domingo, julho 15, 2007

* OS CINCO SENTIDOS *


**Os Cinco Sentidos**
*****
Ouço bem cedinho teu canto
Bem-te-vi anunciando o alvorecer
Desperto, mais um dia aconteceu
Dia feliz quem quer me ver!

Olho pela janela sol brilhante
No Nordeste é assim iluminado
Pensamento sonda acordada
O mar convidativo ao teu lado

Falar de amor domingo quente
Na areia, soprando vento norte
Caminhar, respirar e boa sorte
Coração e onda palpitam fortes

Sentir a natureza ao meu redor
Força tamanha não há igual
Embevecida com tanto encanto
Sinto-me pequenina sou irreal

O toque da mão segura e firme
O olhar perdido no horizonte
O sonho é real, beleza infinda
Deus é a força que ilumina
****
Sogueira

** MÃOS II **


** Mãos II **
***
Mãos, de utilidades tantas a fins
Espalmadas, pedindo arrego, proteção
Enxugam as lágrimas consolo dos aflitos
Dá a mão à palmatória como rendição

Mãos que acenam nas despedidas
Seguram a mão da criança com dedicação
Batem, castigando com ira desmedida
Afagam com carinho, amor e emoção

Mãos que operam, bisturi corte preciso
Limpam o sangue, o suor, sempre renhido
Chamam, repelem, acenam, comandam o tempo
Elevam-se nas vitórias, no momento definido

Mãos que aplaudem... A vida surgiu
Mais duas mãos unindo-se a multidão
No berço se eleva pela glória obtida
Mãos pequeninas que ao mundo vibra

Mãos que se erguem ao Céu, unidas
Implorando perdão, saúde, guarida
Em sinal de cruz, cabeça sucumbida
Agradecendo a Deus o milagre da vida
*****
Sogueira

sexta-feira, julho 06, 2007

*ENTRE A LÁGRIMA E O SORRISO*


*Entre a Lágrima e o Sorriso*
*****
A lágrima é meu sentimento maior
Manifesta-se rápida sem medo
Cai fácil ao mais simples lampejo
Faísca lentamente, rola sem pejo

Desfila na face ante uma saudade
Banha o coração ao desencanto
Mas, sorri mesmo em desalento
Se um afago for consolo no momento

Ambas são amigas inseparáveis
Um sorrir no êxtase do encanto
Outra com a mesma intensidade clama
E misturam-se no sal e doce pranto

Caminham, na mesma direção
Com a mesma veneração exata
Quando na face banha o pingo farto
O sorriso dá a mão, consolo grato

É neste deserto que a menta vivencia
O sorriso largo e franco usado dia a dia
A lágrima como alento, engano, fantasia
Não viverei sem ambas, é asilo e franquia
*****
Sogueira

** SAUDADE **

** Saudade**
***
Nesta tarde, olhando á noite chegar
Lembro do meu povoado, constante
A saudade veio faceira lembrar
Da meninice fagueira, distante.

É uma recordação acolhedora
A tranqüilidade longe, despojada
O vento soprando bem suave
O pensamento revive guardado

A ausência nunca apaga o brilho
Dos momentos abençoados no lar
Das cirandas, das serenatas ao luar
São raízes de permanência intactas
Que a mente registra, reflete emoções
Retrata, conduz no cotidiano, nas ações.
****
Sogueira

quinta-feira, junho 21, 2007

*MEU MUSO QUERUBIM*


*Meu Muso Querubim*
(Cleide Yamamoto)
*****
Dos impuros versos fiz-te minha perfeição
E Muso inspirador... E Querubim de Amor!
Elegendo-te dos meus versos dono e Senhor
E das minhas poesias meu próprio coração.

E sempre clamarei a tua presença em mim
Pois deveras sabes o quanto eu preciso de ti.
Para que tu, a inspiração que um dia perdi
Devolva-me dia e noite até chegar meu fim.

Minh’alma tua será ao romper de cada dia
E meu corpo tu terás na essência mais pura
Pra que tu proves uma a uma minhas juras
E saibas que a poeta-mulher em ti é poesia.

Guarde contigo os meus secretos segredos
Comigo há de morrer todos os teus silêncios
E nossas lágrimas no amanhã serão o rocio
Em versos novos de um tempo sem medos.

E enquanto meu coração ousar ainda bater
E meus olhos a tua alma eu puder alcançar
Saberás que meus versos são o meu te amar
E que és o Meu Muso enquanto vida eu tiver.
*****
Homenagem a amiga

*A QUEM O POETA AMA??


**A Quem o Poeta Ama?**
*****
Ao poeta é dado um sentimento, magia,
Concentrando na mente que cria, delira
Em versos, prosas, nas palavras irradia
Toda emoção contida qualquer hora inicia

Ama a tudo que a visão na imagem inspira
Cada olhar esmiúça com detalhes percebidos
O que outros olhos simplesmente só vagueia
Ao poeta é tema decifrável e desmedido

Embeleza a vida, floresce jardins sem cores
Faz da lua, sol, astros, belos multicores
Descreve sua musa a mais bela das flores
Ama a natureza com as letras e sabores

Uma simples folha esvoaçando no ar
Uma porta que se abre, uma ave a voar
Uma pedra no caminho, sorriso enviado
A caneta já desliza pra o seu canto entoar

No coração do poeta, o amor sorrir e chora
Misto de fantasia temperado de realidade
Padece, sofre, esbanja lágrima, liberdade
A cada tema, alegria, dor, uma saudade
*****
Sogueira

*ALMAS GÊMEAS*


**Almas Gêmeas**
*****

Procurei-te por lugares os mais longínquos
Metade esperança, outra metade desvelo
Nossos passos nunca se cruzaram, cansaram
Qual alma no espaço livre em pesadelo

Eras a miragem na imensa areia deserta
Que a sede não sacia, sol queima, irradia.
Os desejos desprendidos ruíram feneceram
Duas mentes opostas pousaram em simetria

Na metade incompleta, pássaro sem ninho
Casa sem teto, ao relento, ao sabor do frio
Jarro sem flores, roseira sem espinhos
É vida sem desfecho, final caminho findo

Mas, se a cumplicidade for meu confessor
Comungar do mesmo sentimento, e dor
Partilhar, proteger, no mesmo compasso
Serás minha alma gêmea em vida e esplendor

É como a abelha que não vive sem o mel
A rainha sem o trono é mísera escrava
A flor não regada, murcha, vai despetalar
Sem a alma gêmea é a vida sem estrada
*****
Sogueira

domingo, junho 03, 2007

*HOJE SEM MANDAMENTOS*


*Hoje, Sem Mandamentos*
*****
Hoje eu quero uma lua clara
Uma luarada com amigos
Muita risada rasgada
Pra espantar inimigo
Que ouse impedir a estrada

Hoje quero um samba quente
Pra suar a roupa molhada
Sair pelos poros úmidos
As mágoas ali conservadas
Voltar pra casa lavada

Hoje quero um abraço apertado
De corpos bem desejados
Carícias ao pé do ouvido
Sussurros de enamorados
Sorriso largo e folgado

Hoje quero um sol deslumbrante
Na praia os corpos queimando
Ao bronze desta cidade gigante
Olhando as ondas do mar
Poetando a noite ao voltar

Hoje quero um mundo feliz
Pelos menos alguns segundos
Mesmo pensando profundo
Como uma lei, que só é lei
Jurada em palavras de rei.
*****
Sogueira

*FAXINEI MEU CORAÇÃO*


**Faxinei Meu Coração**
*****
Faxinei meu coração cansado
Com carinho e bem cuidado
Pra não despedaçar seu orgulho
Sensato, exigente, descuidado.

Vasculhei bem nos cantinhos
Saudades longas, infindáveis.
Momentos indefinidos fugazes
Conquistas raras, invioláveis.

Amores mal resolvidos findados
Também amores bem conquistados
Que se perderam no tempo
Pra longe os ventos levaram

Seletista em demasia e liberdade
Voa neste espaço buscando paz
Já pediu aposentadoria ao amor
Mas, teima desobedece quer mais.

Ah! Coração desleal e amigo
Dos dois não tenho certeza
Protege-me com tanto desvelo!
Ou se me engana com esmero!
*****
Sogueira

sexta-feira, maio 25, 2007

* VORAGNES DO PECADO*


**Voragens do Pecado**
*****
Não tocarás no fruto proibido
E terás o bem ou mal como pecado
Expulso deste paraíso é teu legado
Pela desobediência és castigado
*
Do suor do teu rosto assim será
O trabalho como sustento constante
Maldita será e terra por tua obra
E ao pó voltarás sob teu pranto
*
Pela serpente seduzida oh! Mulher
Multiplicarei os trabalhos dos teus partos
Ambos viverão em liberdade e julgo
Mãe dos viventes levará teu único fardo.
*
Pecado que suborna a humanidade
Espreita cada olhar, cada desdize.
Infecta quem dele abre os braços
Conflitos entre bem ou mal persiste
*
No abismo de certezas e maldades
Engana com artimanhas cada passo
Oh! Pecado que tanto és tentado
Perdoa este teu servo neste espaço
****
Sogueira

*SONHOS DE AMOR*


**Sonhos de Amor**
*****
Sonhos tão pungentes me enlouquecem
Num redemoinho em densas disparadas
Cavalgando a passos galopantes
Pra alcançar tua mensagem enviada
*
As estrelas que iluminam a amplidão
Cintila por ver tanto amor oferecido
Inúmeras neste imenso infinito
Soltando risos ao poeta tão querido
*
Nossos laços de amor assim surgido
Num emaranhado de palavras e moções
Caminham de mãos dadas em ilusões
*
O amor continua simples, fortemente.
Criando o cada dia mais veemente
Dar sem restrições amor plangente
*****
Eu quero o teu amor em devaneios,
Na noite agalopada, mil monções.
Tomada por delírios e emoções,
Já sem meias palavras ou rodeios.
*
Numa explosão fantástica; os anseios,
Invadem sem limite, aos borbotões,
Refazem dia a dia as ilusões
Tocando fortemente bocas, seios...
*
Um mágico caminho se desvenda,
Em todo bom pedido que se atenda
Quem vive insano amor, sorte bendita.
*
No emaranhado, soltos os cabelos,
Desejos se misturam, são novelos
Desta vontade plácida, infinita.
***
SOGUEIRA
Marcos Loures

*ACONCHEGOS DO AMOR*


**Aconchegos do Amor **
*****
Momentos que invadem a alma
Na busca do alimento que sacia
O corpo vibra sempre em alforria
Libertando o amor com maestria
*
E navega rumo ao desconhecido
Sem saber que a aventura percorrida
Sufoca as esperanças desgarradas
Ou nutre de amor todo pecado
*
E nasce o amor em longo prazo
Pensamentos unidos e bem firmados
Num elo de enlevo desfrutado
*
Vivendo qual bandeira desfraldada
Voando, respirando ao som do fado
Corpos e mentes unos num só ato
***
Sogueira

* O AMOR ESTAR NO AR*


** O Amor Está no Ar
****
O amor está em todo lugar
Na canção de uma melodia
No teu jeito meigo de olhar
No silêncio ao me fitar
*
Nas ondas que o mar balança
Mostrando ritmo e compasso
Quando o coração badala
Desejando um grande enlace
*
Nas noites enluaradas
Nos corpos unidos deitados
Contando as estrelas do Céu
Com teu sussurro ao lado
*
Nos passeios de mãos dadas
No vento soprando os cabelos
No regozijo ao tocar-se
No gozo de um desvelo
*
No silêncio da madrugada
No aconchego do beijo
Na confiança esperada
Na porta aberta e chegada
*
Numa rosa cedo ofertada
Com perfume de saudade
Na ânsia incontida esperada
Pra conquista da amizade
*
Quando o pensamento vagueia
As mãos trêmulas abraçam
As palavras titubeiam
O tempo perde o espaço
*
O amor está sempre no ar
Quando os corações se completam
Os sentimentos comungam
Do mesmo respeito e afeto
*****
Sogueira

quarta-feira, maio 09, 2007

**A MÃE DAS MÃES**

**A Mãe das Mães**
****
Bendita sois vós
Entre as mulheres em igual
Por gerar dentro do seio
Jesus filho universal
Mistério pros imortais

Mãe jovem e submissa
Aceitou destino incerto
Viveu humilde, resignada.
Pelo esposo abandonada
Por um sonho, perdoada.

Minha protetora e guia
Exemplo de mulher abnegada
Elevo as preces aos céus
Ensina-me a ser feliz
Cobre-me com vosso véu

Quando as forças decaírem
A resistência fraquejar
A certeza fenecer
O caminho encurtar
A mente se desviar
O pecado me sondar
Segura na minha mão
Envolve-me com vosso manto
Guia os passos meus
Ao caminho que é Deus
*****
Sogueira

** SIM EU AMO VOCÊ**

*Dueto*
**Sim, Eu Amo Você**
*****
Surjo na agonia do teu ser
Para dar vida as tuas belas ilusões
Embalar-te numa rede sertaneja
Acariciando tuas doces recordações

A fome que sacia tua boca
O veneno que a vida derramou
Apagará com a chuva benfazeja
E a fome saciará teu louco amor

Revivo o coração agonizante
Ressurgindo nesta aurora divinal
E o sangue voltara em tuas veias
Mais vivas que a aurora virginal

Nos olhos da ilusão que mostram luzes
Sinceras de esperança mais gentil.
Os medos esquecidos foram cruzes
O tempo da colheita enfim surgiu.

Na chuva tão macia deste amor
Que é tudo o que mais quero e faço caso,
Vontade de pegar e recompor
A vida que se fora num ocaso...

O coração ferrenho carpinteiro
Que faz uma alegria em cada mote.
Vibrando toda cor deste tinteiro,
Na vagareza eterna mantém pote.

Teu sangue errando a veia sem perdão,
Encontra bem feliz meu coração...
*****
SOGUEIRA
Marcos Loures

terça-feira, abril 17, 2007

** DIA DO LIVRO **

** Dia do Livro **
18 de abril
***
Sou teu caminho
na descoberta do abc.
Teu guia diário
na escola do saber.
A luz dos teus olhos
no conhecimento do ser.

Usa-me na cabeceira
como um talismã
inseparável e útil.
Ao ler-me, descobres
nas minhas páginas
mudanças, sabedoria,
engrandecimento, luz,
para firmar teu caráter
no caminho que te conduz.

Leva-me a todo lugar
como uma arma que
será disparada sempre
que a solidão te encontrar,
uma dúvida surgir,
uma informação desejar,
uma curiosidade instigar,
um aprendizado necessitar.

Conserva-me criança
novo e limpo, porque
velho e sujo as letras
não se define.
Usa-me e abusa.
Sou tua musa.
***
Sogueira

sexta-feira, abril 13, 2007

* FORTALEZA 281 ANOS *

Fortaleza

** Fortaleza 281 Anos **
*****
Conhecida desde 1500
Vicente Pinzón me apelidou
De “Rostro Hermoso” encantadora
Partiu pra Espanha, me abandonou.

Tive vários fortes: São Tiago,
São Sebastião, na barra do Ceará
Por Martim Soares moreno
Personagem de José de Alencar

Fui tomada por piratas
Espanhol, português, holandês,
Com o forte de Schoonenborch
Originou-se meu povoado de vez.

Geraram-me afinal, mas o nome mudou
Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção
Na décima Região Militar, originou
Fortaleza surgiu a povoação conquistou

Nasci afinal em 1726
Vila pequena dependente
Capitania de Pernambuco
Em 1823 liberdade finalmente.

Cresci sou adulta, vaidosa
De caráter forte, independente
Sou mãe de braços abertos
Modernizo-me constantemente

Sou bela, acolhedora
Com praias extensas a ofertar
Um sol que bronzeia a pele
Aos turistas e moradores do lugar

Hoje estou de festa
Há comemorações variadas
Agradeço a toda gente
Tanta dedicação na jornada
*****
Sogueira



domingo, abril 08, 2007

** PARAÍSO **


** Paraíso **

***
Paraíso dos meus sonhos
Eram seus olhos em mim
Tantas mensagens risonhas
Quanto às rosas do jardim

Abre a janela e olha
Se seu coração palpita
Se o pensamento recorda
Das lembranças, dos dias idos.

Lembra do sol que aquecia
Do vento no rosto soprado
Da música que envolvia
Dos sonhos todos roubados

O coração é mistério
Engana, simula, seduz,
Oras está vislumbrando
Oras a incerteza o conduz

*****

Sogueira

quarta-feira, março 14, 2007

* DIA INTERNACIONAL DA POESIA*


** Dia da Poesia**
14 de março
***
O que dizer da poesia!
Arma versátil e forte
Que inunda nossos dias
Quando da mente é consorte

Esta arte de escrever
É milenar, irrestrita
Guiando os seresteiros
Nos seus versos de conquista

A composição poética
Inspira vários estilos
Cobre-se de várias formas
Ritmado ou tema livre

Quando a inspiração desperta
O sentimento flutua
A beleza é campo certo
A mensagem corre nua

A arte da expressão escrita
De essência coletiva
Engrandece nossas letras
Quando usada com estilo.
*****
Sogueira

segunda-feira, março 05, 2007

DIA NACIONAL DA MULHER


** Dia Nacional da Mulher **
08 de Março
***
Mulher menina em botão
Juventude em construção
Graça que encanta, seduz,
Que faz badalar corações.

Mulher, parte da metade,
Que juntas constrói a nação
Floriu, cresceu, libertou
O mundo estendeu sua mão

Mulher mãe, multiplicadora,
Sustentáculo em todo lar
Forte, meiga, corajosa.
Ousadia e bravura pra lutar

Mulher que a lágrima faz cair
Na alegria, na saudade, no amor.
Caminha procurando a paz
Com o mesmo sorriso ou na dor.

Mulher, musa dos amantes,
Repleta de amores e prantos
Amada, erma ou desprezada.
Segue altiva em seus encantos
*****
Sogueira

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

** JOGUEM FORA **


** Joguem Fora **

***
Dizem que é hoje
Que o ano inicia
Depois do carnaval
Após a grande folia
Do cansaço em demasia

Revire suas gavetas
Olhe nas prateleiras
Bem no fundo do baú
No cantinho escondido
Lá no seu esconderijo

Jogue fora suas mágoas
Desejos mal resolvidos
Sonhos que se perderam
Ódio bem reprimido
A mágoa ali contida

Espane, lave o local
Com a alma purificada
Com o sabão do perdão
Com detergente branquinho
Dê lustre ao seu coração

Renove seus pensamentos
Com um olhar acolhedor
Um sorriso de alegria
Com a consciência tranqüila
Ao caminhar nos seus dias

Assim, mais anos terás.
A vida lhe sorrirá.
Se o amor não brotar
Ofereça seu amor
O que ofertamos retornará

*****

Sogueira

domingo, fevereiro 18, 2007

** ESCREVES ... II **


Escreves... II
***
Aonde a mente exigir
No livro, na areia do mar,
No caderno escolar
Só não deixas tua mente
Atrofiar teu pensar

Escreves em todo lugar
Na canção, na poesia
Fala da vida, do lar
Do amor, do mundo
Dos problemas do lugar

Das flores, da lua
Do seu perfume a exalar
Do sol brilhante no ar
Do mar revolto, imponente
Só não vale, não pensar

Registras tua escrita
Na prosa, na poesia
Com sentimento, saudade
Amizade, dor, alegria
À noite, à tarde ou de dia

Só não deixas que o vazio
Que os sonhos impossíveis
Os desenganos sombrios
A saudade impertinente
Tome conta dos teus dias

Se alguém não gostar
Do tema escolhido
Do teu modo de pensar
Outro alguém irá gostar
Há gostos e gostos, há!...
*****
Sogueira

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

** AS CICATRIZES***


** As Cicatrizes **
***
Vestígios que o tempo deixou
Marcas, oculta na mente,
Sopradas ao vento corrente
Desfaz-se em pó levemente

Às vezes corte profundo
Outras, riscos na pele.
O sentimento registra
Fenece, declina bem leve

São carimbos impressos
Que o tempo restitui
Distintivo ao alcance
A cada fenda que flui

A tinta a ser marcada
Escolha a que desbota
Assim uma tênue lavagem
Arrasta, nem marca s’nota.

Pincele todas as marcas
Com o branco do perdão
Seu coração pousa leve
Viaja noutro refrão
*****
Sogueira

** MEU REFLEXO **


** Meu Reflexo **
***
Mirei-me no espelho, de frente.
Para o perfil não ofuscar
Metade de mim descontente
Refletida no olhar, a indagar

Tempos despóticos, inquisição no ar
Anseios afogados, sem desfechos
Turbilhão de contentamentos vagos
Desfeito na plenitude dos desejos

Face marcada pelo tempo
Revivendo anos decorridos
Lembranças não distantes, sombrias
Espelhada nos espaços percorridos

Passividade navegada dia a dia
Inércia de mãos dadas seguia
Indiferente ao brilho passageiro
Da juventude ofuscada em demasia

O que vale ser vivido!
No imaginário que nos guia
Na realidade que domina
No futuro indefinido?

Futuro é sempre o presente
Cada minuto, momento velado
No espelho que reflete
Sem resgate do passado
*****
Sogueira

quarta-feira, janeiro 24, 2007

** A VIDA **


** A Vida **

***
É uma grande cilada
Manobra, engana, seduz
Oras caminha seguro
Oras veredas sem luz

Há vidas de sublimação
De glamour, de requintes
E vidas tão desditosas
De cabana, de pedinte

Vida de grandes amores
De adormecidas paixões
Outras de tão dissabores
Desamor, desilusão

Na crisálida da vida
Surgem ninfas borboletas
Outras saem do casulo
Destruindo a natureza

A vida é um templo sagrado
Portas de saída e entrada
A chave de cada porta
É por cada mão comandada

A vida é uma grande mistura
De loucura e lucidez
De sentimentos confusos
De incertezas, de talvez...

*****

Sogueira

domingo, janeiro 21, 2007

* O QUE EU AMO*

O por do sol no meu sertão
***
* O Que Eu Amo? *
***
Amo a natureza
Que me inspira beleza
A vida, os animais
Tudo que bem nos traz

Amo a alegria
O sorriso, a simpatia
A terra na chuva molhada
Com cheiro de planta cuidada

Amo a sinceridade
Os bons de coração
Dispenso toda maldade
Que desola o coração

Amo um abraço sincero
Um beijo de puro amor
Um cuidado sem desvelo
Só pra dizer: eu estou

Amo a pessoa herói
Que não se deixa abalar
Ergue-se sempre que cai
Dá a mão a quem precisar

Amo a honestidade
Que inspira confiança
Perpetua nosso sonho
Que cultiva esperança

Amo ser amada
De fé e de coração
No olho, olhando assim
Tu és a minha paixão
***
Sogueira

sexta-feira, janeiro 12, 2007

A FORÇA DA NATUREZA


*A Força da Natureza *
*****
Longa era a praia de areia
Litoral onde a vista alcançava
Multidão com olhares de sereia
Banhando a terra crianças brincavam

Ondas gigantescas esvoaçavam
Surfistas enroscando-se no ar
Todos atentos admiravam
A coragem, a beleza do mar

Anos seguidos de esplendor
Neste espetáculo natural
Desfeito ao olhar do espectador
Cobrindo a praia e beleza do areal

As ondas debatem-se entre pedras
Força bruta, Icaraí perde a festa.
*****
Sogueira

Obs. Estive no Icaraí e as exuberantes
ondas já chegaram ao pé das barracas
destruindo toda a praia de areia. 7/01/2007


** MEU VÔO **


** Meu Vôo **
***
Não consegui pousar
Em nenhum porto seguro
Campo vasto inconseqüente
Buscando espaço obscuro

Podaram minhas asas
Em toda adolescência
O tempo passou incólume
Pedindo abrigo, clemência

Às vezes pouso em arbusto
É frágil pode quebrar
Uma árvore bem frondosa
Nem tudo pode ofertar

Há vôos leves, indecisos
Munidos de pedregulhos
Outros, espinhos ocultos
Encapados sem barulhos

Enquanto asas eu tiver
Muito espaço para voar
Coração pra palpitar
Lucidez no meu pensar
Viverei em pleno ar
***
Sogueira

segunda-feira, janeiro 01, 2007

*** 2007 ***


*** 2007 ***
***
2 – Dois se completam
O – Ontem, hoje e sempre
O – Onde o sonho vê lirismo
7 – Sete cores do arco-íris

P – Paz a todos os presentes
A – Ao mundo cheio de amor
Z – zero em dissabor

S – Saúde, firmeza na luta
A – Apostolados na fé
Ú – Unidos sempre vencemos
D – Deus, caminho mais perto
E – Ele é caminho de certo

A – Acompanhados de amizades
M – Movidos de lealdade
O – O Ano Novo de planos
R - Reforcemos nossos ânimos
*****
Feliz 2007, saúde a todos do CRP
E leitores destas letras.
Sogueira

** EU POSSO **


** Eu Posso ***
***
Olhar-te com ternura
Afagar-te os cabelos
Animar-te com doçura

Dá meu ombro amigo
Oferecer-te um sorriso
Dias, noites seguidas

Posso até te embalar
Numa rede sertaneja
Pra teu sonho encantar

Ao teu lado caminhar
Ouvir-te sem te olvidar
Ser amiga até bastar

Só não posso te ofertar
Amor dos enamorados
Se ao coração é negado

Amor é sentimento criado
Nascido e bem ocultado
Sozinho batendo calado

É um olhar que domina
Uma emoção que não finda
É o despertar como sina

É viver de contentamento
Sentir o que o outro não sente
Sorrir ao sabor do vento
*****
Sogueira

** MAIS UM ANO **


*Mais Um Ano*
***
Dias lentos, às vezes rápidos
Corações acelerados ou adormecidos
Esperança de um olhar perdido
Dos refúgios dos lares esquecidos

Minutos contados, segundos rezados
Horas esperadas, mudanças bem-vindas
Esconde-se o tempo ocupando o dia
Burlando cada hora transferida

Os dias, viraram rotina
O trabalho embalando a vida
Sorriso em perspectiva
Conspirando com a travessia

Multiplicaram as crianças
Com a profecia da Bíblia
Sem saber do ocultismo
Do destino que as guia

Que feitiço nos envolve
Cada dia que inicia
Todo natal que anuncia
Em cada ano uma euforia

Lutas seguidas atropelando a lida
A multidão transita despercebida
A violência é meta cumprida
Lado a lado com a alegria

Mais um ano arrastamos
Fardo pesado que nos guia
Levam-nos os anos somente?
Ou o levamos a cada dia?

Desperta o primeiro dia
Calmaria, mente vazia
Perdendo ou ganhando
A esperança principia.
*****
Sogueira

sexta-feira, dezembro 29, 2006

MEU SERTÃO É ASSIM


*Meu Sertão é Assim*
*****
Águas barrentas correndo
Nas enchentes do Francisco
Galhos, árvores perfazendo,
Viajando em desatino

Barreiras abrindo fendas
Dando passagem as águas
Que volumosas s’aproximam
Buscando quintal das casas

Alaga toda pastagem
Alimento da boiada
Quando as águas rebaixarem
A vazante é consagrada

A criançada se banha
Despida, ao longo do rio,
Com seu nado delirante
Cada braço um desafio

As aves alegres voam
Aconchegando-se ao ninho
Protegendo seu filhote
Enfrentando o desafio

É tanta beleza vista
Das lembranças do lugar
Às vezes sempre pergunto
Por que tudo abandonar?

A natureza é assim
Dá muito, ora desfaz
Ou tudo está certinho
Tudo no tempo e lugar?
*****
Sogueira



segunda-feira, dezembro 25, 2006

* FINDOU O NATAL*


**Findou o Natal**
*****
Findou o Natal
Amanheceu o dia
Olhar indagou
Será outro dia?
Dividiram o ano
Em pedaços e dúzias
Lutas, vitórias
Cansaços seguidos
Fracassos, desânimos
Amores perdidos
Mas vem o natal!
Mudanças, conquistas
Virá outro ano
Trazendo delícias
Festejos, enfeites
Coloridos na vida
É preciso o natal
Pra mudanças pedidas
Presentes trocamos
Beijamos, abraçamos
Lágrimas rolando
Sorrisos infinitos
Comida na mesa
Amigos bem-vindos
E a oração do “Menino”?
Façamos é lindo
As mãos se cruzam
Pai Nosso, oh! Jesus
Perdoa, reconcilia,
Pela mãe que é Maria
Traz vida aos aflitos
Todo ano é conquista
Renova este vida.
Amanheceu o dia...
Olhar indagou ...
É o mesmo dia...
***
Sogueira

quinta-feira, dezembro 21, 2006

*** SE ***

Paisagem do caminho do meu sertão
sábado
***
*** Se ***
***
Se não houver sorrisos
Vale um olhar carinhoso
Um cumprimento dengoso
Uma palavra amistosa

Se não chover no lugar
O tempo não vai parar
O vento não deixa de soprar
A vida continua a andar

Se o eclipse cobrir o sol
A terra não deixa de girar
A lua segue a brilhar
Os astros desfilam no ar

Se faltar amor na vida
O coração não para de pulsar
O pensamento continua registrar
O intelecto é templo a captar

Se o problema persistir
A vida continua a caminhada
Os fracos desistem da jornada
Os fortes continuam em disparada
***
Sogueira

quarta-feira, dezembro 20, 2006

*NATAL FELIZ 2006*


**Natal Feliz 2006**
*****
N – Natal, nascimento, renascer
A – Aniversário de Jesus se fez crescer
T - Tradição que o mundo cativou
A - Aureolado, sublimado com amor
L – Levamos a mensagem ao criador

F – Festejamos esta data grandiosa
E – Elevamos ao Céu nosso louvor
L – Libertamos as correntes enganosas
I – Irmanados com o mesmo grande ardor
Z – Zelando teu nome, oh! Senhor

2 – Dois mil anos já passamos
0 –O mesmo sentimento e emoção
0 – Orações com vozes declamamos
6 – Seis horas... O Ângelo... tempo de oração
*****
Sogueira

sexta-feira, dezembro 15, 2006

QUANDO AS LUZES APAGAM


*Quando as Luzes Apagam*
*****
A cortina cai
O show termina
O palhaço se recolhe
O sorriso acaba
A platéia se retira
Os problemas retornam
O sentimento aviva
A cidade se agita
Fecha o sinal da esquina
O coração palpita
O delinqüente aproxima
O guarda apita
O desfecho é rotina
O pedestre desvia
A multidão transita
A criança observa
Desperta pra vida
Indaga da mãe
Por que tanta sina?
São coisas da vida
O homem é cruel
Na origem da vida
É o pior animal
Sem civilização
Sem estima
Aprenda a defesa
Creia em Deus
Continue o caminho
*****
SonaiNogueira *sogueira *

Por pura coincidência, ontem à tardinha, estava
fazendo este poema e as luzes do Dr. Valdo Pessoa ,
apagaram. Ele foi baleado por dois assaltantes, na
clínica a pouca distância da minha residência.
Era oftalmologista e Presidente do Instituto dos
Cegos em Fortaleza. Deus o tenha.


* SONHA CRIANÇA*


**Sonha Criança**
*****
Sonha Criança
Sonha, o sol já sumiu
Foi pra outras paragens
Seu tempo cumpriu

Sonha, a noite parou.
A cidade dormiu
O silêncio chegou

Sonha, as estrelas cintilam
Desenham teus sonhos
De cores bem vivas

Sonha, a vida te espera
Teus passos são longos
A estrada é bem reta

Sonha, sorrindo estás
Com certeza os anjos
Vigiam teu lar

Sonha, sem pesadelos
Enquanto és criança
Levantas castelos

Sonha, a vida é longa
Às vezes bem curta
A manhã já desperta
***
Sogueira

sábado, novembro 18, 2006

* RENDO-ME OH! SENHOR*


* Rendo-me Oh! Senhor *
*****
Rendo-me, oh! Grande Deus
À tua força, que superior
As minhas forças ocultas
Subjuga-me como ser inferior

Nada posso, um pouco optar
Quando o caminho escolhido
É desnorteado da rota
E meus passos redimidos

Nada posso mesmo mudar
Quando teu olhar me fita
E destina-me a seguir teu olhar

Nada posso sequer pedir
Quando tua forte vontade
É meu livre arbítrio sucumbir
*****
Sogueira

quarta-feira, novembro 15, 2006

* DIA DA BANDEIRA *


** Dia da Bandeira **
*****
Bandeira do Brasil Império
Com cores, verde amarelo
Símbolo meio nacional
Tremulas ao vento liberta

Bandeira bem brasileira
Com cores já definidas
Branco, verde, amarelo,
Azul, do céu das conquistas

Hasteada sempre impera
Nas cerimônias, campos e festas
Nas fronteiras desta terra

Patriotismo que encerra
Ordem almejada nos resta
Progresso contínuo se eleva
*****
Sogueira

* PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA*


*Proclamação da República*
$ 15 de Novembro 1889 $
*****
P – Proclamamos a República
R – Rompemos com a Monarquia
O – Outra forma de governo
C – Conduzindo nossa vida
L – Libertamos os cordões
A – Alicerçamos a vitória
M – Morrendo a herança advinda
A – Aceitada em nossa história
Ç - Caminhou por vários anos
A - Autorizando a nação
O – Obedecendo aos padrões

D – Difundir nossas metas
A – Avante é nosso lema
R – Reconstruir nosso povo
E – Esplendente de emoção
P – Progresso que conquistamos
U – Ultimato em nossas mãos
B – Brasilidade e esperança
L – Levamos em guarnição
I – Independência e perícia
C – Conduzindo a juventude
A – Aos trabalhos e conquistas
*****
Sogueira

domingo, novembro 12, 2006

** ABAIXO DO CÉU **


** Abaixo do Céu **
*****
Teu poder é infinito
A vida se tornará eterna
Com todo potencial de origem
Tua beleza não apagará
Com a mesquinhez do tempo
O brilho do teu olho reluzirá
Sempre com brilho permanente

Tuas mãos são sempre firmes
Para acariciar um rosto
Que abaixo do Céu, tempo irrestrito
Permanecerão presas as lembranças
Da imagem da mulher querida
Como espuma do mar
Da beleza de Afrodite

És um Deus no Olimpo
Cultuando o templo do amor
Sacrário das lembranças perdidas
Vento que sopra além da vida
Luar sem nuvens definidas
Um sonho sem pesadelos vividos
*****
Sogueira

* DORME TE GUARDO *


# Dorme te Guardo #
*****
Velarei teu sono tranqüilo
Se assim tu desejares
Ouvirei teu coração compassado
Quando adormecida ficares

Levarei luz do luar
Para iluminar teu semblante
E as estrelas luzentes
Cintilando a todo instante

Levarei ao sopro do vento
Como um concerto de Bach
Suave murmúrio e sussurro
Musicando ao te acordar

Promessas vãs que morreram
Disseminadas por vagar
Noutro mar era navegado
Quem pode o coração ordenar

Os sonhos foram dispersos
Corações fragmentados
Um por rotas distantes
Outro sem sentir saudade
*****
Sogueira

$ CORAÇÃO APOSENTADO $


* Coração Aposentado *
*****
Pedi ao coração
Uma aposentadoria leal
Atendeu logo de mão
Com certificado final

Pedi também umas vacinas
De amores mal resolvidos
De sentimentos confusos
Mentiras, enganos: proibidos

Oh! coração desleal
Promete juras sem fim
Abre-se a cada carinho

Mas teima sem compaixão
Dá vacinas sem efeito
Bate, acelera sem jeito.
*****
Sogueira

** EU MINTO **


** Eu Minto **
***
Minto logo bem cedo
No despertar da manhã
Penso cheia de medo
Que és meu único fã

Minto aos meus pensamentos
Sem tantos desejos contidos
Para cobrar-te mais tarde
Teus sentimentos perdidos

Minto que tenho ciúmes
Engano os pensamentos meus
Dó dos sentimentos teus

Traio em pensamentos
Buscando amor verdadeiro
Consolo dos meus anseios
*****
Sogueira

$ INGRATTO TEMPO $



*Ingrato tempo *
*****
Pus-me a esperar...
Horas sem finito
Minutos dispersos
Segundos eternos
O inverno choveu
A enchente voltou
O rio secou
O outono surgiu
A primavera sorriu
A flor murchou
A vida caminhou
Amores surgiram
Crianças vingaram
O jardim floriu
A cidade cresceu
O povo sofreu
A felicidade falhou
A espera sucumbiu
O consolo acomodou
A mente resignou
O barco partiu
A lágrima caiu
Levou meu amor
Só saudade ficou
*****
Sogueira

sábado, novembro 04, 2006

* DIA DA CULTURA *


* Dia da Cultura *
05 de Novembro
*****

Cultura de cultivar
Origem de “colore”
Atividades agrícolas
Princípio que pode falar
Cultura espiritual
Do espírito, homem real

Cultura do homem erudito
Do letrado do saber
Das buscas continuadas
Da criação
Invenção
Artesanal
Costume em variação
Desde o homem primitivo
A mais simples invenção

Das mais variadas cores
Branca, negra, amarela
Do mestiço em construção
Ao índio desta nação
Toda criação é cultura
Trazida da imigração

Toda raça tem cultura
Tradição acompanhada
Toda idéia adquirida
É instrumento repassado
Para as nações futuras
Oral
Escrito
Inspirado
Por poetas, cantando,
Colorindo com versos
Toda cultura criada

Cultura sem palavra
Do silêncio das mãos
Modelando cada época
Prédios
Comidas
Artesanal
Caracterizando uma raça
Uma momento, um espaço
Formando a cultura atual
Sonia Nogueira *sogueira *

Obs. Esta data foi criada para
homenagear uma grande figura
das letras e expressão da nossa
história “ Rui Barbosa”. É a data
do seu nascimento.