quinta-feira, junho 03, 2010

*ROSAS AO AMOR



Dia dos Namorados, 12 de junho

* Rosas ao Amor
*
Envio na vermelha a paixão viva
Correndo veias, abrindo vulcões
Chama contínua que sobreviva
Às marés altas, grandes dimensões
*
No ouro amarelo da flor dália
Firmeza e união serão eternas
Grandeza do amor sem represália
Chama do baú mina em caverna
*
Olhando a violeta em lealdade
Os laços intercalam harmonia
Sonho amordaça em suavidade
O sonho nunca acorda em agonia
*
Rosácea vem acácia na constância
Neste ramalhete aos pés eu deito
Como juramento, e na distância
Envio enamorada, ao meu eleito
*
A brancura da camélia vem à paz
Rompendo toda a treva embutida
Lavando coração que a alma faz
Luz rara, transparente e comovida
*
Eu Procuro a flor azul no infinito
Encontro no poema como hino
Não deixa fenecer sonhado grito
Conserva o sonhar, preserva o tino
*
SoniaNogueira

terça-feira, maio 25, 2010

*DIGITAL DIVINO

Digital Divino


Quando percebi na tela a digital

Não decifrei a marca em cada feito

Várias leituras de um olhar abismal

Todas as telas a marca sem defeito

*

O olhar atento revia a mão do eleito

Num toque pessoal e sem igual

Quando percebi na tela a digital

Não decifrei a marca em cada feito

*

A mesma marca, a mesma, afinal

Era o autor da Divina criação

Todo universo em refino triunfal

Fizeram-se crer para cada emoção

Quando percebi na tela a digital

*

Sonia Nogueira

domingo, maio 16, 2010

*AMOR


* Amor


Pudesse eu ter força no amar

Faria da vidraça meu painel

Da vida só encanto e no farnel

Levava toda sorte em meu olhar

*

A vida enxurrada de emoções

Nas letras todo amor e galhardia

Nunca a solidão em mim valia

Apenas partilhar cantos rincões

*

Formava nas palavras a poesia

De amor sem empecilhos dia a dia

No álbum só sonetos e alforria

*

Liberta da coragem que se foi

Levando a sós saudade a cobardia

Voando feito o pássaro albatroz

SoniaNogueira


Amor como albatroz traz liberdade

Alçando em mares tantos seu destino

E quando nos seus brilhos me alucino

Permito a claridade que ora invade


E toma com real felicidade

O templo sem o qual me desatino,

Amor, por quem jamais se dobre um sino

Traduza além de tudo eternidade.


Coragem de gritar nossa alforria

Vivendo sem temor a poesia

Que cedo se irradia deste canto,


Abençoada luz, nosso farol,

Domina com certeza este arrebol,

Em suas tramas mágicas, me encanto...

Marcos Loures

sexta-feira, maio 07, 2010

À MIMHA MÃE




*Á Minha Mãe

Quando em ti penso, mãe, ausência viva,
Cada lembrança é saudade pura e terna,
Coração fragiliza a mente ativa,
A lágrima retém, força reserva.
*
Guardada para aliviar a lembrança,
Do olhar, que não me seguiu no tempo.
Subiu, e, nas alturas não sei se avança,
O porquê da partida, ao órfão relento.
*
Tivesse eu a força da criação,
Faria das mães a última redentora.
Mães amantes e fiéis na gestação,
*
Em laços de união, filho e protetora.
A cada dia, mãe, a lembrança cresce.
E Deus nas alturas te louve em prece.

SoniaNogueira

segunda-feira, abril 26, 2010

*OS PRIMEIROS OLHARES DO BRASIL


Os Primeiros Olhares, Brasil

22 de abril de 1500
*
Escrevo Vossa Alteza dom Manuel
Sobre esta terra de belezas mil
A vista alcança paisagem a granel
Sem contar palmo a palmo neste abril
*
Talvez vinte e cinco léguas, eu percebo
Ao longo da bela terra a beira amar
No verdor das árvores deste enlevo
Meus olhos contemplam o cantar
*
De pássaros variados, multicores
O céu mostrando um belo achado
Novas paragens olhares promissores
Sem afirmar se há ouro neste lado
*
Em tudo se planta por estas bandas
Ao afirmar na certeza das palavras
Pelas águas imensas e espalhadas
Suavizando o clima nestas plagas
*
Uma gente de corpos nus, curiosos
Promessa de labuta num porvir
Fruto promissor mãos laboriosas
Encontro na humildade pra servir
*
Ao porto será nome de Porto seguro
Quiçá uma Ilha de Vera Cruz fincada
Erguendo a fé pela terra sem muro
Nesta sexta-feira de maio resguardada
*
Do pau vermelho o nome vem propício
Na imensidão deste céu azul de anil
Nasce uma terra que Cabral em ofício
Iniciou bem distante, teu nome, Brasil
*

SoniaNogueira

sexta-feira, abril 09, 2010

*IX BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO


-IX Bienal Internacional do Livro terá início no dia 09 de abril,
Sexta-feira e se estenderá até o dia 19 de abril. No Centro de
Convenções. Fortaleza Ceará
-No dia 14 de abril o lançamento do livro, “Datas Comemorativas
em Poesias” Da autora Sonia Nogueira. Horário 15:00h
Ficarei contente com sua presença.
-Quer lê um poema? Ao chegar lá abra o livro, escolha um poema
vá ao microfone e recite uma poesia.
Local, Bloco C, Estande 40 em frente ao Hull do auditório central

* “Em homenagem ao Centenário Rachel de Queiroz, encenaremos
a peça, “Não me Deixe” numa meta linguagem, do Livro “O Quinze”,
de Rachel de Queiroz. Será no dia 17/04/2010, (sábado) no horário
de 18:30h às 19:30h. no Centro de Convenções. (Hall do Auditório
Central) Especial do Abraço Literário do SESC. Com o Grupo
Cresce. Direção de Eurico Bivar Não percam.

Haverá recital de poesias: Grupo, Abraço Literário, SESC Na Bienal
Abs.
SoniaNogueira

sábado, fevereiro 06, 2010

*DEUS


*Deus*

Oh, Deus da Divina criação
Os teus mistérios fogem a mim
Sou tão pequenina e num refrão
Peço uma rosa em cada jasmim

Que exale no ar o meso aroma
Abra a porta que não tem chave
Multiplique, divida e na soma
Una irmãos derrube entraves

Não sei explicar com tal dimensão
O mal com tanta força e poder
O bem no contrapeso e ação
Numa luta corpo a corpo a crer

As águas lavando a terra bruta
O grito sem proteção, conflito
Olho na natureza que astuta
Domina para equilíbrio contrito

Dá-me sabedoria nada sei
O homem cria, inventa, escreve
Às vezes rio do dilema lei
Convincente pra tudo prescreve

De tão imenso a força universo
Que as letras somem na multidão
Como reles pontos em reverso
Cabisbaixo Deus rir da ilusão

SoniaNogueira

quarta-feira, dezembro 30, 2009

*DOIS MIL E DEZ

Dois Mil e Dez

Criaram os meses e os anos
Para marcar no calendário
Sonhos, alegrias desenganos
Também na mala o abecedário

É assim, no passado, presente
No futuro o mesmo rosário
De tão gasta as contas prende
A mente no mesmo diário:

Riso que traz felicidade
Dor entrando sem licença
Amor com gosto de saudade
Saúde mendigando presença

Criança esbanjando alegria
Outras sem saber a que veio
Pedinte nascendo todo dia
Mendigo, droga e devaneio

Deus dividindo os cristãos
Guerras que nunca apagaram
Do homem o poder das mãos
As terras doadas esmagaram

O conserto perdeu direção
Não sabe que rumo tomar
Vamos agora à comunhão
Cada qual seu papel planejar

Limpar o lixo das entranhas
Amar como se fosse dever
Abraçar as causas tamanhas
Que faça a mente crescer

Caminhar numa nova era
Fazer do bem uma armadilha
Pra que no sopro da atmosfera
Respiremos a mesma partilha

Chegamos dois mil e dez
Passamos mais uma ponte
Banhadas da cabeça aos pés
Na esperança de ir à fonte

Do amor redentor da paz
Dos amigos como esteio
Desejo a todos, ano eficaz
Saúde, carinho e bolso cheio

Feliz 2010

SoniaNogueira

quarta-feira, dezembro 02, 2009

*OLHANDO O MAR

Em comemoração aos 4 anos da Rádio Claretiana FM,
foi realizado o I Concurso de Poesias. Foram recebidas
poesias de várias cidades do Brasil e as mesmas foram
julgadas pelos jurados:
-Odenir Ferro: escritor e poeta
-Prof. José Antônio Carlos David Chagas: professor, jornalista,
consultor em educação, cultura e comunicação social e especializado
em literaturas em língua portuguesa e educação
-Renato Tobaldini: gerente da franquia Livraria Siciliano em Rio Claro


1° lugar
Título: Olhando o Mar
Autora: Sonia Nogueira

Olhado as ondas em igual tortura
O pensamento pousa embevecida
No sonho mudo de eterna mistura
Contemplação outrora indefinida

A visão fixa acompanha o bailado
Do líquido ondulado que flutua
Num vai e vem em hino copulado
De letra e canção sonata e lua

O sol declina no ocaso indiscreto
Na ânsia incontida de perenizar
Ao menos o fito da lua enamorada
Platônico amor da sina ao ocultar

Do sonho pretérito, acobertado
Distando o coração campo exilado
Deserto de miragens sono e fado
Roçando o coração frágil cansado

Toda emoção envolta na penumbra
Dormita num suave pesadelo
Abrindo confissão em vão desaba
Lágrima e riso flutuam em duelo

O vento uiva na imensidão do ocaso
Na face, a brisa ativa sonho infantes
Sem validade vencida em curto prazo
De paixões que nunca foram amantes

À noite dormitando disfarçada
Murmura em oração qual romeiro
A voz no meu peito se amordaça
No tempo infiel trágico traiçoeiro


Sonia Nogueira

segunda-feira, novembro 02, 2009

* O MELHOR LUGAR


*O Melhor Lugar*

É quando estou contigo ao luar
Nas noites de sonhares colorido
Mesmo que o Céu roube o estrelar
Meu sonho está de leve investido

No lar que faz da casa o segredo
Revela em cada canto uma emoção
Silêncio que emudece num enredo
No olhar do objeto em comunhão

A praça vento e som pernoitando
Na sinfonia evocação e saudade
O coração ritmado recordando

O tempo que deixa em cada ida
Rastro de penitência e confrade
Da volta que nunca foi preterida
***
SoniaNogueira

sábado, setembro 19, 2009

*GOTA A GOTA*

Cada Gota

*

Lembro daquela tarde na varanda

O vento rugia feito fera enjaulada

As nuvens unindo-se na tormenta

As gotas se libertando da placenta

*
Suave com chuviscos delicados

Numa radiação fraca disfarçada

No olhar inquieto fez-se morada

Sobre a janela, coração acelerado

*
Aos poucos cada gota sobre o teto

Acelerou num murmúrio vibrante

Transformou o sentimento gigante

Numa labareda canto, frio e pele

*
Gota a gota o sentimento aflorou

Na tempestade o amor enraizou

SoniaNogueira

*

segunda-feira, setembro 07, 2009

*BRASIL DE CONTRASTES*

Brasil de Contrastes*
187 anos de Independência
*
Brasil, povo de todas as cores

Branco, negro, pardo, amarelo

Amamos-te por teus valores

Pela grandeza és rico e belo

Mesmo que as rusgas marquem

Estamos contigo em vantagem


Basta olhar tua tela viva e bela

A vegetação no verdor dos anos

A mão que te corta te revela

Uma nação de penhores danos

Rouba de ti a vida sem replante

Morre aterra fenece o gigante


Tanta beleza correndo nos leitos

Água em demasia te banha rindo

Mas a toalha que cobre teus feitos

Clama por limpeza filtro bem-vindo

O canto das aves de cantar sonoro

Escreva na letra piedade imploro


Independência ou morte foi o grito

Registro arquivado em alfarrábio

No desfile-festejo o povo contrito

Revela na lágrima um povo sábio

Em vão o progresso eleva a nação

Teus servos peitam na contramão


Sete de setembro lutas conquistas

Somos de ti Brasil cativos amantes

Teu sol parece mais claro as vistas

Mesmo com mazelas gritantes

És meu Brasil do gol, do sambista

Da terra fértil do amor conquista

SoniaNogueira