética,
Nas mãos dos clássicos, no modismo.

Nas páginas dos sites, blogs, livros,
Registra o poeta angústias, devaneios.
Em versos peneirados, crivos, ritos,
Driblando na jornada seus anseios.

Sonia Nogueira

domingo, agosto 30, 2015

*NAVEGANDO



Tela Minha

*Navegando 

O vento soprava, na manhã fria,
as velas se curvaram imponentes,
dentro o coração sorria, a sinfonia
das ondas cantavam os seus acordes,

vai mar tocando nas águas salgadas,
solidão dos que ficam ou partiram,
levas e deixas nas tuas madrugadas,
saudade, e desamor dos que sumiram.

Mas não levas nas ondas inquietas
 a esperança, o sonhar que profetisa,
cada regresso nas noites infindas.

Volta inteiro sem nenhuma ranhura,
barquinho, condutor das minhas brisas,
do meu pincel, da minha travessura.


Sonia Nogueira


sábado, julho 25, 2015

*DIA DO ESCRITOR



Dia do Escritor
25 de julho

Escrevo poesia para acordar
o silêncio dos meus anseios ocultos,
neles um vulto breve quase insulto,
ao meu descontentamento, ao sonhar.

Nas horas que a pena rude cria asas,
observo o infinito e na distância,
vozes sequiosas em discordância,
almas peregrinas em chama e brasas

a procurar refúgio, um ninho apenas,
ou outro olhar finito, um aconchego
e vem nas linhas versos como arrego.

Coração tolo abraça, cai no laço
Enquanto dura o verão, e curto espaço,
Nasce outro poema, outro mecenas.

Sonia Nogueira

Feliz dia do escritor. Abraço a todos

sexta-feira, julho 03, 2015

*FECHO OS OLHOS





Fecho os Olhos

Fecho os olhos e moldo tua imagem
Cada pedaço pincelando o sonho
Sorriso que acolhe, e na aragem
Outro sorriso vai arguto e bisonho.

De tanto exercitar esta façanha
A imagem retrata com perfeição
Traços em nitidez sem artimanha
As linhas contornando boca e mão.

Rede, olhar sedento, no vento solto,
Pássaros trinando ao anoitecer,
Mar rugindo em volta silencioso.

Tudo confabula no tempo envolto,
Matreiro sonho vem o amanhecer
Até que o olhar acorde majestoso.

Sonia Nogueira


segunda-feira, junho 08, 2015

*TENHO FASES COMO A LUA




*Tenho fases como a Lua

Sou crescente no abraço, no sorriso,
Qual árvore da semente emergindo,
Cada dia na espera vem suspiro,
E o sonho na imagem é paraíso.

Enche-se a claridade, solta brilho,
Revelam as palavras, estado d’alma,
Tudo em volta reluz a busca e trilho
As cruzes somem, só quietude e calma.

O tempo traiçoeiro de surpresa
Arrasta noutro olhar palavra rude,
Minguante me oferece a sobremesa.

*A lua nova equilíbrio sob o ego.
E conflitantes, id e superego
Reagem, buscam além na latitude.

Sonia Nogueira


sexta-feira, maio 08, 2015

*DIA DAS MÃES



 *Dia das Mães
2º domingo de maio

Quanto mais te vejo, mãe, cativa,
Cuidando do filho com ternura,
Meus olhos olham e altiva,
Elege-te a heroína das alturas.

Pelas noites em claro na vigília,
Mão terna sondando temperatura,
Olhar aflito fazendo uma homilia
Rogando a Deus, fazendo benzedura.

Sorriso largo, abraço de gratidão,
Basta olhar o boletim da escola
A lágrima e sorriso juntos seguirão
Fazendo do coração leito e sacola.

Guarda na história álbum e rito,
Fotos, frases, roupinhas, emoção,
Sem perder o rumo na linha, o fito
Orgulho futuro em construção.

Mulher, seu nome é vitória, vida,
Fez-se construtora da sua história,
Liberdade que sacudiu tempo e lida,
Na força do trabalho, cuja trajetória

É vencer em profissões diversas,
Mesmo que nas letras não atue
Tem sucesso e força com reservas,
E teu querer, portanto, se perpetue.

Parabéns neste dia contínuo, diário,
Apenas reforçado no segundo de maio.


Sonia Nogueira

terça-feira, março 31, 2015

*PARIS, CEARÁ EN SCÈNE


 *Paris

Jamais sonhei em pisar teu porte
da história, que nas palavras eu li,
das lutas e vitórias que comovem,
mas ali cheguei, e teu encanto eu vi.

Uma cidade pálida, fria, sem folhas,
que o gelo apagou, mas virá noutra
estação, verde a enfeitar sem escolhas
o olhar ávido do turista em outra

emoção. Não conheci Paris, apenas
rabisquei uma olhada distante, da
cidade antiga, igual na arquitetura
nivelada as classes favorecidas.

Adentrei o Museu do Louvre assim:
uma hora, extasiada  na arte milenar
e o pensamento rápido fugia para vê
 as mãos hábeis para esculpir, pintar.

Tão imponente e extenso outro espaço
na multidão, o Palácio de Versailles,
como relâmpago foi apenas um naco,
a procura do Rio Sena com belos ares.

Nas ruas poucos ônibus, raros rostos,
por baixo da terra o povo fervilhava,
automóveis paravam a um pé exposto.
O arroz e feijão? O sabor nem sonhava.

Não conheci a Paris moderna, colorida,
aonde habitam os menos favorecidos,
também um grande centro econômico
de contrastes, nos arredores conflitos...

Canto para ti, Paris da arte, da fortuna
onde o euro pesa como ouro e poder,
na fé religiosa, nos templos, uma lacuna,
que o visitante busca sem esquecer.

A Torre Eiffel, majestosa edificada,
tal qual o Cristo Redentor do Brasil,
o olhar avista em qualquer  jornada,
como guardiões, no  seu belo perfil.



Lançamento da Coletânea Ceará en Scène  
no Salon du Livre em Paris