sexta-feira, abril 09, 2010

*IX BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO


-IX Bienal Internacional do Livro terá início no dia 09 de abril,
Sexta-feira e se estenderá até o dia 19 de abril. No Centro de
Convenções. Fortaleza Ceará
-No dia 14 de abril o lançamento do livro, “Datas Comemorativas
em Poesias” Da autora Sonia Nogueira. Horário 15:00h
Ficarei contente com sua presença.
-Quer lê um poema? Ao chegar lá abra o livro, escolha um poema
vá ao microfone e recite uma poesia.
Local, Bloco C, Estande 40 em frente ao Hull do auditório central

* “Em homenagem ao Centenário Rachel de Queiroz, encenaremos
a peça, “Não me Deixe” numa meta linguagem, do Livro “O Quinze”,
de Rachel de Queiroz. Será no dia 17/04/2010, (sábado) no horário
de 18:30h às 19:30h. no Centro de Convenções. (Hall do Auditório
Central) Especial do Abraço Literário do SESC. Com o Grupo
Cresce. Direção de Eurico Bivar Não percam.

Haverá recital de poesias: Grupo, Abraço Literário, SESC Na Bienal
Abs.
SoniaNogueira

sábado, fevereiro 06, 2010

*DEUS


*Deus*

Oh, Deus da Divina criação
Os teus mistérios fogem a mim
Sou tão pequenina e num refrão
Peço uma rosa em cada jasmim

Que exale no ar o meso aroma
Abra a porta que não tem chave
Multiplique, divida e na soma
Una irmãos derrube entraves

Não sei explicar com tal dimensão
O mal com tanta força e poder
O bem no contrapeso e ação
Numa luta corpo a corpo a crer

As águas lavando a terra bruta
O grito sem proteção, conflito
Olho na natureza que astuta
Domina para equilíbrio contrito

Dá-me sabedoria nada sei
O homem cria, inventa, escreve
Às vezes rio do dilema lei
Convincente pra tudo prescreve

De tão imenso a força universo
Que as letras somem na multidão
Como reles pontos em reverso
Cabisbaixo Deus rir da ilusão

SoniaNogueira

quarta-feira, dezembro 30, 2009

*DOIS MIL E DEZ

Dois Mil e Dez

Criaram os meses e os anos
Para marcar no calendário
Sonhos, alegrias desenganos
Também na mala o abecedário

É assim, no passado, presente
No futuro o mesmo rosário
De tão gasta as contas prende
A mente no mesmo diário:

Riso que traz felicidade
Dor entrando sem licença
Amor com gosto de saudade
Saúde mendigando presença

Criança esbanjando alegria
Outras sem saber a que veio
Pedinte nascendo todo dia
Mendigo, droga e devaneio

Deus dividindo os cristãos
Guerras que nunca apagaram
Do homem o poder das mãos
As terras doadas esmagaram

O conserto perdeu direção
Não sabe que rumo tomar
Vamos agora à comunhão
Cada qual seu papel planejar

Limpar o lixo das entranhas
Amar como se fosse dever
Abraçar as causas tamanhas
Que faça a mente crescer

Caminhar numa nova era
Fazer do bem uma armadilha
Pra que no sopro da atmosfera
Respiremos a mesma partilha

Chegamos dois mil e dez
Passamos mais uma ponte
Banhadas da cabeça aos pés
Na esperança de ir à fonte

Do amor redentor da paz
Dos amigos como esteio
Desejo a todos, ano eficaz
Saúde, carinho e bolso cheio

Feliz 2010

SoniaNogueira

quarta-feira, dezembro 02, 2009

*OLHANDO O MAR

Em comemoração aos 4 anos da Rádio Claretiana FM,
foi realizado o I Concurso de Poesias. Foram recebidas
poesias de várias cidades do Brasil e as mesmas foram
julgadas pelos jurados:
-Odenir Ferro: escritor e poeta
-Prof. José Antônio Carlos David Chagas: professor, jornalista,
consultor em educação, cultura e comunicação social e especializado
em literaturas em língua portuguesa e educação
-Renato Tobaldini: gerente da franquia Livraria Siciliano em Rio Claro


1° lugar
Título: Olhando o Mar
Autora: Sonia Nogueira

Olhado as ondas em igual tortura
O pensamento pousa embevecida
No sonho mudo de eterna mistura
Contemplação outrora indefinida

A visão fixa acompanha o bailado
Do líquido ondulado que flutua
Num vai e vem em hino copulado
De letra e canção sonata e lua

O sol declina no ocaso indiscreto
Na ânsia incontida de perenizar
Ao menos o fito da lua enamorada
Platônico amor da sina ao ocultar

Do sonho pretérito, acobertado
Distando o coração campo exilado
Deserto de miragens sono e fado
Roçando o coração frágil cansado

Toda emoção envolta na penumbra
Dormita num suave pesadelo
Abrindo confissão em vão desaba
Lágrima e riso flutuam em duelo

O vento uiva na imensidão do ocaso
Na face, a brisa ativa sonho infantes
Sem validade vencida em curto prazo
De paixões que nunca foram amantes

À noite dormitando disfarçada
Murmura em oração qual romeiro
A voz no meu peito se amordaça
No tempo infiel trágico traiçoeiro


Sonia Nogueira

segunda-feira, novembro 02, 2009

* O MELHOR LUGAR


*O Melhor Lugar*

É quando estou contigo ao luar
Nas noites de sonhares colorido
Mesmo que o Céu roube o estrelar
Meu sonho está de leve investido

No lar que faz da casa o segredo
Revela em cada canto uma emoção
Silêncio que emudece num enredo
No olhar do objeto em comunhão

A praça vento e som pernoitando
Na sinfonia evocação e saudade
O coração ritmado recordando

O tempo que deixa em cada ida
Rastro de penitência e confrade
Da volta que nunca foi preterida
***
SoniaNogueira

sábado, setembro 19, 2009

*GOTA A GOTA*

Cada Gota

*

Lembro daquela tarde na varanda

O vento rugia feito fera enjaulada

As nuvens unindo-se na tormenta

As gotas se libertando da placenta

*
Suave com chuviscos delicados

Numa radiação fraca disfarçada

No olhar inquieto fez-se morada

Sobre a janela, coração acelerado

*
Aos poucos cada gota sobre o teto

Acelerou num murmúrio vibrante

Transformou o sentimento gigante

Numa labareda canto, frio e pele

*
Gota a gota o sentimento aflorou

Na tempestade o amor enraizou

SoniaNogueira

*

segunda-feira, setembro 07, 2009

*BRASIL DE CONTRASTES*

Brasil de Contrastes*
187 anos de Independência
*
Brasil, povo de todas as cores

Branco, negro, pardo, amarelo

Amamos-te por teus valores

Pela grandeza és rico e belo

Mesmo que as rusgas marquem

Estamos contigo em vantagem


Basta olhar tua tela viva e bela

A vegetação no verdor dos anos

A mão que te corta te revela

Uma nação de penhores danos

Rouba de ti a vida sem replante

Morre aterra fenece o gigante


Tanta beleza correndo nos leitos

Água em demasia te banha rindo

Mas a toalha que cobre teus feitos

Clama por limpeza filtro bem-vindo

O canto das aves de cantar sonoro

Escreva na letra piedade imploro


Independência ou morte foi o grito

Registro arquivado em alfarrábio

No desfile-festejo o povo contrito

Revela na lágrima um povo sábio

Em vão o progresso eleva a nação

Teus servos peitam na contramão


Sete de setembro lutas conquistas

Somos de ti Brasil cativos amantes

Teu sol parece mais claro as vistas

Mesmo com mazelas gritantes

És meu Brasil do gol, do sambista

Da terra fértil do amor conquista

SoniaNogueira




sábado, setembro 05, 2009

Essa Loucura


Essa Loucra
*
Essa loucura que certo nos engana
Posto no olhar que de longe é chama
Balanceia o corpo, a pele se proclama
Feito lavra derretida que se emana

Na terra dos sonhares e encantos
Entregue cada gesto em servidão
Centelha vai guindo a emoção
Sem freio e critérios tantos tantos

Não sei onde esconder a teimosia
De amar-te dia a dia no silêncio
A alma já cansada no ocioso
Desgasta sem roteiro a fantasia

Loucura é não saber como olvidar
Mais ainda iludir o verbo amar

Soniogueira

sexta-feira, agosto 07, 2009

*AO MEU PAI*


*Ao Meu Pai*
............. / .\. \.....A-Aqui saudades guardadas

........... / . . \ ..\ ..O-O tempo nunca apagou

......... / . . . `\ ..\..M-Memória que se projetou

........ . . . . . . ..E-Em cada pedaço, adubadas

......... \ . . . ./ . ./.U-Uma raiz firmada que dura

........... `=(\ /.=.....P-Pai, em momentos de amor

............. `-;`.-.....A-Ainda conserva em verdor

................ _.-'..I-Imagem que tempo não cura.

............ ,_ \_,/..S-Sentado na velha calçada

........ , .... \........A-A tarde com o sol findo

...... \ \ ,. /......U-Um olhar que se vestindo

....,.\` /.,Y\,......D-Da árdua labuta alçada

.....'-...'-._..\/.....A-Aonde a paz e a pureza.

........ >_.-`Y........D-Davam ao corpo morada

.............. ,_......E-E como flor que perfuma

................ \.....S-Serve de canto e ternura

................. ......S-Sim, pai em Deus a pousada

***

SoniaNogueira *sogueira*

sábado, junho 06, 2009

*PASSAGEIRA DO TEMPO*

*Passageira do Tempo*

Debruço-me aqui na contemplação
Na janela do olhar pequena fresta
Que fotografa em minuciosa ação
O desfilar da vida a página deserta

Sopra o vento sem prever obstáculos
Chora a chuva sobre a cidade confusa
Na reprodução dos animais imáculos
Gira o Planeta sem propaganda difusa

Gorjeia a ave postada no ninho
Põe-se o sol sem sair do plano alinho
Multiplica-se o cantar som indefinido

Que ornamenta o luar adormido
Na vigília o beijo dos enamorados
Rendo-me a emoção do tempo alado
I
Rendo-me a emoção do tempo alado
E viajo na amplidão do pensamento
Confessando ao coração despojado
Que a vida passa, urge alinhamento

Dos passos que procuram outro abraço
Da nudez da alma oculta em desalento
Pudera eu roubar-lhe o sopro dar o laço
Apagar da tela o rabisco em vazamento

Desenhar no quadro a paz como lema
A plenitude do amor que a terra clama
Lavar todo planeta dizimar a falena

Sem perder da estrada a reta, o prumo
Não deixar apagar da vela a chama
Preservar o amor, alumiar o rumo
***
Poema selecionado para a Coletânea
Ecos Machadiano, verso e prosa
Bahia - Salvador
***
Sonia Nogueira *sogueira*

quarta-feira, maio 27, 2009

*OS OPOSTOS SE ATRAEM?*


*Os Opostos se Atraem?*

Sou a temperança que acalma
Tu és a explosão que fulmina
Somos dois ritos duas almas
Farois com olhar que alumina

Um voa no pouso que constroi
O outro na aventura andante
Naquele a base que não destroi
Neste um passageiro ambulante

Faço da vida uma inspiração
Viagem única sem retorno
Fazes do eterno a contramão
Das benesses raro estorno

Somos como o sol e o luar
Um clareia o outro, fita o mar
***
Sonia Nogueira *sogueira*

sábado, maio 16, 2009

*FRASES*


*Dúvidas? *

Não confunda caráter com santidade,
dignidade com conservadorismo,
respeito com desprezo,
amor com sexo,
paixão com amor...
*
*Incertezas?*
Na dúvida consulte o coração ele é seu
melhor guia, quando o sentimento
é verdadeiro
*

*A Leitura*
A leitura e como um rio cheio de vertentes,
desemboca onde houver um logradouro
de grande profundidade
e bom acolhimento.
*

*A Poesia*
A poesia é a arte de catalogar sentimentos.
É como um paladar apurado,
para cada gosto um
sabor diferente.
*
Sonia Nogueira *sogueira*

*DA JANELA DO ÔNIBUS*


*Na Janela do Ônibus*

As ruas correm emparelhadas
O vento sopra no rosto suado
Passos na calçada num vai-vem
Transitam com rapidez assustado
Corre menino se perderes o trem
O patrão corta teu ponto irado

Fala o pipoqueiro entusiasta
Olha a pipoca quentinha agora
A moça aproxima-se com a pasta
O meliante furta sem demora
O povo vê o safado que arrasta
Nada faz se o canivete manobra

Um casal no poste recostado
Unem bocas corpos e braços
Imune aos olhos ali postados
Perde condução neste amasso
A chuva cai os dois disparados
Sorriem e correm abraçados

O carro ultrapassa sem licença
O guarda apita é certa a multa
Na esquina o grito faz presença
O pneu risca o asfalto na rua
O transeunte curioso fervença
A passagem livre a vida continua

Sonia Nogueira *sogueira*

segunda-feira, abril 27, 2009

POETRIX - *FITAS-ME*


*Fitas-me*

Fitas-me com languidez
corpo estremece mudo
registro que nunca apaga

*Tua Palavra*

Tua palavra é como chuva
respinga com suavidade
frutifica na pele sorve umidade

*O Pensamento*

Teu pensamento em telepatia
adentra ao meu sem pedir licença
e tatua na lembrança estou aqui

Sonia Nogueira *sogueira*

quinta-feira, abril 23, 2009

*DIA INTERNACIONAL DO LIRVRO*


* Dia Internacional do Livro*

23 de abril

Sou para ti leitor um abecedário
Necessitando do teu olhar zeloso
Pra sugar de mim como dicionário
Todos os saberes o mais pomposo

Sou teu amigo na alegria na dor
Desde o primeiro ensinamento
Com garatujas rabiscos de cor
Acompanho-te em todo momento

Trago em meus arquivos mudos
A linguagem universal das línguas
Germino saber a mudos e surdos
No braile ou na mímica interlíngua

Deixa-me habitar teu mundo são
Está no teu quarto, na cabeceira
Na tua bolsa eu nunca seja vão
Mas uma relíquia, direção, viseira.

Sou indefeso carente de proteção
Protege-me da sanha da chuva
De riscos e sol, rasgado no chão
Encapa-me como filho coruja

Sem mim o mundo fica iletrado
Sem registro sem passado história
Sou teu livro, teu mundo, teu fado
Sem mim toda a vida é inglória

Sonia Nogueira *sogueira*

segunda-feira, abril 20, 2009

*ESPERO SUA LIGAÇÃO*

Foto cedida por Roberto

EU ESPERO A SUA LIGAÇÃO
ROBERTO ROMANELLI MAIA

O telefone toca.
Do outro lado alguém na linha.
E eu a espera de ouvir a voz
de quem tanto desejo, quero e amo.
Sim, atendo na certeza que é ela.
E que a minha amada amante, mais uma vez,
não me fará esperar pela sua presença
e por seu amar.
Ela perceberá a urgência com que sinto a falta
de seu corpo e de sua alma, junto a mim.
Sim, aqui, do outro lado da linha, estou só.
Sozinho.
A espera da presença dela.
Dela que é a minha menina e mulher.
E minha única paixão.
Desse meu amor procurado e encontrado
num momento de rara inspiração.
Sim, eu sou a antena que capta todos os sinais,
de desejo e de amor,
neste mágico radar instalado no meu coração.
Para que ao atender não ouça mais a voz
do meu SOS, solidão.

Roberto Romanelli

Toca o telefone ao anoitecer
Passo ligeiro que se aproxima
Mesmo na distância sob a surdina
Não era a tua voz para abastecer

A sala silenciosa na noite fria
Com os pingos d’água saltitando
Caindo sobre a janela deslizando
Como uma canção em melodia

Outro toque cai sem mais anseio
Aonde os passos vãos silenciosos
Outra voz cortando sons verbosos
De outra voz que soa sem rodeio

A chuva continua sobre o telhado
Num murmúrio suave ao céu alado

Sonia Nogueira

sexta-feira, abril 03, 2009

*FRASES*


*Caminho*

Não há caminho sem pedra, nem amor
sem obstáculo, mas há quatro mãos para afastar
a pedra e duas sabedorias para fazer do amor
a escolha certa para a felicidade.

*Confiança*

O maior caminho para o amor é a confiança
e a segurança de sentir-se amado/a, porém
temos a certeza que em ambos a verdade
permanece oculta e a mentira
caminha a tiracolo.

*Algemas*

Cortadas as algemas nos libertamos da escravidão
temporal, mas não nos libertamos
das algemas espirituais.

Sonia Nogueira

quinta-feira, abril 02, 2009

*LÁGRIMAS QUE CAEM*


Foto cedida por Roberto Romanelli

LÁGRIMAS QUE CAEM...
ROBERTO ROMANELLI MAIA

Lágrimas caem e molham o rosto de uma Mulher...
Porque será?...
Alguém sabe a razão?...
E se, agora, não existe um homem que às enxugue,
mesmo que seja com um suave lenço de papel,
saiba querida, que eu estou aqui para fazer
as suas lágrimas pararem...
Pois só assim o seu lindo sorriso
voltará a aparecer....
Em sua face, onde os seus olhos
só sabem ver e refletir paixão e amor...
Mas para isso acontecer saiba que eu estou aqui, querida,
para entender e consolar, você...
Dividindo ou somando emoções e sensações...
Mas, sobretudo, compartilhando,
momentos de tristezas e de alegrias...
Num milagre natural,
que possa fazer com que as suas lágrimas
se tornem puras e transparentes
como gotículas de cristal...
De inimaginável e rara magia e beleza...
Só, assim, elas secarão sem você sentir...
Sim, querida, para que não existam lágrimas
só existe um caminho ou uma saída...
Amarmos e sermos amados...
Nos amarmos...
Mas se, tantos homens, sequer sabem reconhecer
as nuances e as tonalidades de uma rosa
como conseguirão reconhecer e valorizar
a beleza interior de uma mulher...
Ou vê-la além e através da embalagem
e do papel para presente, que a envolve...
E do qual está prisioneira...
pois, a tanto, está condicionada ou obrigada...
Não, meu amor, a sensibilidade
e a alma deste poeta
não se encontra nos lugares
onde se troca o dia pela noite...
Nem nas baladas noturnas...
Ou em qualquer outro lugar rotineiro e previsível...
Ou em certos momentos repetitivos de minha vida...
Nem está a minha espera nos supermercados,
de uma cidade, de um bairro ou de um quarteirão...
Ela nasce ou não dentro de cada um de nós...
Mas nasce dentro daqueles que possuem o dom mágico
de ter, junto a si, a alegria, o choro, o riso, a amizade,
a confiança e, um sentimento, raro de encontrar:
O Amor com Verdade e Emoção...
E este só nasce e pode crescer
quando existe, de fato, e vem para, realmente,

ficar...
***
*Lágrimas que Caem*
A manhã hoje amanheceu suave
A saudade resguardada peito adentra
Uma saudade viajando sem entrave
A lágrima na espreita se apascenta

Já faz moradia na face contraída
É companheira infalível residente
Quer na chegada, riso ou partida
Faz da face cordilheira pendente

Na emoção, no abraço é rainha
Faz do olhar seu trono em ritual
Ainda que não desfile se aninha
Na quietude do coração, afinal

É ele seu amigo em cumplicidade
Solfeja e mesma canção e ritmo
Na alegria, na tristeza, na lealdade
São parceiros no ponto mais ínfimo

O amor, que nasce sem permissão
E faz do coração ninho e furacão

Sonia Nogueira *sogueira*

quarta-feira, abril 01, 2009

*SILÊNCIO*


*Silêncio*

Ficou o silêncio enamorando a alma
O vento calmo sussurrando ao ouvido
O galho sem viço desprendeu a palma
Rolou no chão, sem piedade banido

O encanto ocultou-se no mistério
A chuva beijou a janela disfarçada
Banhou o coração num refrigério
Que sossegado vigia a retomada

O dedilhar das páginas estão lentos
A inspiração como um lampejo rápido
Vagueia sonâmbulo abobamento
Sem o toque da voz de gosto sápido

Nas incertezas que da vida é lema
Só corações enamorados leem o tema

Sonia Nogueira *sogueira*

sábado, março 14, 2009

*DEFICIÊNCIA E LIBERDADE*

Dr Waldo Pessoa, Diretor
Alunos do Instituto dos Cegos

*Deficiência e Liberdade*

Da célula que se fez a vida
Multiplicou-se na árdua missão
Brotou e da semente prevista
Os seres homenagem da criação

E pela imperfeição da união
Nasceram alguns deficientes
E como premissa da missão
Segue a vida aos pertinentes

Não verão o profano da palavra
Nem ouvem a frase obscena
Mas fazem do tato a mão lavra
Da audição o estribilho da sena

Caso falte a voz sem eco no ar
Os braços para a escrita pousarem
Traz a mímica o tema para abordar
Mãos e pés pra na tela esculpirem

Quantos enxergam e não vêem
Outros com braços que não abraçam
Muitos com pernas que se deteem
E nas mãos as armas se enlaçam

Façam da vossa missão estandarte
Das mãos que os guiam comunhão
Das letras em Braile um baluarte
Do Instituto dos cegos a gratidão

Do Dr. Waldo Pessoa uma lembrança
Que deixou plantado, flor e bonança.

***
Sonia Nogueira *sogueira*
-Eu Poesia Contos e Crônicas
-No Reinode Siniho, infantil
-Livro Técnico

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

*SOBRE O HOMEM*

*Sobre o Homem*

Um tratado sobre o homem?
Quem há de desvendá-lo bem
Com capa de lobisomem
Na sexta-feira sempre vem
Feri-lo é ânsia dos humanos
Aboná-lo mira dos enganos

O que está detrás desta porta
Trancada com as sete chaves
Há correntes que não deporta
De todo tamanho e entraves
Nos genes, há força oculta
Na educação o cerne da culpa

Dos medos que vem da raiz
Na força o poder patriarcal
Do povo a sentença- juiz
Na palavra o poder Divinal
Em cada nação a história
Nos erros a culpa inglória

Qual a máxima da verdade
Nem os credos contradizem
Da criação em intensidade
Os modelos sempre dizem
Apenas o EU os olhos veem
Onde encontrar os que creem

Na multidão do anonimato
Os homens fazem-se deuses
Na palavra um réu caricato
Ou no passado dos adeuses
Vive o homem socialmente
Como um vidente carente

Faz das suas extravagâncias
O jantar perfeito com velas
Apagam todas as fragrâncias
Sem o colorido das telas
Ai do amor que sem destino
Perdeu-se na vaga desatino

Perdi os passos na multidão
Senhor mereço teu perdão
Construí uma história banal
Perdeu-se sob um vendaval
Na sabedoria das evidências
Fugi, sem asas, resistências
***
Sonia Nogueira *sogueira
-Eu Poesia Contos e Crônicas
-No Reino de Sininho, Infantil
-Livro Técnico

quinta-feira, novembro 20, 2008

*SEMANA DA AMIZADE*

*Semana da Amizade*
***
Quando o vendaval vem rápido
O caminho seguir uma vereda
O vento fugir num sopro trágico
Vem o amigo protege a queda

Quando o coração chorar a dor
O sorriso apagar a emoção
Só o verdadeiro amigo é credor
Oferta o ombro o aperto de mão

Amigo é quando nos houve
Perde tempo ao nosso lado
Quer na dor ou na alegria
O ombro é lugar sagrado

Quando estamos no poço
Amigo se esconde no muro
No ápice é sorriso em dobro
Bajulação, esmero, puro

Amigo é colheita na safra
É fruto verdinho no pasto
É mão estendida em lavra
Com sorriso de bom grado

Amigo de bem verdadeiro
É como remédio caseiro
Planta aguando o canteiro
Carta com tinta e tinteiro

Escreve a palavra certa
Anima, enaltece a moral
O peito está sempre aberto
Está no início meio e final

Aos meus amigos fiéis
Meu apreço e gratidão
Valem mais que mil réis
Parabéns amigo-irmão

Sonia Nogueira

Livros:
-Eu Poesia Contos e Crônicas
Livro Técnico
-No Reino de Sininho (infantil)
Editora Premius

sexta-feira, outubro 10, 2008

*DIA DO PROFESSOR*

*Dia do Professor*
***
Mais um ano do mestre educador
Que faz da sala a continuação do lar
Da educação um jardim, um pomar
Regando com a palavra de editor

Os saberes que moldam o crescer
Para a formatação fixar na mente
Num registro em campo bivalente
Arquivos, aptos para acender...

Como luz na claridade quer espaço
Para a educação atingir seus passos
Quer prioridade abraços expressos
Com urgência, não barrar o cansaço

Da espera que repousa nas gavetas
A educação é a mola, a base, o ar
Que não precisa parar, estacionar
É caminhada na reta sem curveta

Sustentáculo viável neste planeta
Precisa de mãos na lousa de giz
Critérios com capacidade motriz
Onde a ética repousa na ágil caneta

Que a luta prossiga, não seja inglória
Campo vasto dentro da História
Aplausos para nós, para ti, para eles
Parabéns ao educador sou um deles

Sonia Nogueira *sogueira*

-Eu Poesia Contos e Crônicas

-No Reino de Sinihos, infantil

-Livraria Livro Técnico










domingo, outubro 05, 2008

*O CÉU É O LIMITE*


*O Céu é o Limite*

Nasceste num olhar enamorado,
Cresceste a cada dia sem temores.
O luar foi testemunha, arrebatado.
Do encanto envolvendo dois amores.

O tempo este inefável companheiro,
Não apagou o cerne dos momentos.
Nem fechou a porta farta do celeiro,
Onde a semente em desbravamento.

Brotou para terra em adubo farto,
Glorificou o coração em chama ativa,
Como luz ascendendo progressiva.

Para que nosso amor em tempo exato,
Plenitude divinal como um convite,
Deixasse apenas o Céu como limite.

Sonia Nogueira *sogueira*

domingo, agosto 10, 2008

*AO MEU PAI*


*Ao Meu Pai*
***
Que lançou o sêmen fértil
Semeou a vida como lei
Colheu o fruto em tempo hábil
Multiplicou a espécie, fez-se rei

Mesclado de altivez e doçura
Meu herói, minha mãe, sina...
Do exemplo firmou sua estrutura
Era o sertão sua raiz, sua estima

Convivemos aqui longo tempo
A mente conserva os hábitos diários
O olhar verde, sorriso, o passo lento
Que embalou meu coração perdulário

Já sôfrego triturando a saudade
Oferta-te esta página amor lealdade
***
Sonia Nogueira
**
Do livro
Eu Poesia Contos e Crônicas
Livraria Livro Técnico

sábado, agosto 02, 2008

*NOITE INESQUECÍVEL*


*Noite Inesquecível *

***
Noite de autógrafo de rara grandeza
Do tamanho da minha simplicidade
Da altivez do abraço amigo em firmeza
O coração levará além o afeto, a bondade

Dos amigos que ofertaram o sorriso
A família que trouxe em fraternidade
A fortaleza de um coração desprovido
Do improviso imaturo na casualidade

Na inércia da ânsia contida sem vez
Omiti dos presentes, a palavra facultada
Na inexperiência destronei a solidez

Na noite inesquecível, da arte emoção
Primeiro filho nas profundezas visceral
Rasgou o útero eclodiu fiz-me real
***
Sonia Nogueira

Eu Poesia Contos e Crônicas
Livraria Livro Técnico


sábado, julho 26, 2008

*ENCONTRO DE ESCRITORES*

*Encontro de Poetas*
26/07/2008
***
Centro Cultural Oboé à tarde
Escritores e poetas a distância
Contato sem abraço que invade
Os amigos com laço em estância

O protocolo resistiu à rotina
Da palavra facultada despojada
Como se a palavra fosse sina
De uns poucos e ainda foi negada

Fez-se leitura d’outros poetas
Num sorteio e dádiva de livros
Teatro e aplausos que em festas
Falam numa ovação de estribilhos

A frieza da sala condicionada
Aliou-se ao individualismo, sós
Cada um contido sob a espada
E a palavra ocultou-se entre nós

Parece-me que o valor da cultura
Fugiu sem o enlace da união
Vagou como órfão na aculturação
A mão do saber rejeitou outra mão

Onde está a palavra em construção
O diálogo, a igualdade sem status
Valores são raízes sem demolição
Os saberes ali de aconchegos nus
***
Sonia Nogueira
***
Eu Poesia Contos e Crônicas
Centro de Arte e Cultura
Dragão do Mar
Dia 31/07/2008
Livraria Livro Técnico

sexta-feira, julho 11, 2008

*O PÁSSARO QUE VOOU*

*O Pássaro que Voou*
I
Nasceu sem as asas para voar
Sem o berço caro dos afortunados
Sob a choupana frágil do vagar
Indefeso sorte dos fracassados

O ninho a mercê das tempestades
Como alimento o mais vil dos pratos
Nas vestes ofertas das caridades
A miséria rondava os tempos fartos

Foram tantas mazelas recebidas
Que o coração como sina prevista
Sonhou alto no campo das conquistas
Valeu-se do maior bem à desventura

As “letras” o caminho sem fronteira
Na ruptura ilumina cai barreiras.

II
Na ruptura ilumina cai barreiras.
Força do saber rasgando os trilhos
Viagem que aos poucos sorrateira
Vai navegando, cada porto o brilho

É a arma valiosa em construção
Faz da palavra o culto do domínio
Eleva ao mais sublime uma nação
Ou no desfecho o muro do declínio
*
Foi nesta tela com esmero pintada
Que o pássaro criou asas e voou
Fez da palavra refúgio e morada
Divulga a arte, seu canto atuou.

Abriu a ponte, das trevas veio a luz
Poeta Valdeck Almeida de Jesus
***
Sogueira
A página do poeta baiano

domingo, julho 06, 2008

**GRATUIDADE**


*Gratuidade*
***
Na gratuidade sou destarte
Numa visão real da vida
Deixo aqui meu caro aparte
Reconhecimento, provida:
Da certeza que a natureza
É Baluarte e altiveza.

Na beleza das paisagens
O desfile no vôo das aves
Do oásis sublimes miragens
No espaço as aeronaves
No espetáculo dos rios
Na poluição perdendo brios

O Homem criatura mortal
Passageiro destino incerto
Ser corrupto abnormal
Tem domínio diz-se esperto
Altera o gene nasce o câncer
Cura, mata e o anticâncer?

Milhões de astros no espaço
Suspensos em movimentos
Deslocam-se sem cansaço
Em gravidade provimento
Gratificante ao meu olhar
Sol e luar beijando o mar

A fauna está dizimada
Na flora as árvores choram
Animais, em jaula ilhada
As toras da madeira rolam
Amazonas pulmão do mundo
Na calada qual moribundo

Esta beleza santa, rara
Desfilando em passarela
Uma criação Divina cara
Destruir tão nobre tela
Só ganância dos mortais
Estão visíveis, seus sinais
***
Sogueira
Eu Poesia, Contos e Crônicas
Lançamento este mês