quarta-feira, abril 01, 2009

*SILÊNCIO*


*Silêncio*

Ficou o silêncio enamorando a alma
O vento calmo sussurrando ao ouvido
O galho sem viço desprendeu a palma
Rolou no chão, sem piedade banido

O encanto ocultou-se no mistério
A chuva beijou a janela disfarçada
Banhou o coração num refrigério
Que sossegado vigia a retomada

O dedilhar das páginas estão lentos
A inspiração como um lampejo rápido
Vagueia sonâmbulo abobamento
Sem o toque da voz de gosto sápido

Nas incertezas que da vida é lema
Só corações enamorados leem o tema

Sonia Nogueira *sogueira*

sábado, março 14, 2009

*DEFICIÊNCIA E LIBERDADE*

Dr Waldo Pessoa, Diretor
Alunos do Instituto dos Cegos

*Deficiência e Liberdade*

Da célula que se fez a vida
Multiplicou-se na árdua missão
Brotou e da semente prevista
Os seres homenagem da criação

E pela imperfeição da união
Nasceram alguns deficientes
E como premissa da missão
Segue a vida aos pertinentes

Não verão o profano da palavra
Nem ouvem a frase obscena
Mas fazem do tato a mão lavra
Da audição o estribilho da sena

Caso falte a voz sem eco no ar
Os braços para a escrita pousarem
Traz a mímica o tema para abordar
Mãos e pés pra na tela esculpirem

Quantos enxergam e não vêem
Outros com braços que não abraçam
Muitos com pernas que se deteem
E nas mãos as armas se enlaçam

Façam da vossa missão estandarte
Das mãos que os guiam comunhão
Das letras em Braile um baluarte
Do Instituto dos cegos a gratidão

Do Dr. Waldo Pessoa uma lembrança
Que deixou plantado, flor e bonança.

***
Sonia Nogueira *sogueira*
-Eu Poesia Contos e Crônicas
-No Reinode Siniho, infantil
-Livro Técnico

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

*SOBRE O HOMEM*

*Sobre o Homem*

Um tratado sobre o homem?
Quem há de desvendá-lo bem
Com capa de lobisomem
Na sexta-feira sempre vem
Feri-lo é ânsia dos humanos
Aboná-lo mira dos enganos

O que está detrás desta porta
Trancada com as sete chaves
Há correntes que não deporta
De todo tamanho e entraves
Nos genes, há força oculta
Na educação o cerne da culpa

Dos medos que vem da raiz
Na força o poder patriarcal
Do povo a sentença- juiz
Na palavra o poder Divinal
Em cada nação a história
Nos erros a culpa inglória

Qual a máxima da verdade
Nem os credos contradizem
Da criação em intensidade
Os modelos sempre dizem
Apenas o EU os olhos veem
Onde encontrar os que creem

Na multidão do anonimato
Os homens fazem-se deuses
Na palavra um réu caricato
Ou no passado dos adeuses
Vive o homem socialmente
Como um vidente carente

Faz das suas extravagâncias
O jantar perfeito com velas
Apagam todas as fragrâncias
Sem o colorido das telas
Ai do amor que sem destino
Perdeu-se na vaga desatino

Perdi os passos na multidão
Senhor mereço teu perdão
Construí uma história banal
Perdeu-se sob um vendaval
Na sabedoria das evidências
Fugi, sem asas, resistências
***
Sonia Nogueira *sogueira
-Eu Poesia Contos e Crônicas
-No Reino de Sininho, Infantil
-Livro Técnico

quinta-feira, novembro 20, 2008

*SEMANA DA AMIZADE*

*Semana da Amizade*
***
Quando o vendaval vem rápido
O caminho seguir uma vereda
O vento fugir num sopro trágico
Vem o amigo protege a queda

Quando o coração chorar a dor
O sorriso apagar a emoção
Só o verdadeiro amigo é credor
Oferta o ombro o aperto de mão

Amigo é quando nos houve
Perde tempo ao nosso lado
Quer na dor ou na alegria
O ombro é lugar sagrado

Quando estamos no poço
Amigo se esconde no muro
No ápice é sorriso em dobro
Bajulação, esmero, puro

Amigo é colheita na safra
É fruto verdinho no pasto
É mão estendida em lavra
Com sorriso de bom grado

Amigo de bem verdadeiro
É como remédio caseiro
Planta aguando o canteiro
Carta com tinta e tinteiro

Escreve a palavra certa
Anima, enaltece a moral
O peito está sempre aberto
Está no início meio e final

Aos meus amigos fiéis
Meu apreço e gratidão
Valem mais que mil réis
Parabéns amigo-irmão

Sonia Nogueira

Livros:
-Eu Poesia Contos e Crônicas
Livro Técnico
-No Reino de Sininho (infantil)
Editora Premius

sexta-feira, outubro 10, 2008

*DIA DO PROFESSOR*

*Dia do Professor*
***
Mais um ano do mestre educador
Que faz da sala a continuação do lar
Da educação um jardim, um pomar
Regando com a palavra de editor

Os saberes que moldam o crescer
Para a formatação fixar na mente
Num registro em campo bivalente
Arquivos, aptos para acender...

Como luz na claridade quer espaço
Para a educação atingir seus passos
Quer prioridade abraços expressos
Com urgência, não barrar o cansaço

Da espera que repousa nas gavetas
A educação é a mola, a base, o ar
Que não precisa parar, estacionar
É caminhada na reta sem curveta

Sustentáculo viável neste planeta
Precisa de mãos na lousa de giz
Critérios com capacidade motriz
Onde a ética repousa na ágil caneta

Que a luta prossiga, não seja inglória
Campo vasto dentro da História
Aplausos para nós, para ti, para eles
Parabéns ao educador sou um deles

Sonia Nogueira *sogueira*

-Eu Poesia Contos e Crônicas

-No Reino de Sinihos, infantil

-Livraria Livro Técnico










domingo, outubro 05, 2008

*O CÉU É O LIMITE*


*O Céu é o Limite*

Nasceste num olhar enamorado,
Cresceste a cada dia sem temores.
O luar foi testemunha, arrebatado.
Do encanto envolvendo dois amores.

O tempo este inefável companheiro,
Não apagou o cerne dos momentos.
Nem fechou a porta farta do celeiro,
Onde a semente em desbravamento.

Brotou para terra em adubo farto,
Glorificou o coração em chama ativa,
Como luz ascendendo progressiva.

Para que nosso amor em tempo exato,
Plenitude divinal como um convite,
Deixasse apenas o Céu como limite.

Sonia Nogueira *sogueira*

domingo, agosto 10, 2008

*AO MEU PAI*


*Ao Meu Pai*
***
Que lançou o sêmen fértil
Semeou a vida como lei
Colheu o fruto em tempo hábil
Multiplicou a espécie, fez-se rei

Mesclado de altivez e doçura
Meu herói, minha mãe, sina...
Do exemplo firmou sua estrutura
Era o sertão sua raiz, sua estima

Convivemos aqui longo tempo
A mente conserva os hábitos diários
O olhar verde, sorriso, o passo lento
Que embalou meu coração perdulário

Já sôfrego triturando a saudade
Oferta-te esta página amor lealdade
***
Sonia Nogueira
**
Do livro
Eu Poesia Contos e Crônicas
Livraria Livro Técnico

sábado, agosto 02, 2008

*NOITE INESQUECÍVEL*


*Noite Inesquecível *

***
Noite de autógrafo de rara grandeza
Do tamanho da minha simplicidade
Da altivez do abraço amigo em firmeza
O coração levará além o afeto, a bondade

Dos amigos que ofertaram o sorriso
A família que trouxe em fraternidade
A fortaleza de um coração desprovido
Do improviso imaturo na casualidade

Na inércia da ânsia contida sem vez
Omiti dos presentes, a palavra facultada
Na inexperiência destronei a solidez

Na noite inesquecível, da arte emoção
Primeiro filho nas profundezas visceral
Rasgou o útero eclodiu fiz-me real
***
Sonia Nogueira

Eu Poesia Contos e Crônicas
Livraria Livro Técnico


sábado, julho 26, 2008

*ENCONTRO DE ESCRITORES*

*Encontro de Poetas*
26/07/2008
***
Centro Cultural Oboé à tarde
Escritores e poetas a distância
Contato sem abraço que invade
Os amigos com laço em estância

O protocolo resistiu à rotina
Da palavra facultada despojada
Como se a palavra fosse sina
De uns poucos e ainda foi negada

Fez-se leitura d’outros poetas
Num sorteio e dádiva de livros
Teatro e aplausos que em festas
Falam numa ovação de estribilhos

A frieza da sala condicionada
Aliou-se ao individualismo, sós
Cada um contido sob a espada
E a palavra ocultou-se entre nós

Parece-me que o valor da cultura
Fugiu sem o enlace da união
Vagou como órfão na aculturação
A mão do saber rejeitou outra mão

Onde está a palavra em construção
O diálogo, a igualdade sem status
Valores são raízes sem demolição
Os saberes ali de aconchegos nus
***
Sonia Nogueira
***
Eu Poesia Contos e Crônicas
Centro de Arte e Cultura
Dragão do Mar
Dia 31/07/2008
Livraria Livro Técnico

sexta-feira, julho 11, 2008

*O PÁSSARO QUE VOOU*

*O Pássaro que Voou*
I
Nasceu sem as asas para voar
Sem o berço caro dos afortunados
Sob a choupana frágil do vagar
Indefeso sorte dos fracassados

O ninho a mercê das tempestades
Como alimento o mais vil dos pratos
Nas vestes ofertas das caridades
A miséria rondava os tempos fartos

Foram tantas mazelas recebidas
Que o coração como sina prevista
Sonhou alto no campo das conquistas
Valeu-se do maior bem à desventura

As “letras” o caminho sem fronteira
Na ruptura ilumina cai barreiras.

II
Na ruptura ilumina cai barreiras.
Força do saber rasgando os trilhos
Viagem que aos poucos sorrateira
Vai navegando, cada porto o brilho

É a arma valiosa em construção
Faz da palavra o culto do domínio
Eleva ao mais sublime uma nação
Ou no desfecho o muro do declínio
*
Foi nesta tela com esmero pintada
Que o pássaro criou asas e voou
Fez da palavra refúgio e morada
Divulga a arte, seu canto atuou.

Abriu a ponte, das trevas veio a luz
Poeta Valdeck Almeida de Jesus
***
Sogueira
A página do poeta baiano

domingo, julho 06, 2008

**GRATUIDADE**


*Gratuidade*
***
Na gratuidade sou destarte
Numa visão real da vida
Deixo aqui meu caro aparte
Reconhecimento, provida:
Da certeza que a natureza
É Baluarte e altiveza.

Na beleza das paisagens
O desfile no vôo das aves
Do oásis sublimes miragens
No espaço as aeronaves
No espetáculo dos rios
Na poluição perdendo brios

O Homem criatura mortal
Passageiro destino incerto
Ser corrupto abnormal
Tem domínio diz-se esperto
Altera o gene nasce o câncer
Cura, mata e o anticâncer?

Milhões de astros no espaço
Suspensos em movimentos
Deslocam-se sem cansaço
Em gravidade provimento
Gratificante ao meu olhar
Sol e luar beijando o mar

A fauna está dizimada
Na flora as árvores choram
Animais, em jaula ilhada
As toras da madeira rolam
Amazonas pulmão do mundo
Na calada qual moribundo

Esta beleza santa, rara
Desfilando em passarela
Uma criação Divina cara
Destruir tão nobre tela
Só ganância dos mortais
Estão visíveis, seus sinais
***
Sogueira
Eu Poesia, Contos e Crônicas
Lançamento este mês

segunda-feira, junho 30, 2008

*DIVÃ DOS SONHOS*


*Divã dos Sonhos*

Deitada sob o divã das confissões,
O pensamento busca sem temores,
O êxtase dos momentos, libações.
Traga cada página os anos raptores.

Escrita com letras mui tracejadas,
Umas com as mensagens precisas,
Outras miragens toscas agachadas,
Muitas com pontos tênues imprecisos.

A alma flutua o corpo fica inerte,
Um sob o peso da matéria imóvel,
Outra como a distância de um flerte.
*
Na busca de um lampejo mesmo tardo.
Tateia em minúcias um olhar móvel,
Que seja semeado, canto sem fardo.

Eu faço de meus versos confissão
Do quanto o amor nos toma num lampejo,
A vida depois disso vai sem pejo
Causando a mais perfeita ebulição

No peito de quem sabe a solução
Sem ter em seu caminho, outro desejo,
Vivendo tão somente pelo ensejo
De ter sempre comigo esta emoção.

Aguardo o teu carinho como ungüento
O amor que não mais sai do pensamento
Permite que se vençam dissabores.

Na rara maravilha de um canteiro
Amor-perfeito, claro e verdadeiro
Superando em beleza as outras flores...

SOGUEIRA
MRCOS LOURES

segunda-feira, junho 09, 2008

*FESTAS JUNINAS*

*Festas Juninas*
***
Junho é o mês dos folguedos
Não solte balão nas cidades
Há bolos quadrilhas brinquedos
Cantigas pra todas idades
Até na quadrilha infantil
A dança remexe o quadril

Há milho assado cheirando
Canjica, tapioca, cuscuz,
E todos dançando, cantando,
Ao redor da fogueira a luz
Aplausos por todos os lados
Festejando casais namorados

O sanfoneiro tocando
Corpos suados que riem
A noiva aparece chorando
O noivo fugiu, que agonia.
O padre chegando insiste
Vem logo juiz, não despiste

O moço volta assombrado
Tiroteio ressoa no ar
O sim dado de bom grado
A noiva sorrir sem falar
O resto é só festança
Até quando o sol apontar
****
Sogueira

NB. Está próximo o lançamento do livro
Eu Poesia Contos e Crônicas

sábado, maio 10, 2008

À MINHA MÃE*


**À Minha Mãe**
***
Onde estiver uma flor despetalada
Sem o orvalho para matar a sede
Está aí minha saudade revelada
Por tua ausência, há muito desde...

À infância carente de afeto, abraços
Do zelo que protege com desvelo
Do olhar que acompanha os passos
Das mãos unidas em perfeito elo

Que seja este dia inteiro consagrado
Apenas as mães que do amor é mister
Para fazer da semente o fruto sagrado
Da vida a passagem do bem viver

Não deixar que a semente plantada
Seja na terra produto consumido
Da farta sede da ambição ceifada
Sem amor, do sentimento despido

Mãe, todas as certezas tenho já
Que ao mundo vieste destinada
À grande missão de amar, educar
Mas, o Céu te levou em revoada

E a saudade guardada permanece
Sem nenhum abalo à tua ausência
O coração solitário em uma aprece
Reza por ti com amor, dor e carência.

Saudades sem fim, Mãe...
***
Sogueira

Eu poesia Contos e Crônicas

No prelo

*PARA AS MÃES*


*Para as Mães*
***
Criação Divina para a reprodução
A mão que balança o berço diário
Força que sustenta o lar, direção
No degrau vai subindo o calvário

Em cada estação missão pra cumprir:
Educar para a vida, presente é futuro
No exemplo é o livro aberto a seguir
A palavra é a porta para o guia seguro

Quando do teu útero procriador
Provém o grito para luz da vida
O lar como refúgio e provedor
Abre os braços para a colhida

Na proteção terás a força e a luz
Para Deus a oração, as lições, o altar
Como exemplo vivido da mãe de Jesus
Seguirás tua prole sem temor de lutar

E no final vendo o fruto crescer
Na paz, e união, perdão e amor
És capaz mãe de amar sem temer
Para que a vida siga plena em vigor
***
Feliz dia das Mães

Sogueira

Eu Poesia Contos e Crônicas
Meu livro no, prelo






terça-feira, abril 22, 2008

*O CÉU É O LIMITE*


*O Céu é o Limite*
***
Nasceste num olhar enamorado
Cresceste a cada dia sem temores
O luar foi testemunha, arrebatado
Do encanto envolvendo dois amores
*
O tempo este inefável companheiro
Não apagou o cerne dos momentos
Nem fechou a porta farta do celeiro
Onde a semente em desbravamento
*
Brotou para terra em adubo farto
Glorificou o coração em chama ativa
Como uma luz ascendendo progressiva
*
Para que nosso amor em tempo exato
Em plenitude divinal como um convite
Deixasse apenas o Céu como limite
Sogueira

Não quero mais limites neste sonho
Que faz com que meu dia se liberte,
O amor que tantas vezes te proponho
Deixando que a saudade enfim, deserte

Iluminado ao sol de um novo tempo,
Aonde uma esperança voe além.
A vida que se faz sem contratempo
Percebe nos teus olhos, farto bem.

Audazes pensamentos glorificam
O sentimento imenso e solidário.
O gozo destes sonhos edificam

Um mundo aonde o riso é necessário
Vagando nos teus lábios, poesia,
Quem sabe te terei por mais um dia...
Marcos Loures

Eu Poesia Contos e Crônicas
Meu livro no prelo. Sogueira

sexta-feira, abril 11, 2008

*DEPOIS DA TEMPESTADE*


**Depois da Tempestade**
***
E veio o vento arrebatando os sonhos
Caíram os muros num destroço sem igual
As pedras rolaram num desalento, virou pó
O que restou só desengano, nada mais.

Qual o caminho que resta em teu alento!
Nada mudou, a vida é rota certa atingível
Quem vale o “total”! Somos todos incompletos
Limpas os destroços, nova rota é visível .

Depois da tempestade a bonança é porvir
Despertam experiências mais floridas
A nova arquitetura trará mudanças vivas
A vida sorrirá na luta há mais guarida

A calmaria retorna, navega em mar tranqüilo
O coração repousa maduro agasalhado
Outras tempestades virão é rota certa!
Mas, a força te conduz em rumo aprumado.

O amor fala baixinho ao coração cansado
Recuso-me a amar, serei livre despojado.
E ao toque da sineta anunciando novo amado
Sorrir no mesmo ” toc” cabisbaixo, apaixonado
*****
Sogueira
Eu Poesia, Contos e Crônicas
Meu livr0 - no prelo

segunda-feira, março 17, 2008

*SOMOS A PÁSCOA*


**Somos a Páscoa**

Festa cristã que lembra ressurreição
Com Cristo que do sepulcro ascendeu
Vida nova reencontro, paz, reflexão
Somos a Páscoa, corpo, espírito, união
Um reencontro do perdão que se perdeu

No judaísmo celebram a libertação
Da saída do Egito c/o povo israelita
Das amarras de Ramsés a escravidão
Vagaram da vida, para a vida escuridão
Na busca da terra prometida à conquista

Quarenta dias para Quaresma reservada
Nos símbolos que a tradição é estímulo
Do ovo ao nascimento, vida conquistada
No coelho, a multiplicação da jornada
Na cruz, cordeiro, pão, somos discípulos
Sejamos a páscoa em renovação vibrante
Sejamos o elo da ressurreição constante

Feliz Páscoa

Soguiera

Eu Poesia, Contos e Crônicas
Livro, no prelo

* AVIDA É SONHO*


**A Vida é Sonho!**

No início o túnel apenas um vão
Solitária a mente vagando incerta
Nove meses uma luz um vulcão
O grito à vida onde estou? Desperta

Vozes penumbra nada sei, nada sou
O seio materno é tudo que sinto
Primeiros passos, disperso ainda estou
Brinquedos festanças tudo pressinto

Amor vem chegando abraços, lua
A vida é assim? Paraíso sem fim
E aquela menina pedinte na rua
O Éden pra uns pra outros o fim?

Escolas amores festas passeios
A lágrima rolando sumiu a donzela
A saudade a dor o amor é recreio
Virou rotina desfilou em passarela

Amor vem chegando coração palpitou
Os laços entrelaçam a semente vingou
O gene multiplicou o ciclo determinou
A raiz foi lançada com limite com dor

A passagem é rápida onde aqueces!...
O real era sonho? Ah! Que descuidados...
Perdes-te a lição, mais um dia tivesses
Amarias bem mais com os olhos vendados
Sogueira

Eu Poesia, Contos e Crônicas
Livro, no prelo

sexta-feira, março 14, 2008

*MAIS UM FILHO NA CASA*

Ubiratan Aguiar novo membro
da Academia
***
**Mais um Filho na Casa**
***
Noite de Solenidade, treze de março
A Academia Fortalezense de letras
Abre os braços acolhe sem cansaço
Um filho poeta, traz no saber as cetras.

No ambiente do negrume a paz ecoa
Das vestes blacky em sinuoso estilo
A espera do titular da cadeira em proa
Trazendo o sorriso o saber tranqüilo

Do grande poeta Ubiratan Aguiar
Que adentra sem o alarde costumeiro
Dos que conquistam com simplicidade

Os aplausos, as conquistas e no olhar
Aprecia o gorjear do discurso altaneiro
Em cada degrau da subida integridade
Sogueira

Ubiratan Aguiar titular da cadeira nº 34
da Academia Fortalezense de Letras
13 / 03/2008
-Eu Poesia Contos e Crônicas
-No Reino de Sininho, infantil

sexta-feira, março 07, 2008

*EU MULHER EM HOMENAGEM*



Centro de Cultura Dragão do Mar
*Eu Mulher em Homenagem*
***
Amo-me tanto com tal zelo sensatez
Que nada farei contra os desenganos
Estarei alerta no jogo do xadrez
Vasculho na memória eixo cartesiano

Amo o seio que alimenta para a vida
O mesmo seio que é fonte da conquista
Da arte no olhar, do menear atrevida
Do deslumbramento que o macho avista

Amo ser mulher que ama sem ver época
Que ama o amor sem risco ao desamor
Amo o homem que me ama com amor

Que num rebanho disperso em harém
Conhece quem apascenta o coração
Amo o poeta ao poetar minha canção

II

Amo o poeta ao poetar minha cançâo
Poetizo o amor espalho a emoção
Para que as mulhares em comunhão
Espalhem amor na terra em devoção
*
Quando embalam no berço o filho
E a lágrima cai ao mais simples beijo
Do rebento que no olhar traz o brilho
*
*Do aprendizado na escola sucesso
Dos braços que estão sempre abertos
Para o abraço, o perdão, o regresso
Se no caminho houve apenas deserto
*
Mulher, mistura de lágrima e emoção
Que faz do sofrimento arma, solução
Recomeçar é sempre seu refrão
***
Sogueira

*FRAGMENTOS DE UMA FOTO*


*Fragmentos de uma Foto*
***

Estavam caídas esmagadas
Tentei a restauração foi inútil
Apenas três partes mais nada
Mirei-as, que destino tão fútil

Num, o olhar tristeza profunda
Vontade louca, tive pra afagar
Analisar a profundeza que inunda
Olhar inerte desconhecido a trafegar

Noutro quinhão deste fragmento
Uma boca com um suave sorriso
Como se o colapso do ato, mormente
Mostrasse uma angústia de improviso

Bem ao lado a mão destruída
Na qual deslizei os dedos, comovida
Uma mão conhecida desnutrida
Que levei ao peito como consolo-vida
****
Sogueira


*COM AÇUCAR E AFETO*

*Com Açúcar e Afeto*
***
Arrumei do teu jeitinho dengoso
Com a receita que me enviaste
Abraço largo apertado manhoso
Sorriso que em mim conquistaste

Vesti até roupa nova domingueira
Daquelas sertanejas para a missa
Era vermelho e no coração trigueiro
À vontade do toque da mão, premissa

A juventude na pele distribuindo frescor
O coração cantando a cantiga do amor
O sonho, este infinitamente sem dor
Sem planos, apenas açúcar, afeto, torpor

A estrada era rápida pedalando na tarde
O irmão fez parede, da vontade a saudade

****
Sogueira

segunda-feira, dezembro 31, 2007

*ANO NOVO ESPERANÇA*

**Ano Novo Esperança**
*****
Desliguei-me de ti sem emoção
Levando um coração leve, risonho
Sem saudades só um aperto de mão
Amor resguardado, alimento os sonhos.

Não deixei emoção onde passei
Creio que amizades cultivadas
Amizades aqui sinceras, encontrei
No novo ano levo todos atados

Numa corrente de emoções poéticas
Um coração aberto à mão estendida
Ao abraço que se estreita comovida

Entrego meu coração ao amor
Para recitar palavras adormecidas
Espalhar neste planeta amor-vida
****
Feliz Novo Ano as amigas/os
Ao público de maneira geral
Uma rosa perfumada com louvor
Um coração palpitando de amor
***
Sogueira

terça-feira, dezembro 25, 2007

*RENASCI COM VOCÊ*


*Renasci com Você*
*****
Todos os anos renasço para você
Nascer é iniciar, seguir, prever...
Renovar hábitos e atitudes
Respirar novos ares amiúde

Espero-lhe no ano a seguir
Com o mesmo entusiasmo
A mesma vontade em reunir
Família, amigos, com altruísmo

Vamos dar os primeiros passos
Jogar a poeira limpar os armários
Criar garras desamarrar os laços
Abrir o sorriso sem escárnios

Rever o coração que anseia
Paz, amor, confiança, firmeza
Compartilhar na mesa a ceia
Estou aqui, seu criador, não fraqueja.
***
Nenhuma novidade aconteceu
A mesma rotina a família reunida
Graças a Deus tudo permaneceu
Na paz do Senhor risos boas vindas
*****
Sogueira

sexta-feira, dezembro 07, 2007

*SEGREDOS DA ALMA*


*Segredos da Alma*
*****
Nesta obscuridade me vejo destarte
Segredos com traçados sinuosos
Fixo o olhar numa escolha tortuosa
Numa imensa galeria belas artes

Labirinto de corredores confusos
Onde encontrar claridade prevista
A alma silencia embota a vista
Como dissipar o óbvio do difuso

O pensamento latente angustia-se
O amor grita silencioso e frio
Prende as asas recusa desvio
Sucumbe vagueia desalenta-se

O tempo corre a alma cala indecisa
A temperança toma espaço certo
Sem contemplar a vida amor quieto
Há! Se soubesse o quanto se precisa
*****
Sogueira

*PENSAMENTOS GESTOS E ATITUDES*


*Pensamentos Gestos e Atitudes*
*****
Voa o pensamento ao infinito
Mais rápido que a força do vento
Bem mais veloz que a ingênua luz
A força misteriosa que conduz

É o berço dos desejos incontidos
O guia que eleva ou degreda
É a altivez do intelecto ativado
Ou a libertinagem do desregrado

E do pensamento surgiu o gesto
Com braços abertos em regozijo
O abraço que o corpo necessita
A mão que estendida quer abrigo

As atitudes... Ah! As atitudes
Falam mais alto que o pensamento
Mais verdadeiro que a luz o vento
Tranqüiliza doa é o amor portento
*****
Sogueira

*NEM TUDO MUDARAM*


**Nem Tudo Mudaram**
*****
A tecnologia está a passos largos
A medicina passou do canivete
Para o bisturi, a plástica é um fato
E a humanidade evolui no estrago
Destrói-se por um par de sapatos

A barbárie é a mesma dos primitivos
Só o modelo ganhou mais astúcia
Destruíam-se cidades em nome do poder
Aniquilam-se a juventude negociando o pó
Mas a força maior continua a vencer

Os costumes... Estes transformaram-se
Abriram as janelas sem pouca cautela
Em seguida as portas livres tutelas
A liberdade seguiu rumo, nova estrada
Mas a essência do ser continua intacta

A inconsciência tomou largo espaço
O ápice permanece inabalável
A população aumentou sua escala
Sua subida só com uma mão estendida
O mundo continua girando é a vida.
*****
Sogueira

domingo, novembro 11, 2007

*HOJE NAS ALTURAS*

**Hoje nas alturas**
***
Os raios já se escondem esmaecidos
O bonde nos espera nas alturas
O vento vem soprando e traduzindo
Na hora da festança vem ternura

A festa é nas montanhas tempo frio
Ao longe a vista alcança o serrote
O agasalho dos corpos nos dá brio
O frio nem alcança festejo é sorte

Na vibração da natureza a emoção
O verdejante arvoredo que reclama
As luzes são escassas pouca chama

Subimos a escada salão minúsculo
Os poucos convidados esperavam
Bem-vindos entre aplausos já cantavam

Na festa em que completas mais um ano,
As danças que teremos de alegria,
Deixando o que se fora em desengano
Prometem nos trazer em fantasia

O quanto nosso canto já dizia
Fartura de presentes. Quando explano
Meu sonho de tentar, talvez um dia
Amor que sei em ti, mais soberano

Percebo ser audaz meu pensamento
E calo-me num canto desta sala.
Porém ao ver chegar neste momento

Beleza sem igual meu peito fala
E chama para a dança essa donzela
De todas as que vi, és a mais bela!
***
SOGUEIRA
Marcos Loures

*FALANDO DE Amor*

**Falando de Amor**
*****
A terra nunca cansa não esgota
Impera, no seu eixo vai girando
Nem altera nem desvia sua rota
O amor acorda cedo desfilando

Pra uns poucos a sorte é generosa
Embala o berço amor vem cor de rosa
Enquanto outros a venda fica aos olhos
O mundo não gira estaciona fica prosa

Cá te espero amor vem me afrontar
Se fores capaz de balançar meu coração
Lanço-me á terra acompanho tua rota
E vou girando sem parar esta emoção

Abro os braços ofertando o abraço
Abro a janela pra ouvir tua canção
Ainda de brinde juro-te amor eterno
Duvido que enfrentes a tal missão

Amor se fez amor terá que resistir
Pouco amor só dores e tormentos
Neste planeta, que a todos vai tragar
Que seja o amor a vitória do momento
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Sogueira

*TEUS SINAIS*

**Teus Sinais**
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Sinto teus sinais estão presentes
Na palavra num desejo oculto
Quando silencias o pensamento
Sinto-te perto sonho com teu vulto

Na palavra num desejo oculto
Na tua viagem sigo teu pensamento
Sinto-te perto sonho com teu vulto
Saboreio a calma, afago do momento...

Na tua viagem sigo teu pensamento
Alço vôo para onde me levares
Saboreio a calma, afago do momento...
Quando teu toque eleva-me em altares

Alço vôo para onde me levares
Com todos os desejos que a alma clama
Quando teu toque eleva-me em altares
O Céu fica próximo o paraíso é chama

Com todos os desejos que a alma clama
Entrego-me neste rio de águas vertentes
O Céu fica próximo o paraíso é chama
Sinto teus sinais estão presentes
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Sogueira (Pantum)

*ENSINA-ME A VIVER*

**Ensina-me a Viver **
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Sou criança quero ser feliz
Ensina-me os primeiros passos
Numa estrada de curvas retas
Sem desvio, pé firme neste espaço

Quero olhar o mundo esta dádiva
Com a gratidão dos ensinamentos
Recebidos pelos meus genitores
Pela consciência ativa dos educadores

Ensina-me a sorrir amar sonhar
Amar a vida que ao bem conduz
Sorrir por ser feliz em caminhar
Sonhar o sonho da realização da luz

Nunca desprenda sua mão da minha
Que o abraço seja de paz e glória
Que a imagem da minha juventude
Carregue sempre comigo como vitória

A maldade nunca invada meu coração
A inveja seja minha inimiga em potencial
Que esteja sempre em meu coração
A paz a crença na força de um ser Divinal
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Sogueira

*UM NOVO DIA*

**Um Novo Dia**
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Há em cada dia um novo dia
Uma esperança que não apaga
Um olhar que indaga silencia
Uma força interior que aplaca

Há um sol com o mesmo brilho
Envia para todos a mesma luz
Pra alguns a claridade fugiu do trilho
Não culpe o sol não ele não te conduz

Se o espaço tragou teu tempo
Nada conseguiste em teu favor
Tudo fluiu contrário ao vento
Arruma a casa espalha o amor

Há tanta amargura nos corações
Em qualquer ponto desta terra
Em qualquer idade há desilusões
Como sanar a dor nesta guerra

Hoje é um novo dia para todos
Tendo a vida como direito sagrado
Não façamos da água límpida, lodo.
Sejamos um passageiro de vôo alado
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Sogueira

domingo, outubro 14, 2007

*DIA DO PROFESSOR*


**Dia do Professor **

-15 de Outubro-
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Mestres missão a que te destinam
Formadores de educação ativa
Orientadores das aptidões intelectuais
“Domesticadores” das mentes vivas

Mesmo relegados ao esquecimento
Sem rumo em destaque social
As lutas são constantes sem limites
Ostentas tuas forças em potencial

Ministram ensinamentos variados
Para uma educação sempre integral
Em cada disciplina há uma arte
Para cada aluno um diferencial

Muito se exige da educação
Pouco se oferta ao desempenho
Entre insatisfações e dever cumprido
Saúdo-os, por esta missão que tenho
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Sogueira

sábado, outubro 06, 2007

** A PRIMAVERA **


** A Primavera **
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O beija-flor cedinho bailando no ar
Sugando o néctar mais puro da flor
Fiquei mirando-o, estática ao olhar
Sorrir à primavera luz claridade calor

Sugando o néctar mais puro da flor
Vai polinizando a vida é todo amor
Sorrir à primavera luz claridade calor
Para meu jardim onde renego a dor

Vai polinizando a vida é todo amor
Espalhando na terra aurora e vida
Para meu jardim onde renego a dor
Ressurjo inteira, tempo certo e medida

Espalhando na terra aurora e vida
Leva o grão para o estigma salvar
Poliniza meu bem na estrada seguida
O beija-flor cedinho bailando no ar
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Sogueira

*A JANELA DA MENTE*


**A Janela da Mente**
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Abre-se a janela o pensamento cria
A imagem o sonho tela da fantasia
Revivê-lo é gloria sentimento guia
Na realidade nem sempre o sol brilha

Inóspito é o pensamento e irreal
Ao infiltrasse num lampejo a deriva
Arraigado sem as redes da conquista
Impossível na realização que o priva

A mente é livre voa ao infinito
Desce ao abismo momento sombrio
Controlá-la é missão em desafio

Gigante é seu poder força interior
Que eleva-nos aos maiores pedestais
Ou nos reduz a trapos pobres mortais
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Sogueira

*PERDI-ME DE VOCÊ*


**Perdi-me de Você**
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Perdi-me de você não sei da jornada
Se ao dobrar numa esquina sem destino
Ou por não conhecer a rota da estrada
Que te levaram ao ímpeto do desatino

Se ao dobrar numa esquina sem destino
As palavras quedaram já cansadas
Que te levaram ao ímpeto do desatino
Perdi-te não sei o caminho a estrada

As palavras quedaram já cansadas
O olhar ficou turvo embaçado
Perdi-te não sei o caminho a estrada
Nesta pálida tarde enfim cansada

O olhar ficou turvo embaçado
A lágrima rolou fria esmaecida
Nesta pálida tarde enfim cansada
A alma silenciosa embevecida

A lágrima rolou fria esmaecida
Uma poesia sequer foi-me enviada
Apenas a saudade calma entediada
Perdi-me de você não sei da jornada
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Sogueira

terça-feira, setembro 18, 2007

* O PODER DA PALAVRA*


** O Poder da Palavra **
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O que fazer com a palavra
Esta força universal poderosa
Ousada na poesia que encanta
Na mesma poesia desencanta

No discurso de oradores potentes
Conquista multidões nos palanques
No canto, alento aos ébrios nos bares
Nas serestas é conquista dos amantes

É de uma força tamanha e audaz
Que apaixona corações recatados
Explode na loucura do pecado
Destrói lares arremessando aos ares

Conforta o agonizante no último suspiro
Educa e deseduca com a mesma extensão
Para o paciente o ultimato do médico
Para o surdo a linguagem das mãos

Com os diplomatas acordo negociação
Para os vendedores o grito de atenção
Na criança descoberta, alfabetização
Para a professora o poder da educação

Tem a palavra poder e reconciliação
Com o mesmo poder a triste separação
Para Deus o chamamento à oração
Ao que crer o pedido de perdão

Aos privilegiados do dom da palavra
Comunicadores em geral, aos poetas
Faça deste poder de conquista
A condução do mundo vida em festa
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Sogueira

** Amor Bandoleiro **
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-Conheço-te não sei de onde
De uma net num retrato sorrindo
Permite-me uma só palavra
Recito teu poema, é tão lindo.

-Tua foto, não conheço ao certo
Recita um verso teu se és poeta
Quem sabe as palavras ouvidas
Penetram meu coração já deserto

-Estes versos seus meus favoritos
Num poema enviado a mim
Foi tanto amor dedicação e beleza
Que as palavras registradas em fim

Cingiram meu coração sonhador
Que rejeita teu amor bandoleiro
Ama a todas com o mesmo esmero!
Adeus sou livre sei amar verdadeiro.
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Sogueira

** Janela Aberta **
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Abro a janela à alma respira
A luz está acesa claridade iminente
Que os sonhos continuem inteiros
Com a força da atração persistente

Lanço-me à terra fecunda vida
Ao universo sua força inesgotável
Banho-me na água pura da chuva
Lavo o corpo a alma sustentável

Indaga ao cosmo que força me domina
Se as minhas vontades são violáveis
As forças dominantes continuam estáveis

Está aberta à janela, o olhar se firma
Em vão uma resposta é obtida
Apenas a espera força eterna Divina
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Sogueira