sábado, fevereiro 06, 2010
*DEUS
quarta-feira, dezembro 30, 2009
*DOIS MIL E DEZ

Criaram os meses e os anos
Para marcar no calendário
Sonhos, alegrias desenganos
Também na mala o abecedário
É assim, no passado, presente
No futuro o mesmo rosário
De tão gasta as contas prende
A mente no mesmo diário:
Riso que traz felicidade
Dor entrando sem licença
Amor com gosto de saudade
Saúde mendigando presença
Criança esbanjando alegria
Outras sem saber a que veio
Pedinte nascendo todo dia
Mendigo, droga e devaneio
Deus dividindo os cristãos
Guerras que nunca apagaram
Do homem o poder das mãos
As terras doadas esmagaram
O conserto perdeu direção
Não sabe que rumo tomar
Vamos agora à comunhão
Cada qual seu papel planejar
Limpar o lixo das entranhas
Amar como se fosse dever
Abraçar as causas tamanhas
Que faça a mente crescer
Caminhar numa nova era
Fazer do bem uma armadilha
Pra que no sopro da atmosfera
Respiremos a mesma partilha
Chegamos dois mil e dez
Passamos mais uma ponte
Banhadas da cabeça aos pés
Na esperança de ir à fonte
Do amor redentor da paz
Dos amigos como esteio
Desejo a todos, ano eficaz
Saúde, carinho e bolso cheio
Feliz 2010
quarta-feira, dezembro 02, 2009
*OLHANDO O MAR

-Odenir Ferro: escritor e poeta
-Prof. José Antônio Carlos David Chagas: professor, jornalista,
-Renato Tobaldini: gerente da franquia Livraria Siciliano em Rio Claro
1° lugar
Título: Olhando o Mar
Autora: Sonia Nogueira
Olhado as ondas em igual tortura
O pensamento pousa embevecida
No sonho mudo de eterna mistura
Contemplação outrora indefinida
A visão fixa acompanha o bailado
Do líquido ondulado que flutua
Num vai e vem em hino copulado
De letra e canção sonata e lua
O sol declina no ocaso indiscreto
Na ânsia incontida de perenizar
Ao menos o fito da lua enamorada
Platônico amor da sina ao ocultar
Do sonho pretérito, acobertado
Distando o coração campo exilado
Deserto de miragens sono e fado
Roçando o coração frágil cansado
Toda emoção envolta na penumbra
Dormita num suave pesadelo
Abrindo confissão em vão desaba
Lágrima e riso flutuam em duelo
O vento uiva na imensidão do ocaso
Na face, a brisa ativa sonho infantes
Sem validade vencida em curto prazo
De paixões que nunca foram amantes
À noite dormitando disfarçada
Murmura em oração qual romeiro
A voz no meu peito se amordaça
No tempo infiel trágico traiçoeiro
segunda-feira, novembro 02, 2009
* O MELHOR LUGAR
Nas noites de sonhares colorido
Mesmo que o Céu roube o estrelar
Meu sonho está de leve investido
No lar que faz da casa o segredo
Revela em cada canto uma emoção
Silêncio que emudece num enredo
No olhar do objeto em comunhão
A praça vento e som pernoitando
Na sinfonia evocação e saudade
O coração ritmado recordando
O tempo que deixa em cada ida
Rastro de penitência e confrade
Da volta que nunca foi preterida
***
sábado, setembro 19, 2009
*GOTA A GOTA*

Suave com chuviscos delicados
Aos poucos cada gota sobre o teto
Gota a gota o sentimento aflorou
segunda-feira, setembro 07, 2009
*BRASIL DE CONTRASTES*
Branco, negro, pardo, amarelo
Amamos-te por teus valores
Pela grandeza és rico e belo
Mesmo que as rusgas marquem
Estamos contigo em vantagem
Basta olhar tua tela viva e bela
A vegetação no verdor dos anos
A mão que te corta te revela
Uma nação de penhores danos
Rouba de ti a vida sem replante
Morre aterra fenece o gigante
Tanta beleza correndo nos leitos
Água em demasia te banha rindo
Mas a toalha que cobre teus feitos
Clama por limpeza filtro bem-vindo
O canto das aves de cantar sonoro
Escreva na letra piedade imploro
Independência ou morte foi o grito
Registro arquivado em alfarrábio
No desfile-festejo o povo contrito
Revela na lágrima um povo sábio
Em vão o progresso eleva a nação
Teus servos peitam na contramão
Sete de setembro lutas conquistas
Somos de ti Brasil cativos amantes
Teu sol parece mais claro as vistas
Mesmo com mazelas gritantes
És meu Brasil do gol, do sambista
Da terra fértil do amor conquista
SoniaNogueira
sábado, setembro 05, 2009
Essa Loucura
Posto no olhar que de longe é chama
Balanceia o corpo, a pele se proclama
Feito lavra derretida que se emana
Na terra dos sonhares e encantos
Entregue cada gesto em servidão
Centelha vai guindo a emoção
Sem freio e critérios tantos tantos
Não sei onde esconder a teimosia
De amar-te dia a dia no silêncio
A alma já cansada no ocioso
Desgasta sem roteiro a fantasia
Loucura é não saber como olvidar
Mais ainda iludir o verbo amar
sexta-feira, agosto 07, 2009
*AO MEU PAI*

............. / .\. \.....A-Aqui saudades guardadas
sábado, junho 06, 2009
*PASSAGEIRA DO TEMPO*

Debruço-me aqui na contemplação
Na janela do olhar pequena fresta
Que fotografa em minuciosa ação
O desfilar da vida a página deserta
Sopra o vento sem prever obstáculos
Chora a chuva sobre a cidade confusa
Na reprodução dos animais imáculos
Gira o Planeta sem propaganda difusa
Gorjeia a ave postada no ninho
Põe-se o sol sem sair do plano alinho
Multiplica-se o cantar som indefinido
Que ornamenta o luar adormido
Na vigília o beijo dos enamorados
Rendo-me a emoção do tempo alado
I
Rendo-me a emoção do tempo alado
E viajo na amplidão do pensamento
Confessando ao coração despojado
Que a vida passa, urge alinhamento
Dos passos que procuram outro abraço
Da nudez da alma oculta em desalento
Pudera eu roubar-lhe o sopro dar o laço
Apagar da tela o rabisco em vazamento
Desenhar no quadro a paz como lema
A plenitude do amor que a terra clama
Lavar todo planeta dizimar a falena
Sem perder da estrada a reta, o prumo
Não deixar apagar da vela a chama
Preservar o amor, alumiar o rumo
***
Poema selecionado para a Coletânea
Ecos Machadiano, verso e prosa
Sonia Nogueira *sogueira*
quarta-feira, maio 27, 2009
*OS OPOSTOS SE ATRAEM?*
Tu és a explosão que fulmina
Somos dois ritos duas almas
Farois com olhar que alumina
Um voa no pouso que constroi
O outro na aventura andante
Naquele a base que não destroi
Neste um passageiro ambulante
Faço da vida uma inspiração
Viagem única sem retorno
Fazes do eterno a contramão
Das benesses raro estorno
Somos como o sol e o luar
Um clareia o outro, fita o mar
Sonia Nogueira *sogueira*
sábado, maio 16, 2009
*FRASES*

Na dúvida consulte o coração ele é seu
A leitura e como um rio cheio de vertentes,
A poesia é a arte de catalogar sentimentos.
*DA JANELA DO ÔNIBUS*
O vento sopra no rosto suado
Passos na calçada num vai-vem
Transitam com rapidez assustado
Corre menino se perderes o trem
O patrão corta teu ponto irado
Fala o pipoqueiro entusiasta
Olha a pipoca quentinha agora
A moça aproxima-se com a pasta
O meliante furta sem demora
O povo vê o safado que arrasta
Nada faz se o canivete manobra
Um casal no poste recostado
Unem bocas corpos e braços
Imune aos olhos ali postados
Perde condução neste amasso
A chuva cai os dois disparados
Sorriem e correm abraçados
O carro ultrapassa sem licença
O guarda apita é certa a multa
Na esquina o grito faz presença
O pneu risca o asfalto na rua
O transeunte curioso fervença
A passagem livre a vida continua
Sonia Nogueira *sogueira*
segunda-feira, abril 27, 2009
POETRIX - *FITAS-ME*
quinta-feira, abril 23, 2009
*DIA INTERNACIONAL DO LIRVRO*

Necessitando do teu olhar zeloso
Pra sugar de mim como dicionário
Todos os saberes o mais pomposo
Sou teu amigo na alegria na dor
Desde o primeiro ensinamento
Com garatujas rabiscos de cor
Acompanho-te em todo momento
Trago em meus arquivos mudos
A linguagem universal das línguas
Germino saber a mudos e surdos
No braile ou na mímica interlíngua
Deixa-me habitar teu mundo são
Está no teu quarto, na cabeceira
Na tua bolsa eu nunca seja vão
Mas uma relíquia, direção, viseira.
Sou indefeso carente de proteção
Protege-me da sanha da chuva
De riscos e sol, rasgado no chão
Encapa-me como filho coruja
Sem mim o mundo fica iletrado
Sem registro sem passado história
Sou teu livro, teu mundo, teu fado
Sem mim toda a vida é inglória
Sonia Nogueira *sogueira*
segunda-feira, abril 20, 2009
*ESPERO SUA LIGAÇÃO*
ROBERTO ROMANELLI MAIA
O telefone toca.
Do outro lado alguém na linha.
E eu a espera de ouvir a voz
de quem tanto desejo, quero e amo.
Sim, atendo na certeza que é ela.
E que a minha amada amante, mais uma vez,
não me fará esperar pela sua presença
e por seu amar.
Ela perceberá a urgência com que sinto a falta
de seu corpo e de sua alma, junto a mim.
Sim, aqui, do outro lado da linha, estou só.
Sozinho.
A espera da presença dela.
Dela que é a minha menina e mulher.
E minha única paixão.
Desse meu amor procurado e encontrado
num momento de rara inspiração.
Sim, eu sou a antena que capta todos os sinais,
de desejo e de amor,
neste mágico radar instalado no meu coração.
Para que ao atender não ouça mais a voz
do meu SOS, solidão.
Passo ligeiro que se aproxima
Mesmo na distância sob a surdina
Não era a tua voz para abastecer
A sala silenciosa na noite fria
Com os pingos d’água saltitando
Caindo sobre a janela deslizando
Como uma canção em melodia
Outro toque cai sem mais anseio
Aonde os passos vãos silenciosos
Outra voz cortando sons verbosos
De outra voz que soa sem rodeio
A chuva continua sobre o telhado
Num murmúrio suave ao céu alado
sexta-feira, abril 03, 2009
*FRASES*

*Algemas*
quinta-feira, abril 02, 2009
*LÁGRIMAS QUE CAEM*
ROBERTO ROMANELLI MAIA
Lágrimas caem e molham o rosto de uma Mulher...
Porque será?...
Alguém sabe a razão?...
E se, agora, não existe um homem que às enxugue,
mesmo que seja com um suave lenço de papel,
saiba querida, que eu estou aqui para fazer
as suas lágrimas pararem...
Pois só assim o seu lindo sorriso
voltará a aparecer....
Em sua face, onde os seus olhos
só sabem ver e refletir paixão e amor...
Mas para isso acontecer saiba que eu estou aqui, querida,
para entender e consolar, você...
Dividindo ou somando emoções e sensações...
Mas, sobretudo, compartilhando,
momentos de tristezas e de alegrias...
Num milagre natural,
que possa fazer com que as suas lágrimas
se tornem puras e transparentes
como gotículas de cristal...
De inimaginável e rara magia e beleza...
Só, assim, elas secarão sem você sentir...
Sim, querida, para que não existam lágrimas
só existe um caminho ou uma saída...
Amarmos e sermos amados...
Nos amarmos...
Mas se, tantos homens, sequer sabem reconhecer
as nuances e as tonalidades de uma rosa
como conseguirão reconhecer e valorizar
a beleza interior de uma mulher...
Ou vê-la além e através da embalagem
e do papel para presente, que a envolve...
E do qual está prisioneira...
pois, a tanto, está condicionada ou obrigada...
Não, meu amor, a sensibilidade
e a alma deste poeta
não se encontra nos lugares
onde se troca o dia pela noite...
Nem nas baladas noturnas...
Ou em qualquer outro lugar rotineiro e previsível...
Ou em certos momentos repetitivos de minha vida...
Nem está a minha espera nos supermercados,
de uma cidade, de um bairro ou de um quarteirão...
Ela nasce ou não dentro de cada um de nós...
Mas nasce dentro daqueles que possuem o dom mágico
de ter, junto a si, a alegria, o choro, o riso, a amizade,
a confiança e, um sentimento, raro de encontrar:
O Amor com Verdade e Emoção...
E este só nasce e pode crescer
quando existe, de fato, e vem para, realmente,
ficar...
A saudade resguardada peito adentra
Uma saudade viajando sem entrave
A lágrima na espreita se apascenta
Já faz moradia na face contraída
É companheira infalível residente
Quer na chegada, riso ou partida
Faz da face cordilheira pendente
Na emoção, no abraço é rainha
Faz do olhar seu trono em ritual
Ainda que não desfile se aninha
Na quietude do coração, afinal
É ele seu amigo em cumplicidade
Solfeja e mesma canção e ritmo
Na alegria, na tristeza, na lealdade
São parceiros no ponto mais ínfimo
O amor, que nasce sem permissão
E faz do coração ninho e furacão
Sonia Nogueira *sogueira*
quarta-feira, abril 01, 2009
*SILÊNCIO*
Ficou o silêncio enamorando a alma
O vento calmo sussurrando ao ouvido
O galho sem viço desprendeu a palma
Rolou no chão, sem piedade banido
O encanto ocultou-se no mistério
A chuva beijou a janela disfarçada
Banhou o coração num refrigério
Que sossegado vigia a retomada
O dedilhar das páginas estão lentos
A inspiração como um lampejo rápido
Vagueia sonâmbulo abobamento
Sem o toque da voz de gosto sápido
Nas incertezas que da vida é lema
Só corações enamorados leem o tema
Sonia Nogueira *sogueira*
sábado, março 14, 2009
*DEFICIÊNCIA E LIBERDADE*

*Deficiência e Liberdade*
Da célula que se fez a vida
Multiplicou-se na árdua missão
Brotou e da semente prevista
Os seres homenagem da criação
E pela imperfeição da união
Nasceram alguns deficientes
E como premissa da missão
Segue a vida aos pertinentes
Não verão o profano da palavra
Nem ouvem a frase obscena
Mas fazem do tato a mão lavra
Da audição o estribilho da sena
Caso falte a voz sem eco no ar
Os braços para a escrita pousarem
Traz a mímica o tema para abordar
Mãos e pés pra na tela esculpirem
Quantos enxergam e não vêem
Outros com braços que não abraçam
Muitos com pernas que se deteem
E nas mãos as armas se enlaçam
Façam da vossa missão estandarte
Das mãos que os guiam comunhão
Das letras em Braile um baluarte
Do Instituto dos cegos a gratidão
Do Dr. Waldo Pessoa uma lembrança
Que deixou plantado, flor e bonança.
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
*SOBRE O HOMEM*

Um tratado sobre o homem?
Quem há de desvendá-lo bem
Com capa de lobisomem
Na sexta-feira sempre vem
Feri-lo é ânsia dos humanos
Aboná-lo mira dos enganos
O que está detrás desta porta
Trancada com as sete chaves
Há correntes que não deporta
De todo tamanho e entraves
Nos genes, há força oculta
Na educação o cerne da culpa
Dos medos que vem da raiz
Na força o poder patriarcal
Do povo a sentença- juiz
Na palavra o poder Divinal
Em cada nação a história
Nos erros a culpa inglória
Qual a máxima da verdade
Nem os credos contradizem
Da criação em intensidade
Os modelos sempre dizem
Apenas o EU os olhos veem
Onde encontrar os que creem
Na multidão do anonimato
Os homens fazem-se deuses
Na palavra um réu caricato
Ou no passado dos adeuses
Vive o homem socialmente
Como um vidente carente
Faz das suas extravagâncias
O jantar perfeito com velas
Apagam todas as fragrâncias
Sem o colorido das telas
Ai do amor que sem destino
Perdeu-se na vaga desatino
Perdi os passos na multidão
Senhor mereço teu perdão
Construí uma história banal
Perdeu-se sob um vendaval
Na sabedoria das evidências
Fugi, sem asas, resistências
quinta-feira, novembro 20, 2008
*SEMANA DA AMIZADE*
O caminho seguir uma vereda
O vento fugir num sopro trágico
Vem o amigo protege a queda
Quando o coração chorar a dor
O sorriso apagar a emoção
Só o verdadeiro amigo é credor
Oferta o ombro o aperto de mão
Amigo é quando nos houve
Perde tempo ao nosso lado
Quer na dor ou na alegria
O ombro é lugar sagrado
Quando estamos no poço
Amigo se esconde no muro
No ápice é sorriso em dobro
Bajulação, esmero, puro
Amigo é colheita na safra
É fruto verdinho no pasto
É mão estendida em lavra
Com sorriso de bom grado
Amigo de bem verdadeiro
É como remédio caseiro
Planta aguando o canteiro
Carta com tinta e tinteiro
Escreve a palavra certa
Anima, enaltece a moral
O peito está sempre aberto
Está no início meio e final
Aos meus amigos fiéis
Meu apreço e gratidão
Valem mais que mil réis
Parabéns amigo-irmão
Sonia Nogueira
Livros:
-Eu Poesia Contos e Crônicas
sexta-feira, outubro 10, 2008
*DIA DO PROFESSOR*
Que faz da sala a continuação do lar
Da educação um jardim, um pomar
Regando com a palavra de editor
Os saberes que moldam o crescer
Para a formatação fixar na mente
Num registro em campo bivalente
Arquivos, aptos para acender...
Como luz na claridade quer espaço
Para a educação atingir seus passos
Quer prioridade abraços expressos
Com urgência, não barrar o cansaço
Da espera que repousa nas gavetas
A educação é a mola, a base, o ar
Que não precisa parar, estacionar
É caminhada na reta sem curveta
Sustentáculo viável neste planeta
Precisa de mãos na lousa de giz
Critérios com capacidade motriz
Onde a ética repousa na ágil caneta
Que a luta prossiga, não seja inglória
Campo vasto dentro da História
Aplausos para nós, para ti, para eles
-Eu Poesia Contos e Crônicas
-No Reino de Sinihos, infantil
-Livraria Livro Técnico
domingo, outubro 05, 2008
*O CÉU É O LIMITE*

Plenitude divinal como um convite,
domingo, agosto 10, 2008
*AO MEU PAI*

Que lançou o sêmen fértil
Semeou a vida como lei
Colheu o fruto em tempo hábil
Multiplicou a espécie, fez-se rei
Mesclado de altivez e doçura
Meu herói, minha mãe, sina...
Do exemplo firmou sua estrutura
Era o sertão sua raiz, sua estima
Convivemos aqui longo tempo
A mente conserva os hábitos diários
O olhar verde, sorriso, o passo lento
Que embalou meu coração perdulário
Já sôfrego triturando a saudade
Oferta-te esta página amor lealdade
sábado, agosto 02, 2008
*NOITE INESQUECÍVEL*

Noite de autógrafo de rara grandeza
Do tamanho da minha simplicidade
Da altivez do abraço amigo em firmeza
O coração levará além o afeto, a bondade
Dos amigos que ofertaram o sorriso
A família que trouxe em fraternidade
A fortaleza de um coração desprovido
Do improviso imaturo na casualidade
Na inércia da ânsia contida sem vez
Omiti dos presentes, a palavra facultada
Na inexperiência destronei a solidez
Na noite inesquecível, da arte emoção
Primeiro filho nas profundezas visceral
Rasgou o útero eclodiu fiz-me real
***
Eu Poesia Contos e Crônicas
Livraria Livro Técnico
sábado, julho 26, 2008
*ENCONTRO DE ESCRITORES*
Centro Cultural Oboé à tarde
Escritores e poetas a distância
Contato sem abraço que invade
Os amigos com laço em estância
O protocolo resistiu à rotina
Da palavra facultada despojada
Como se a palavra fosse sina
De uns poucos e ainda foi negada
Fez-se leitura d’outros poetas
Num sorteio e dádiva de livros
Teatro e aplausos que em festas
Falam numa ovação de estribilhos
A frieza da sala condicionada
Aliou-se ao individualismo, sós
Cada um contido sob a espada
E a palavra ocultou-se entre nós
Parece-me que o valor da cultura
Fugiu sem o enlace da união
Vagou como órfão na aculturação
A mão do saber rejeitou outra mão
Onde está a palavra em construção
O diálogo, a igualdade sem status
Valores são raízes sem demolição
Os saberes ali de aconchegos nus
***
Sonia Nogueira
Eu Poesia Contos e Crônicas
sexta-feira, julho 11, 2008
*O PÁSSARO QUE VOOU*

domingo, julho 06, 2008
**GRATUIDADE**

segunda-feira, junho 30, 2008
*DIVÃ DOS SONHOS*

segunda-feira, junho 09, 2008
*FESTAS JUNINAS*

Junho é o mês dos folguedos
Não solte balão nas cidades
Há bolos quadrilhas brinquedos
Cantigas pra todas idades
Até na quadrilha infantil
A dança remexe o quadril
Há milho assado cheirando
Canjica, tapioca, cuscuz,
E todos dançando, cantando,
Ao redor da fogueira a luz
Aplausos por todos os lados
Festejando casais namorados
O sanfoneiro tocando
Corpos suados que riem
A noiva aparece chorando
O noivo fugiu, que agonia.
O padre chegando insiste
Vem logo juiz, não despiste
O moço volta assombrado
Tiroteio ressoa no ar
O sim dado de bom grado
A noiva sorrir sem falar
O resto é só festança
Até quando o sol apontar
sábado, maio 10, 2008
À MINHA MÃE*

*PARA AS MÃES*
